Projeto de implantação de hortas oferece oportunidade de renda a moradores de rua

A plantação de hortas no Cetremi está transformando a vida de dependentes químicos e de pessoas que viviam nas ruas na Capital. E em breve, o projeto será ampliado.

https://www.youtube.com/watch?v=gjvUAmb6H58


Mulher internada em UTI melhora após visita de jabuti de estimação

A história da Maria do Socorro Sampaio é incrível! Com 62 anos e saúde fragilizada, ela foi internada na UTI do Hospital de Cubatão, em São Paulo, por apresentar complicações.

Mas quando alguém perguntava do que ela mais sentia falta de casa, a resposta era imediata: “da minha filha e da Nina, meu jabuti de estimação”.

Sabendo da importância da relação da paciente com o animal, o hospital permitiu a entrada desse visitante inusitado, mas muito especial.

E o resultado foi um momento cheio e emoção, além da melhora no quadro da Maria!

O (re)encontro

Nina foi levada por Ângela, a filha da dona Maria, até o hospital. A idosa ficou bastante emocionada e, segundo equipe, ganhou força para enfrentar seu quadro.

Houve melhora no humor, que foi o mais comentado e vibrado pela equipe. Samandha Gagliardi Iannuzzi, supervisora das UTIs e Pronto Atendimento do hospital disse que a idosa estava vibrante.

“Nós vimos isso no processo de cura dela. Porque, durante o dia, depois que a filha e o animalzinho de estimação foram vê-la, ela aceitou melhor a alimentação, que vinha rejeitando. Foi muito emocionante e gostoso para nós que prestamos assistência diariamente”.

E a resposta foi tão positiva que, após algumas horas, dona Maria recebeu alta da UTI e retornou para um quarto comum.

“O que importa para você?”

O encontro da Maria com a Nina só foi possível por causa do movimento “O que Importa para Você?”.

Ele existe para humanizar mais o atendimento em hospitais e favorecer a evolução de alguns pacientes.

Neste caso, a equipe do hospital identifica o que mais importa e faz diferença para o emocional do paciente e tenta levar um pouco desse sentimento para próximo dele.

A iniciativa existe desde 2010 nos Estados Unidos. No Brasil, o Hospital de Cubatão foi o primeiro administrado pela Fundação São Francisco Xavier a implementá-la – em agosto de 2020.

Por Monique de Carvalho, da redação do Só Notícia Boa. – Com informações de Jucy Santos.


Relatório Mundial da Felicidade

Divulgado anualmente, o Relatório Mundial da Felicidade ganhou um desafio extra desta vez: medir o impacto da pandemia do novo coronavírus no bem-estar individual e coletivo.

Segundo o ranking, que tem o apoio da empresa italiana illycaffè e da Fundação Ernesto Illy, a liderança da Finlândia se deve sobretudo à confiança da população em suas comunidades, fator que, em meio à pandemia, "contribuiu para preservar o bem-estar das pessoas".

A Finlândia aparece logo à frente de outro país nórdico, a Islândia, que subiu da quarta para a segunda posição, e da Dinamarca, que caiu do segundo para o terceiro lugar. O top 10 ainda tem Suíça, Países Baixos, Suécia, Alemanha, Noruega, Nova Zelândia e Áustria.

A Itália, país da illycaffè, evoluiu da 28ª para a 25ª posição, enquanto o Brasil despencou do 29º para o 41º lugar.

"Apoiamos os estudos de felicidade por meio da illycaffè e da Fundação Ernesto Illy para entender quais são os fatores determinantes da felicidade e implementá-los no contexto do café. Nós consideramos a felicidade um pré-requisito para qualquer transição para uma sociedade mais sustentável, tanto que o bem-estar dos nossos stakeholders representa um dos compromissos da empresa", explicou Andrea Illy, presidente da illycaffè.

O relatório também buscou entender uma questão fundamental: por que as taxas de mortalidade são tão diferentes no mundo? Os índices, por exemplo, são muito maiores nas Américas e na Europa do que na Ásia, na Oceania e na África.

