Santa Casa realiza live solidária em homenagem ao dia da enfermagem

A Santa Casa de Campo Grande vai realizar uma live em comemoração ao dia da enfermagem. O evento também será oportunidade para arrecadar insumos para o hospital.

https://www.youtube.com/watch?v=VseKnOCCFag


Protagonismo nas escolas: meninas lideram ações e movimentos

Quatro meninas contam como suas histórias mobilizaram ações de protagonismo dentro das escolas e nas comunidades onde vivem

Foi-se o tempo em que falar de meninas na escola se restringia ao estereótipo das paqueras no recreio e os acontecimentos cotidianos. As meninas de 2021 estão muito mais preocupadas em resolver questões sociais, a batalhar pelas minorias e fazer com que os meninos entendam que o comportamento machista não tem mais espaço no mundo.

Elas ainda não foram escolhidas como "personalidade do ano" pela revista Forbes ou ganharam a capa da Time com um feito internacional, mas elas têm protagonizado mudanças pra lá de relevantes dentro de suas próprias escolas e comunidades. O papel delas é fundamental para a construção de uma sociedade onde políticas públicas possam ser pensadas - e construídas - com uma base maior de equidade de gênero, raça e posição social.

Quatro meninas contam como suas histórias e incômodos pessoais as levaram a pensar e protagonizar projetos que provocavam mudanças sociais e não apenas individuais.

Nayara Teixeira, 17 anos, São Paulo, capital

"Sou bolsista em projetos estudantis desde 2018, quando fui aprovada no Ismart, um instituto que seleciona alunos de baixa renda para estudar em escolas de excelência. Ao sair da periferia e adentrar espaços elitizados, enquanto mulher preta e periférica, muitas vezes senti que minhas demandas, como a questão racial, as disparidades socioeconômicas e todas as intersecções necessárias em debates feministas, não eram postas em pauta.

Foi conversando com amigas, em especial, com Andressa Sayuri Morishima Teixeira, que compreendi que esse incômodo não era só meu, mas sim de muitas meninas da escola. Decidimos fundar um clube feminista na escola que se chamava Clube Vênus Girl Up que só pode nascer por conta do bootcamp que a Andressa fez com o Girl Up Brasil.

A ideia era criar um espaço seguro, onde as meninas do colégio pudessem compartilhar questões diversas e serem acolhidas. Acabou que o clube cresceu muito! Como grupo, realizamos o "Aulão ENEM Solidário" para alunos da rede pública de educação, onde arrecadamos dinheiro para garantir acesso à internet de um cursinho popular. Outra ação solidária importante foi nossa mega arrecadação de absorvente para mulheres em situação vulnerável. Impactamos mais de 1200 mulheres.

Junto dessas ações, conhecemos o Clube Elza Soares que havia protocolado e aprovado um projeto de lei no Rio de Janeiro o qual garantia a inclusão de absorventes nas cestas básicas do estado. Foi a partir deste contexto que nosso Clube, unido aos clubes do Girl Up de todo o Brasil, passou a se empenhar em uma grande ação: protocolar projetos de leis similares ao do Rio de Janeiro em diversos estados brasileiros. Não acreditávamos que íamos alcançar tantas pessoas, mas basta começar. A mudança é possível e necessária."

© Fornecido por Estadão Nayara durante o PoliONU (um modelo de simulação da ONU organizado e protagonizado pelos alunos da escola) onde foi mesa diretora de um comitê sobre poluição industrial e o descarte inadequado de resíduos

Nayara durante o PoliONU (um modelo de simulação da ONU organizado e protagonizado pelos alunos da escola) onde foi mesa diretora de um comitê sobre poluição industrial e o descarte inadequado de resíduos

Luísa Manoela, 17 anos, Poços de Caldas, Minas Gerais

"Como diz Elza Soares, 'Meu país é meu lugar de fala'. É onde começa a história de quem somos, mudando a nós mesmos e então a sociedade ao nosso redor. E Luísa é sobre isso. Ao invés de supor soluções, eu sempre procurei entender as raízes dos problemas de minha comunidade, para então ecoar a minha voz. E pensando nisso, aos 12 anos, peguei uma sacola com livros e fui até um asilo de mulheres que ficava em cima de minha antiga casa. O primeiro dia tornaram-se 2 anos de conversas e histórias profundas.

