Glicopill teve comercialização suspensa após agência identificar irregularidades
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) proibiu a venda do suplemento alimentar Glicopill, divulgado na internet como produto capaz de controlar a glicemia. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (23) e vale para todo o país, após a agência identificar irregularidades na comercialização e na propaganda do produto.
A Anvisa proibiu a comercialização do suplemento alimentar Glicopill, produto que prometia controlar a glicemia. A decisão, publicada na sexta-feira (23), inclui a apreensão das unidades em circulação e a proibição de fabricação, distribuição, importação e propaganda em todo o país. O produto, que não possui registro na agência e era divulgado como “fórmula eficiente para controle da diabetes”, infringe normas sanitárias por não ter passado por avaliação de segurança e eficácia. A Anvisa ressalta que suplementos não podem ser vendidos como alternativa a medicamentos.
Além de suspender a venda, a Anvisa determinou a apreensão das unidades em circulação e proibiu a fabricação, distribuição, importação, propaganda e uso do suplemento. A medida ocorreu após a análise de anúncios veiculados em plataformas on-line, que apresentavam o Glicopill como solução para o controle da diabetes.
Nos materiais de divulgação, a marca afirmava que o suplemento promovia o equilíbrio glicêmico de forma saudável, com uma composição descrita como formada por “quatro poderosos nutrientes tropicais”. Em seu site oficial, o produto era anunciado como a “fórmula mais eficiente para controle da diabetes”.
Segundo a Anvisa, o Glicopill infringe diversas normas sanitárias. O produto não possui registro junto à agência, apresenta problemas de rotulagem e não passou por avaliação de segurança e eficácia. A legislação brasileira proíbe que suplementos alimentares sejam comercializados com promessas de tratamento, prevenção ou controle de doenças.
A agência reforçou que suplementos não podem ser vendidos como alternativa a medicamentos nem associados a efeitos terapêuticos. Qualquer produto com esse tipo de alegação precisa de autorização específica e comprovação científica, o que não ocorreu neste caso.
Até a publicação desta matéria, a empresa responsável pelo Glicopill não havia se manifestado sobre a decisão da Anvisa nem informado se pretende recorrer da medida.