Os fatores determinantes, segundo o estudo, incluem idade da população, o fato de o país ser uma ilha ou não, a proximidade com outras zonas com altos índices de contágio, mas diferenças culturais também contribuem para a análise, como: confiança nas instituições públicas, conhecimento obtido em epidemias anteriores, desigualdade de renda e presença de mulheres no comando do governo.

"A experiência do leste da Ásia mostra que políticos restritivas não apenas controlaram a pandemia de modo eficaz, mas também combateram o impacto negativo dos boletins diários relativos às infecções na felicidade das pessoas", diz Shun Wang, professor do Instituto Coreano de Desenvolvimento.

No entanto, o professor John Helliwell, da Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá, disse que os autores do ranking ficaram surpresos ao ver que, em média, "não houve um declínio no bem-estar geral".

"Uma explicação possível é que as pessoas veem a Covid-19 como uma ameaça comum e externa, que afeta a todos e que tem gerado um maior senso de solidariedade e empatia", acrescentou Helliwell, que edita o relatório de felicidade.


Protagonismo nas escolas: meninas lideram ações e movimentos

Quatro meninas contam como suas histórias mobilizaram ações de protagonismo dentro das escolas e nas comunidades onde vivem

Foi-se o tempo em que falar de meninas na escola se restringia ao estereótipo das paqueras no recreio e os acontecimentos cotidianos. As meninas de 2021 estão muito mais preocupadas em resolver questões sociais, a batalhar pelas minorias e fazer com que os meninos entendam que o comportamento machista não tem mais espaço no mundo.

Elas ainda não foram escolhidas como "personalidade do ano" pela revista Forbes ou ganharam a capa da Time com um feito internacional, mas elas têm protagonizado mudanças pra lá de relevantes dentro de suas próprias escolas e comunidades. O papel delas é fundamental para a construção de uma sociedade onde políticas públicas possam ser pensadas - e construídas - com uma base maior de equidade de gênero, raça e posição social.

Quatro meninas contam como suas histórias e incômodos pessoais as levaram a pensar e protagonizar projetos que provocavam mudanças sociais e não apenas individuais.

Nayara Teixeira, 17 anos, São Paulo, capital

"Sou bolsista em projetos estudantis desde 2018, quando fui aprovada no Ismart, um instituto que seleciona alunos de baixa renda para estudar em escolas de excelência. Ao sair da periferia e adentrar espaços elitizados, enquanto mulher preta e periférica, muitas vezes senti que minhas demandas, como a questão racial, as disparidades socioeconômicas e todas as intersecções necessárias em debates feministas, não eram postas em pauta.

Foi conversando com amigas, em especial, com Andressa Sayuri Morishima Teixeira, que compreendi que esse incômodo não era só meu, mas sim de muitas meninas da escola. Decidimos fundar um clube feminista na escola que se chamava Clube Vênus Girl Up que só pode nascer por conta do bootcamp que a Andressa fez com o Girl Up Brasil.

A ideia era criar um espaço seguro, onde as meninas do colégio pudessem compartilhar questões diversas e serem acolhidas. Acabou que o clube cresceu muito! Como grupo, realizamos o "Aulão ENEM Solidário" para alunos da rede pública de educação, onde arrecadamos dinheiro para garantir acesso à internet de um cursinho popular. Outra ação solidária importante foi nossa mega arrecadação de absorvente para mulheres em situação vulnerável. Impactamos mais de 1200 mulheres.

Junto dessas ações, conhecemos o Clube Elza Soares que havia protocolado e aprovado um projeto de lei no Rio de Janeiro o qual garantia a inclusão de absorventes nas cestas básicas do estado. Foi a partir deste contexto que nosso Clube, unido aos clubes do Girl Up de todo o Brasil, passou a se empenhar em uma grande ação: protocolar projetos de leis similares ao do Rio de Janeiro em diversos estados brasileiros. Não acreditávamos que íamos alcançar tantas pessoas, mas basta começar. A mudança é possível e necessária."