Também sempre fui fascinada pelas ciências e tecnologia e quando entrei no Técnico do Médio, no Instituto Federal de Muzambinho, me engajei no CNPq (Centro Nacional de Pesquisa) e em olimpíadas científicas. Na mesma época, por não concordar com o fato de estudantes de escolas públicas e adultos que não terminavam o Ensino Médio não terem acesso à uma educação de qualidade e humanizada, fundei e passei a liderar o Guardiões da Educação, projeto que oferece mentorias para ENEM, olimpíadas científicas, oportunidades nacionais e internacionais (focadas no ensino médio) e idiomas (inglês e espanhol); e que ainda oferece extracurriculares, como aulas de educação ambiental, política apartidária e programação, e clubes.

Hoje, após 9 meses de iniciativa, já são mais de 1000 pessoas impactadas diretamente de 18 estados brasileiros e tudo é feito de forma voluntária através de uma equipe de 32 jovens engajados que se uniram para transformar a educação brasileira. E comunidade é a chave do projeto: a liderança é horizontalizada, de modo que todos têm papel de líder ao trabalhar colaborativamente. A iniciativa é 100% voluntária e sem fins lucrativos e conta com orientação psicológica oferecida por psicólogos voluntários e em parceria com a Rede AutoEstima-se."

© Fornecido por Estadão Luísa em entrega voluntária de arrecadações que fizeram durante a pandemia para grupo de pessoas em vulnerabilidade

Luísa em entrega voluntária de arrecadações que fizeram durante a pandemia para grupo de pessoas em vulnerabilidade

Rebeca Souza, 17 anos, Aracajú, Sergipe

"Sempre fui apaixonada por política e gostava muito de conversar com meu pai sobre o que estava acontecendo no país e no mundo. Sempre fui muito determinada, ou teimosa, e também convicta de que minhas opiniões e ações podiam agregar àquele meio que eu vivia. Mas mesmo muito confiante, percebia que era ignorada, alguns até pediam, 'educadamente' pra que eu ficasse quieta. Outros alegavam que não tinha idade suficiente para debater sobre política e isso me incomodava tanto! Eu tinha opinião, por que não podia expressá-la?

Entrei na pré-adolescência e encontrei no movimento feminista visões com as quais me identifiquei muito. Era um lugar onde eu podia falar de política. Uma amiga e alguns professores da escola me deram força e consegui encontrar minha voz. Entrei para o Girl Up e comecei a participar de debates e movimentos com pautas diversas. E foi neste lugar que entendi que minha idade não era um empecilho.

Desenvolvi vários projetos, mas queria destacar a PL sobre Pobreza Menstrual, assunto que é tão tabu, mas biologicamente natural. Uma pauta que já avançou em alguns estados, mas aqui em SE estamos começando a alavancar.

E estamos tirando do forno o Movimento Democratizou cujo intuito é defender e democratizar a política através de conteúdo em redes sociais. O movimento surgiu da análise das necessidades de falar e entender política, de forma simples, direta e

apartidária para os jovens e adultos, porque somos os eleitores e os que detém o

poder de colocar pessoas para nos representar.

Cada dia tenho mais e mais certeza que quero ser a futura presidenta do Brasil. Lembro que quando Dilma Rousseff foi eleita, apesar do impeachment que ela sofreu, ver uma mulher no cargo mais importante do país é um indício que as coisas podem mudar e isso me emociona e me inspira a chegar um dia nessa mesma posição, na qual eu consiga combater o machismo, atender as necessidades da população e ser uma agente de mudanças no maior cargo do Brasil.

Rebeca com coletivo de meninas que discutem política e maneiras de democratizá-la

Isabelle Christina, 18 anos, filha da Regiane, 42, ambas do Grajaú

"Fiz meu primeiro intercâmbio aos 13 anos e fui bolsista no Colégio Bandeirantes, pelo Ismart (Instituto Social para Motivar, Apoiar e Reconhecer Talentos). Sempre me vi como uma das únicas meninas negras em todos esses contextos e comecei a me sentir muito negligente de não exercer meu papel de agente multiplicadora para transformar essa realidade e gerar oportunidades para jovens do mesmo ponto de partida que eu.

