Segundo o Ministério Público Estadual, área teve instalação irregular de drenos e queima de vegetação nativa
Fazendeiro é investigado por possíveis danos ambientais em uma área de 447 hectares, em Bonito, a cerca de 250 quilômetros de Campo Grande. O inquérito civil foi instaurado pela 2ª Promotoria de Justiça do município, a partir de constatações feitas pelo Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul).
O Ministério Público Estadual investiga um fazendeiro em Bonito, Mato Grosso do Sul, por possíveis danos ambientais em área de 447 hectares. O Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) constatou drenos instalados sem autorização em 424 hectares e queima irregular de vegetação nativa em outros 23 hectares.As infrações resultaram em multas que totalizam R$ 236,5 mil. O inquérito civil, conduzido pela 2ª Promotoria de Justiça do município, poderá resultar em Termo de Ajustamento de Conduta, ação civil pública ou arquivamento, após análise completa das evidências.
De acordo com o órgão ambiental, 424 hectares da propriedade apresentavam drenos instalados sem autorização, enquanto outros 23 hectares foram atingidos por queima irregular de vegetação nativa, incluindo montes e leiras. As irregularidades foram registradas em auto de infração lavrado em agosto de 2024.
Conforme o laudo de constatação, a limpeza da pastagem ocorreu com o uso de fogo, prática proibida sem autorização específica do órgão ambiental. Ainda segundo o Imasul, também foi emitida notificação determinando a regularização dos drenos no prazo de 90 dias.
O Ministério Público Estadual avalia que as condutas podem configurar degradação ambiental, nos termos da legislação vigente. Pelas infrações, o Imasul aplicou multas que somam R$ 236,5 mil, referentes à queima irregular e à instalação de estruturas sem o devido licenciamento.
O inquérito civil irá reunir documentos, informações técnicas e perícias para a apuração completa dos fatos. Ao final do procedimento, o Ministério Público poderá optar pela celebração de um Termo de Ajustamento de Conduta, pelo ajuizamento de ação civil pública ou pelo arquivamento do caso, conforme o resultado das investigações.