© Fornecido por Estadão Nayara durante o PoliONU (um modelo de simulação da ONU organizado e protagonizado pelos alunos da escola) onde foi mesa diretora de um comitê sobre poluição industrial e o descarte inadequado de resíduos

Nayara durante o PoliONU (um modelo de simulação da ONU organizado e protagonizado pelos alunos da escola) onde foi mesa diretora de um comitê sobre poluição industrial e o descarte inadequado de resíduos

Luísa Manoela, 17 anos, Poços de Caldas, Minas Gerais

"Como diz Elza Soares, 'Meu país é meu lugar de fala'. É onde começa a história de quem somos, mudando a nós mesmos e então a sociedade ao nosso redor. E Luísa é sobre isso. Ao invés de supor soluções, eu sempre procurei entender as raízes dos problemas de minha comunidade, para então ecoar a minha voz. E pensando nisso, aos 12 anos, peguei uma sacola com livros e fui até um asilo de mulheres que ficava em cima de minha antiga casa. O primeiro dia tornaram-se 2 anos de conversas e histórias profundas.

Também sempre fui fascinada pelas ciências e tecnologia e quando entrei no Técnico do Médio, no Instituto Federal de Muzambinho, me engajei no CNPq (Centro Nacional de Pesquisa) e em olimpíadas científicas. Na mesma época, por não concordar com o fato de estudantes de escolas públicas e adultos que não terminavam o Ensino Médio não terem acesso à uma educação de qualidade e humanizada, fundei e passei a liderar o Guardiões da Educação, projeto que oferece mentorias para ENEM, olimpíadas científicas, oportunidades nacionais e internacionais (focadas no ensino médio) e idiomas (inglês e espanhol); e que ainda oferece extracurriculares, como aulas de educação ambiental, política apartidária e programação, e clubes.

Hoje, após 9 meses de iniciativa, já são mais de 1000 pessoas impactadas diretamente de 18 estados brasileiros e tudo é feito de forma voluntária através de uma equipe de 32 jovens engajados que se uniram para transformar a educação brasileira. E comunidade é a chave do projeto: a liderança é horizontalizada, de modo que todos têm papel de líder ao trabalhar colaborativamente. A iniciativa é 100% voluntária e sem fins lucrativos e conta com orientação psicológica oferecida por psicólogos voluntários e em parceria com a Rede AutoEstima-se."

© Fornecido por Estadão Luísa em entrega voluntária de arrecadações que fizeram durante a pandemia para grupo de pessoas em vulnerabilidade

Luísa em entrega voluntária de arrecadações que fizeram durante a pandemia para grupo de pessoas em vulnerabilidade

Rebeca Souza, 17 anos, Aracajú, Sergipe

"Sempre fui apaixonada por política e gostava muito de conversar com meu pai sobre o que estava acontecendo no país e no mundo. Sempre fui muito determinada, ou teimosa, e também convicta de que minhas opiniões e ações podiam agregar àquele meio que eu vivia. Mas mesmo muito confiante, percebia que era ignorada, alguns até pediam, 'educadamente' pra que eu ficasse quieta. Outros alegavam que não tinha idade suficiente para debater sobre política e isso me incomodava tanto! Eu tinha opinião, por que não podia expressá-la?

Entrei na pré-adolescência e encontrei no movimento feminista visões com as quais me identifiquei muito. Era um lugar onde eu podia falar de política. Uma amiga e alguns professores da escola me deram força e consegui encontrar minha voz. Entrei para o Girl Up e comecei a participar de debates e movimentos com pautas diversas. E foi neste lugar que entendi que minha idade não era um empecilho.

Desenvolvi vários projetos, mas queria destacar a PL sobre Pobreza Menstrual, assunto que é tão tabu, mas biologicamente natural. Uma pauta que já avançou em alguns estados, mas aqui em SE estamos começando a alavancar.

E estamos tirando do forno o Movimento Democratizou cujo intuito é defender e democratizar a política através de conteúdo em redes sociais. O movimento surgiu da análise das necessidades de falar e entender política, de forma simples, direta e

apartidária para os jovens e adultos, porque somos os eleitores e os que detém o

poder de colocar pessoas para nos representar.

Cada dia tenho mais e mais certeza que quero ser a futura presidenta do Brasil. Lembro que quando Dilma Rousseff foi eleita, apesar do impeachment que ela sofreu, ver uma mulher no cargo mais importante do país é um indício que as coisas podem mudar e isso me emociona e me inspira a chegar um dia nessa mesma posição, na qual eu consiga combater o machismo, atender as necessidades da população e ser uma agente de mudanças no maior cargo do Brasil.