Minha mãe foi fundamental. Ela sofreu muito preconceito por ser negra e decidiu que eu não teria uma vida como a que ela teve, e que a educação seria a base do sucesso. Nunca me deu bonecas, me dava livros. Em 2017, eu e minha mãe fundamos o Projeto Meninas Negras, com 10 meninas participantes. A proposta era inserir meninas afrodescendentes de 12 a 24 anos nos parâmetros acadêmicos, profissionais e culturais preparando para que fossem jovens negras protagonistas.

Desde o princípio, o Projeto Meninas Negras se enxerga como uma ponte entre as oportunidades e as pessoas que não possuem acesso a elas devido a má? distribuição social. Nosso foco principal é ensinar as pessoas a sonhar muito grande! Só? assim poderão se tornar protagonistas de suas vidas e, consequentemente, conseguirão criar as próprias oportunidades.

Hoje o projeto também atende a demanda da periferia em geral, incluindo meninos e jovens não negros. E começamos a atender estudantes que vivem em abrigo, sem a família. Inclusão é para todo mundo. Eu apresentei o projeto num fórum da ONU e acredito que as instituições e empresas precisam ser treinadas. Devem mudar muito mais do que seus processos seletivos, precisam transformar toda uma cultura, um mindset. E de menina em menina a gente vai mudando o mundo."

© Fornecido por Estadão Isabelle e a mãe Regiane que para além do papel maternal, acompanha a filha em todas as empreitadas

Isabelle e a mãe Regiane que para além do papel maternal, acompanha a filha em todas as empreitadas


Kamala Harris faz história com papel decisivo na campanha pela Casa Branca

Em 1980, a ativista social e filósofa Angela Davis foi a primeira mulher negra a concorrer ao cargo de vice-presidente dos Estados Unidos, pelo Partido Comunista. Mas sua chapa com Gus Hall foi derrotada, o que se repetiu na disputa de 1984. Depois de quatro décadas, os americanos elegeram uma mulher negra para ocupar o segundo cargo político mais importante do país. Kamala Harris, 56 anos, tem uma história de conquistas notáveis durante sua trajetória política, o que fez com que Joe Biden a escolhesse como parceira na difícil disputa contra Donald Trump e Mike Pence nas urnas. A advogada e senadora americana foi essencial para uma maior participação da população negra na votação, um dos fatores decisivos para a vitória dos democratas.

Com pais imigrantes, uma mãe indiana e um pai jamaicano, Kamala nasceu e viveu o início da infância na cidade Oakland, na Califórnia. Após o divórcio do casal, ela se mudou para Montreal, no Canadá, com a irmã mais nova e a matriarca, Shyamala Gopalan, pesquisadora na área oncológica e ativista de direitos civis. Foi por influência da mãe que Kamala optou pela advocacia e pela área de direitos humanos. “Ela (Gopalan) entendia muito bem que estava criando duas filhas negras. Estava determinada a garantir que nos tornaríamos mulheres negras confiantes e orgulhosas”, afirmou a senadora em sua autobiografia intitulada The trusths we hold, publicada em 2019. Em sua página do Twitter, também escreveu sobre a convivência com a matriarca. “Minha mãe me criou para ver o que poderia ser, sem o peso do que já foi.”

Kamala, que se formou na Universidade Howard, em Washington, um ícone da cultura negra nos Estados Unidos, coleciona outros pioneirismos em sua carreira no direito e na política. Ela foi a primeira procuradora negra na história da Califórnia, onde também ocupou o cargo de procuradora-geral, em 2010. Seu discurso de que foi uma “procuradora progressista” é contestado por críticos, que alegam que ela lutou para manter sentenças injustas e se opôs a reformas na Califórnia, como uma lei que instava o procurador-geral a investigar tiroteios envolvendo a polícia.“Cada vez que os progressistas pediam a ela que apoiasse uma reforma do sistema penal como procuradora do condado e, mais tarde, como procuradora do estado, Harris se opôs ou se calou”, escreveu a acadêmica Lara Bazelon no jornal The New York Times.

O mandato como procuradora-geral permitiu que Kamala se aproximasse do filho falecido de Joe Biden, Beau, que ocupava o mesmo cargo que ela em Delaware. “Sei o quanto Beau respeitava Kamala e seu trabalho e, para ser honesto com você, isso pesou na minha decisão (de escolhê-la)”, disse o presidente eleito durante sua primeira aparição com a companheira de chapa.

