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Preso por fraude de R$ 4 milhões, rapaz já foi condenado no “Cangaço Digital”

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Ele integrava quadrilha que ganhou notoriedade nacional ao ser classificado como evolução do “Novo Cangaço”

0Equipes do Garras na ocasião em que cumpria mandados nos endereços dos alvos que deram golpe em banco. (Foto/Arquivo /Polícia Civil)

Preso nesta semana durante a Operação Chargeback por envolvimento em um esquema de fraude que causou prejuízo superior a R$ 4 milhões, Natan Martins Moraes, já foi condenado por integrar a quadrilha conhecida como “Cangaço Digital”, responsável pelo desvio de R$ 1,5 milhão de uma agência bancária de Campo Grande, em um crime que escancarou a sofisticação do golpe e o uso de tecnologia para driblar sistemas financeiros  entre agosto e setembro de 2023.

Um homem condenado por integrar a quadrilha “Cangaço Digital”, responsável pelo desvio de R$ 1,5 milhão de uma agência bancária em Campo Grande, foi preso novamente por envolvimento em novo esquema de fraudes. Natan Martins Moraes, que havia recebido sentença de 12 anos e 4 meses de prisão, participava agora de golpes com cartões de crédito. A nova operação, denominada Chargeback, revelou um esquema que causou prejuízo superior a R$ 4 milhões através de transações fictícias em máquinas de cartão vinculadas a empresas de fachada. A polícia cumpriu 15 mandados de busca e apreensão, realizou prisões e bloqueou aproximadamente R$ 2 milhões em contas bancárias dos investigados.

Natan está entre os seis homens condenados em primeira instância pelos crimes de lavagem de dinheiro, furto qualificado e organização criminosa. A sentença fixou para ele 12 anos e 4 meses de prisão em regime fechado. Como se trata de decisão de primeiro grau, ainda cabe recurso.

O grupo ganhou notoriedade nacional ao ser classificado pela Polícia Civil como uma evolução do chamado “Novo Cangaço”. Segundo o delegado Pedro Pillar Cunha, do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros), o crime foi batizado de “Cangaço Digital” porque substituiu armas e explosivos por dispositivos eletrônicos, reduzindo a exposição dos criminosos e, muitas vezes, as penas aplicadas.

A investigação revelou que o furto teve início após um gerente bancário realizar 129 transferências ilegais, todas feitas a partir do notebook da própria agência. Um dispositivo eletrônico foi instalado no computador, permitindo o acesso e a movimentação indevida das contas. A partir da identificação do equipamento, a polícia apreendeu o material e deu início à Operação Bypass, deflagrada em dezembro de 2023, que resultou na prisão de gerentes envolvidos e na identificação dos demais integrantes do esquema, inclusive um dos líderes localizado em São Paulo.

Além de Natan, também foram condenados Patrick Pisoni Loureiro, ex-jogador da seleção brasileira de futebol para amputados, Álvaro Silva de Almeida, Caio Cesar Pereira Cintra, Frhançua Nunes Borges e Luciano Filgueiras Zarbetti. Somadas, as penas ultrapassam 75 anos de reclusão.

Mesmo com a condenação ainda recente, Natan voltou a ser alvo da Polícia Civil ao ser preso na Operação Chargeback, deflagrada nesta terça-feira (20 de janeiro). A nova investigação aponta que ele integra uma quadrilha especializada em fraudes com cartões de crédito, que simulava vendas em máquinas vinculadas a empresas de fachada para antecipar valores junto a bancos.

Preso por fraude de R$ 4 milhões, rapaz já foi condenado no “Cangaço Digital”
Movimentação de advogados na sede do Garras durante a Operação Chargeback. (Foto: Henrique Kawaminami)

De acordo com a polícia, o grupo realizava transações fictícias com cartões próprios, de comparsas ou de terceiros e, logo após a liberação do dinheiro, solicitava a antecipação dos valores às instituições financeiras. Antes que o verdadeiro dono do cartão percebesse a fraude e pedisse o estorno, os suspeitos já haviam desaparecido com o dinheiro. O prejuízo estimado ultrapassa R$ 4 milhões, acumulados ao longo de quase três anos.

Ainda conforme a investigação, os valores obtidos eram usados para a compra de imóveis e veículos, numa tentativa de ocultar a origem ilícita do dinheiro. Durante a operação, a polícia cumpriu 15 mandados de busca e apreensão em bairros de Campo Grande e determinou o bloqueio judicial de cerca de R$ 2 milhões em contas bancárias ligadas aos investigados.

Além das prisões, foram apreendidas máquinas de cartão, dezenas de cartões de crédito, celulares, computadores, um veículo importado e uma pistola com numeração adulterada, reforçando o grau de organização e o potencial ofensivo do grupo.

Na Chargeback também foram presos temporariamente Breno Maurício da Costa Bueno, João Pedro Ferreira Barbosa, Jackson Pinheiro Lopes e Maykon Furtado da Costa dos Santos. Breno atua como atendente de cozinha, João Pedro é militar do Exército, e a ocupação de Jackson não foi informada pela polícia.

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