Rebeca com coletivo de meninas que discutem política e maneiras de democratizá-la

Isabelle Christina, 18 anos, filha da Regiane, 42, ambas do Grajaú

"Fiz meu primeiro intercâmbio aos 13 anos e fui bolsista no Colégio Bandeirantes, pelo Ismart (Instituto Social para Motivar, Apoiar e Reconhecer Talentos). Sempre me vi como uma das únicas meninas negras em todos esses contextos e comecei a me sentir muito negligente de não exercer meu papel de agente multiplicadora para transformar essa realidade e gerar oportunidades para jovens do mesmo ponto de partida que eu.

Minha mãe foi fundamental. Ela sofreu muito preconceito por ser negra e decidiu que eu não teria uma vida como a que ela teve, e que a educação seria a base do sucesso. Nunca me deu bonecas, me dava livros. Em 2017, eu e minha mãe fundamos o Projeto Meninas Negras, com 10 meninas participantes. A proposta era inserir meninas afrodescendentes de 12 a 24 anos nos parâmetros acadêmicos, profissionais e culturais preparando para que fossem jovens negras protagonistas.

Desde o princípio, o Projeto Meninas Negras se enxerga como uma ponte entre as oportunidades e as pessoas que não possuem acesso a elas devido a má? distribuição social. Nosso foco principal é ensinar as pessoas a sonhar muito grande! Só? assim poderão se tornar protagonistas de suas vidas e, consequentemente, conseguirão criar as próprias oportunidades.

Hoje o projeto também atende a demanda da periferia em geral, incluindo meninos e jovens não negros. E começamos a atender estudantes que vivem em abrigo, sem a família. Inclusão é para todo mundo. Eu apresentei o projeto num fórum da ONU e acredito que as instituições e empresas precisam ser treinadas. Devem mudar muito mais do que seus processos seletivos, precisam transformar toda uma cultura, um mindset. E de menina em menina a gente vai mudando o mundo."

© Fornecido por Estadão Isabelle e a mãe Regiane que para além do papel maternal, acompanha a filha em todas as empreitadas

Isabelle e a mãe Regiane que para além do papel maternal, acompanha a filha em todas as empreitadas


Jim Carrey viraliza com imitação do candidato Biden

(FOLHAPRESS) - Imitar políticos que estão no poder ou disputando eleições não é uma exclusividade brasileira, como alguns devem supor. Prova disso foi a paródia do primeiro debate dos Estados Unidos, exibida na noite deste sábado (3), no Saturday Night Live, durante episódio que marcou a estreia da 46ª temporada do humorístico.

Diante de um público restrito devido a pandemia do coronavírus, Alec Baldwin, 62, revisitou sua já conhecida versão de Donald Trump, 74. Porém, o destaque da noite ficou por conta da estreia de Jim Carrey, 58, interpretando o candidato democrata Joe Biden, 77, papel que já foi dos atores Woody Harrelson, 59, e Jason Sudeikis, 45.

Com uma fita métrica, Carrey mediu o espaço entre ele e Baldwin, zombando com a necessidade de distanciamento social em relação a Trump, diagnosticado recentemente com Covid-19. O ator também brincou com uma fala de Biden no debate ocorrido dia 29 de setembro, na qual ele mandou que o atual presidente dos Estados Unidos se calasse.

A noite foi especial não só pela estreia de Carrey, que deve imitar Biden durante toda a temporada, mas também porque foi a primeira transmissão ao vivo da atração após quase sete meses.
Chris Rock, 55, foi o responsável por abrir o programa e em seu monólogo, além de falar sobre o coronavírus, fez duras críticas a questões políticas dos Estados Unidos.

O humorista lembrou ao público que os pré-requisitos para que alguém seja presidente do país norte americano é ter 35 anos e ter nascido nos Estados Unidos. "É assim que chegamos nessa situação", disse ele. "Deveria haver algumas regras para ser o presidente. Você percebe que há mais normas em um game show do que para concorrer à presidência? Donald Trump saiu de um game show para disputar à presidência porque era mais fácil".