Racismo
Em 2016, Kamala foi a primeira mulher com ascendência sul-asiática e a segunda negra a se tornar senadora. Foi lá que começou a chamar a atenção do partido democrata. As bandeiras progressistas defendidas durante seu mandato foram diversas, como redução de impostos para a classe média, elevação do salário-mínimo e combate ao aquecimento global. Em 2019, ela participou das disputas primárias para se tornar candidata à presidência do partido, mas não venceu. Apesar disso, protagonizou o momento mais marcante da pré-campanha democrata, ao fazer críticas a Joe Biden em relação a questões raciais.

Durante um debate, Kamala o criticou por não ter se posicionado contra medidas de segregação durante os anos em que governou os Estados Unidos ao lado de Barack Obama, mas ressaltou que não acreditava que o concorrente era racista.

Depois da derrota, Kamala não demorou a se posicionar como uma aliada à campanha do ex vice-presidente. Em março deste ano, declarou a jornais americano que faria “tudo que estivesse ao seu alcance para ajudar a elegê-lo como próximo presidente dos Estados Unidos”.

Foi em agosto que Biden anunciou Kamala como vice, após uma “disputa” com outras 11 candidatas de carreiras políticas também notáveis, como a senadora Tammy Duckworth, do estado de Illinois, uma veterana da guerra do Iraque, e Susan Rice, ex-conselheira de Segurança Nacional. “Tenho muita honra em anunciar que escolhi Kamala Harris, uma destemida lutadora em prol do cidadão comum e uma das melhores funcionárias públicas, como minha companheira de chapa”, escreveu Biden em seu perfil no Twitter. “Estou honrada por me juntar a ele como indicação do nosso partido a vice-presidente, e vou fazer o que for necessário para que ele seja nosso comandante-chefe”, comentou Kamala na mesma rede social.

Resposta às ruas
A escolha de Kamala para compor a chapa democrata era algo esperado por estudiosos da área política, já que os EUA se tornaram palco de acaloradas discussões raciais após a morte de George Floyd. Em maio, o ex-segurança negro de 40 anos morreu asfixiado após ter sido abordado por policiais em um mercado de Minnesota. O caso levou milhares de pessoas às ruas de várias cidades americanas. Uma mulher negra em uma chapa presidencial poderia auxiliar a angariar votos nesse nicho de eleitores.

Os resultados obtidos foram positivos: após o anúncio de Harris como parceira de Biden, o partido democrata recebeu elogios de grupos que lutam contra o racismo, o apoio de celebridades americanas, principalmente mulheres, e milhões em doações. Durante a campanha, a carismática candidata visitou estados com grande população negra, como a Geórgia. Em seus discursos, ressaltou que não estava “dizendo a ninguém em quem votar”, mas trabalhando para “conquistar o voto”.

A senadora também prometeu lutar por mudanças severas na polícia americana. “Maus policiais são ruins para bons policiais. Precisamos de reforma no nosso policiamento e no nosso sistema de justiça criminal”, declarou No debate presidencial com Mike Pence, em outubro. Em outro momento do evento, ergueu a mão enquanto Pence tentava interrompê-la. “Senhor vice-presidente, estou falando, sou eu que estou falando”, retrucou Kamala, conseguindo silenciar Pence. Poucas horas depois, a frase já estampava camisetas vendidas on-line.

No meio político americano, já é cogitado que Kamala possa ser uma forte candidata à Presidência na próxima eleição americana, em 2024, já que Biden, de 78 anos, citou várias vezes que se considera velho para se manter por muito tempo no cargo, o que também o motivou a escolher uma vice mais jovem. “Preciso de alguém que trabalhe ao meu lado que seja inteligente, forte e pronto para liderar. Kamala é essa pessoa”, declarou Biden em um de seus comícios.

Primeiro casal inter-racial
Doug Emhoff, marido de Kamala Harris também entra para a história. Ele será o primeiro judeu a fazer parte da primeira e segunda famílias do país e, com a mulher, formará o primeiro casal inter-racial a ocupar suas funções. Emhoff, 56 anos, é um advogado veterano especializado em direito de mídia, esportes e entretenimento. O escopo do novo papel do primeiro “segundo cavalheiro” dos EUA ainda não foi determinado — até agora, Emhoff foi vago sobre isso.


A cantora do X Factor que vai mexer com seus sentimentos

https://www.youtube.com/watch?v=lxyWTniN8Go


Venezuelana caminha um mês para não morrer de fome e agora pede ajuda para trazer os filhos

Refugiados venezuelanos estão tentando a vida no Brasil e muitos já estão inseridos no mercado de trabalho. Mas agora vamos conhecer a história de uma mulher que caminhou a pé durante um mês inteiro para não morrer de fome e agora ela luta para trazer os filhos que estão passando necessidades na Venezuela.

https://www.youtube.com/watch?v=Axn6djkt0fU


Na Semana Internacional da tireoide Especialistas fazem alerta à população

Em meio a pandemia, muitas outras doenças estão sendo esquecidas. Estamos na semana internacional da tireoide e segundo os especialistas é preciso estar atento a prevenção das alterações dessa glândula tão importante para a saúde do nosso organismo.

https://www.youtube.com/watch?v=JqG_MdGBU94


Quando o apresentador entrevista sua esposa pela primeira vez

O comunicador, jornalista e apresentador Tatá Marques entrevistou pela vez em sua carreira sua esposa no Café com Blink, a Dra Michele Massochin, que é dentista graduada pela Universidade de Passo Fundo, pós graduada em Dor Orofacial, pós graduada em Acupuntura, Capacitação em Ozono Terapia entre outros. É atualmente especialista em Harmonização Orofacial na Clínica Massochin França. Ela é sócia da Dra Cristiane França.

A harmonização facial está em alta! Você com certeza já ouviu falar nesse procedimento estético, que equilibra os traços do rosto com preenchimento. A febre que invadiu as clínicas dermatológicas agora também pode ser encontrada em Campo Grande (MS) - você já ouviu falar nessa técnica? Confira a entrevista!

https://youtu.be/riyhN5aVC9k

A Clínica Massochin França é localizada na Rua Antônio Maria Coelho, 3001 no bairro Jardim dos Estados em Campo Grande (MS). Whatsapp: 67992722442

Apresentação clínica Massochin Franca
https://www.youtube.com/watch?v=gJGkpqbpKag


Duas primeiras bombeiras a ingressar na corporação participam de homenagem às mulheres

Cerca de 9% do efetivo do Corpo de Bombeiros no Estado é composto por mulheres. As duas primeiras bombeiras entraram na corporação há 20 anos. E nessa quinta-feira (12) foi dia de lembrar essas conquistas.

https://www.youtube.com/watch?v=OcGgH5TL8hA


Disparidade de gênero avança em profissões emergentes

(FOLHAPRESS) - Um novo obstáculo paira sobre as mulheres que vêm rolando a pedra ladeira acima para equiparar seus direitos e condições aos dos homens, sob pena de atropelá-las. Das oito áreas profissionais que mais crescem no mundo, seis contratam mais homens do que mulheres.

O quadro se agrava se consideradas apenas as carreiras relacionadas à tecnologia pura, cuja remuneração e demanda tendem a aumentar mais rápido que as demais, mas nas quais as mulheres são, em média, só 20% dos profissionais.

E, se nada for feito para interromper o curso, a tendência é que tal abismo de gênero se alargue, como ocorre há pelo menos 15 anos, mostra levantamento do LinkedIn.

"Olhando para os empregos emergentes –os que serão os mais qualificados no futuro, com maiores salários, que darão maior controle na carreira– sabemos que, a menos que façamos algo para mudar, eles serão predominantemente ocupados por homens", alerta Allen Blue.

Blue tem observado a tendência há anos como vice-presidente para gerenciamento de produtos do LinkedIn, que ajudou a fundar em 2002.

A plataforma elabora relatórios a respeito do futuro do trabalho para o Fórum Econômico Mundial desde 2016, e desde então Blue têm visto a disparidade de gênero emergir como um problema que requer rápida resolução.

"Engraçado que em 2016 falávamos de robôs, de um futuro sem trabalho, e desde então o ponto de vista do fórum veio mudando e se tornando mais pragmático", disse ele em entrevista à reportagem durante o encontro anual da entidade em Davos no fim de janeiro. Segundo o fórum, a total paridade gênero no mundo demorará ao menos 99,5 anos.