No discurso dele não faltaram críticas às outras esferas políticas também. "Nós concordamos nos Estados Unidos que não deveríamos ter reis, mas temos duques e duquesas dirigindo o Senado e o Congresso, tomando decisões pelos pobres, ricos decidindo por pobres. É como seu amigo lindo dando a você conselhos sobre namoro", brincou.

Ele finalizou sua participação, que apesar de dura foi bem-humorada, com uma frase do romancista e crítico social, James Baldwin (1924-1987): "Nem tudo que enfrentamos pode ser mudado, mas nada pode ser mudado até que seja enfrentado".


Entenda por que demonstrar vulnerabilidade te torna mais forte

Vivemos em uma sociedade que ainda valoriza muito pessoas que se posicionam como fortes e duronas o tempo todo. Como se demonstrar vulnerabilidade em alguns momentos fosse sinônimo de fraqueza.

https://www.youtube.com/watch?v=jleoJ1K7gzg


Sintonia do Passado - A História do Rádio em Campo Grande - Parte 01

Conheça um pouco da história do rádio em Campo Grande/MS através deste documentário produzido em 1995 pelos jornalistas Rezende Jr e Veruska Donato.

O trabalho, originalmente apresentado em livro e 6 fitas cassetes, recebeu premiação internacional e foi feito para a conclusão do curso na UFMS.

Quase 25 anos depois, resolvi editá-lo em video, com fotos que registramos para o livro e capturando outras na internet.

Que a verdadeira história possa ser contada a todos.

Ao assistir, considere as condições técnicas da época. Era apenas um gravadorzinho cassete de mão, uma mesinha de 4 pistas, uma câmera Pentax e nossa paixão pelo jornalismo e pelo rádio.

Rezende Jr

https://www.youtube.com/watch?v=ccvL9FWUKg8


Foto: Divulgação / Instituto Mauá de Tecnologia

Alunos criam pulseira que alerta pais surdos quando bebê chora

Um dos grandes desafios de pais surdos ou que sofrem com a perda significativa da audição é identificar o choro do seu filho quando estes estão fora do seu campo de visão.

Foto: Divulgação / Instituto Mauá de Tecnologia
Buscando uma solução para isso, quatro alunos do curso de Design do Instituto Mauá de Tecnologia criaram a tecnologia SILENCE, um equipamento que alerta pais deficientes auditivos que o bebê está chorando por meio de vibrações emitidas por uma pulseira.

Funciona assim: quando o bebê chora, a pulseira inserida no seu braço, munida de microfones internos, detecta uma alta frequência (o choro) e transmite a informação do que está acontecendo para a pulseira dos seus pais, vibrando-as.

De acordo com os seus criadores, a vibração é forte o suficiente para acordar os dois (se eles estiverem dormindo) ou apenas avisá-los de que o bebê precisa de atenção.

Artur Guiguer, um dos criadores do SILENCE, disse que nenhum deles jamais tiveram qualquer contato com a comunidade surda e a ideia de desenvolver um produto para essas pessoas partiu da ideia de criar um produto cujo impacto social fosse relevante e positivo.

“Nossa intenção é que as pulseiras ajudem a fortalecer o vínculo nas famílias que tem pais surdos e também dar mais autonomia para que possam cuidar dos filhos”, conta Artur.

Para incrementar o produto, os estudantes embutiram na pulseira infantil um rastreador GPS que transmite em tempo real a localização da criança para um visor instalado na pulseira do papai e da mamãe.

“Decidimos incluir o rastreador, porque em uma das palestras que fomos para a comunidade surda, um filho ouvinte de surdos nos contou do dia em que seus pais surdos o perderam no shopping quando era criança. Ele falou sobre a dificuldade que foi para os pais reencontrá-lo porque não encontraram seguranças que falassem libras e não conseguiam pedir ajuda. O GPS poderia ajudar em uma situação como essa”, diz Carlos Peres.

O projeto SILENCE atualmente se encontra em fase de prototipagem e necessita de mais investimentos para que sua versão final seja lançada e chegue aos mercados.

Os estudantes acreditam que com um maior apoio financeiro poderão lançar a tecnologia em breve, estimando em dois anos a chegada do produto às prateleiras. O SILENCE ainda não possui um preço estimado.

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Fonte: Revista Crescer