Com 675 milhões de usuários, o LinkedIn se tornou fonte de dados importante para mapear tendências de contratação pelo mundo. "Essas vagas abertas nos permitem observar quais as profissões com maior demanda e quais novos tipos de cargos surgem."

Embora haja variações entre países e regiões, aponta, todas assistem ao rápido crescimento da demanda por profissionais capacitados em tecnologia ou para atuar nas profissões surgidas a partir dela.

Quem, afinal, há 30 anos diria que "gestor de mídias sociais" seria a carreira em que as vagas mais aumentam no Brasil, com avanço médio anual no país de 122% de 2015 a 2019?

Há variação, também, em relação às habilidades requisitadas, que vão de qualificações específicas ligadas à tecnologia pura (como no campo da inteligência artificial, por exemplo) a habilidades de relacionamento humano, como em apoio ao cliente.

"Mas os profissionais mais cobiçados ainda estão em carreiras tecnológicas puras. E se você olhar o top 10 onde quer que seja, ele vai ser dominado por engenheiros, cientistas de dados e outros profissionais do tipo", diz. No Brasil, das 15 carreiras mapeadas como emergentes pela plataforma, 11 são ligadas à tecnologia da informação.

O problema, aponta Blue, é que é exatamente nessas carreiras com alta demanda e remuneração em crescimento que as mulheres estão mais subrepresentadas. O exemplo mais extremo levantado pelo LinkedIn é o da área de computação em nuvem, na qual as mulheres são apenas 14% no mundo –e 5% no Brasil.

Blue levanta hipóteses do que alimenta essa lacuna, não examinadas no estudo. A primeira, diz, é o gargalo na etapa de formação.

"Veja os formandos em ciências da computação, entre os quais as mulheres são 20%, enquanto em outras ciências duras, como a física, estamos próximos da paridade de gêneros em mestrados e doutorados", diz. "Simplesmente não há mulheres suficientes estudando computação."

Entra aí o segundo problema: faltam modelos que inspirem as mulheres a trilhar esse caminho. "Teremos que criar um sistema que incentive as mulheres a estudarem essas coisas, e para isso precisamos poder ver mulheres em posições de liderança", diz.

"Também achamos que as empresas têm que firmar um compromisso com a paridade de gênero, um compromisso público, porque se não esses modelos não aparecerão."

E aí surge o terceiro problema, que está nas redes de relacionamento excessivamente homogêneas –um departamento 100% masculino em que a rede de contatos profissionais dos funcionários seja majoritariamente de homens tende a contratar... homens.

Isso fica evidente na pesquisa quando se vê que a subrepresentação persiste mesmo quando há profissionais mulheres capacitadas para as vagas (o caso da ciência de dados, em que há 31% de mulheres no mercado global, mas elas são apenas 25% do contingente empregado, é um deles).

Por isso Blue sugere que as empresas mudem políticas de contratação, ativamente quebrando padrões, e que as pessoas diversifiquem suas redes.

O executivo faz um mea culpa pelo LinkedIn, afirmando que a empresa recentemente passou a desenvolver mecanismos para atenuar o hermetismo das redes após concluir que, na plataforma, uma pessoa que mora em uma região afluente, estudou em uma boa escola e teve um emprego em uma empresa relevante tem 12 vezes mais chance de alcançar suas metas profissionais do que uma que não teve essas oportunidades.

"Se você está em um sistema de redes homogêneas, é mais difícil rompê-lo", afirma.

"Uma engenheira de computação em nuvem no Brasil, por exemplo, onde só 5% de quem trabalha com computação em nuvem é mulher, terá dificuldade em construir uma rede na qual chegue até mim, por exemplo, que tenho uma rede predominantemente masculina, majoritariamente branca, nos EUA", pondera.

"E se esse padrão não muda, se avançamos e o padrão de haver poucas mulheres se mantém, isso se perpetua."

A empresa vem também trabalhando com prefeituras e outros governos e entidades pelo mundo para mapear problemas do tipo.

"Precisaremos corrigir essa deficiência no gargalo da formação e assegurar que as meninas escolham essas carreiras, que elas possam ver que há outras mulheres trabalhando nessas carreiras", diz ele.

A própria lacuna, para o executivo, deveria funcionar como motor. "Quando falamos dessas habilidades em ascensão, não é sequer possível preencher todas as vagas sem considerar homens, mulheres, pessoas com trajetórias não convencionais, todos."