Proposta de erradicação será discutida nesta terça-feira (28), no Bioparque Pantanal, em Campo Grande
Mato Grosso do Sul registrou, em 2025, 12 casos de trabalho escravo, com o resgate de 92 trabalhadores, segundo levantamento divulgado nesta terça-feira (27) pela CPT (Comissão Pastoral da Terra). De acordo com o relatório, a pecuária concentrou a maior parte das ocorrências, com 59 registros.
Em 2025, Mato Grosso do Sul registrou 12 casos de trabalho escravo, resultando no resgate de 92 trabalhadores. A pecuária liderou as ocorrências com 59 registros, seguida por lavouras, produção de carvão vegetal e lavouras temporárias. Desde 1995, o estado contabiliza 165 casos e 3.335 trabalhadores resgatados.Em resposta à situação, o governo estadual lançará o Plano Estadual para Erradicação do Trabalho Escravo no Bioparque Pantanal. A iniciativa é coordenada pela Semadesc e integra a Semana Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, que inclui atividades educativas e de conscientização em diversas comunidades.
Outros setores também aparecem no levantamento, como lavouras, produção de carvão vegetal e lavouras temporárias, com 11 casos cada. Desde 1995, Mato Grosso do Sul contabiliza 165 casos de trabalho escravo, com 3.335 trabalhadores resgatados.
Os dados reforçam a permanência da exploração de mão de obra em condições degradantes no Estado, sobretudo no meio rural. Diante desse cenário, o governo estadual lança nesta quarta-feira (28) o Plano Estadual para Erradicação do Trabalho Escravo.
O evento ocorre às 8h, no Auditório do Bioparque Pantanal, em Campo Grande. A atividade é aberta ao público, mediante inscrição prévia, que pode ser feita por meio deste link disponibilizado pelos organizadores.
A Semadesc (Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação) coordena a iniciativa no âmbito da Coetrae-MS (Comissão Estadual para Erradicação do Trabalho Escravo). A CPT-MS, que integra a comissão estadual, também participa do lançamento.
Além da Semadesc, estarão presentes outras secretarias estaduais, órgãos públicos e entidades da sociedade civil, como o Ministério Público do Trabalho e a Defensoria Pública do Estado.
Programação da semana – O lançamento do plano integra a programação da Semana Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, realizada em alusão ao Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, celebrado em 28 de janeiro.
Desde o dia 18, a CPT-MS promove oficinas, palestras, rodas de conversa e ações educativas em comunidades rurais e urbanas, assentamentos, acampamentos e retomadas indígenas no Estado.
Entre as atividades abertas ao público estão, além do lançamento do plano, uma panfletagem de sensibilização na Praça Ary Coelho, no Centro de Campo Grande, a partir das 14h desta quarta-feira (28).
A programação segue até o dia 30 de janeiro, com ações voltadas à conscientização sobre direitos trabalhistas e ao enfrentamento das violações relacionadas ao trabalho escravo contemporâneo.
Dados nacionais – O cenário estadual acompanha a realidade nacional. Conforme dados da Campanha de Prevenção e Combate ao Trabalho Escravo e do Centro de Documentação da CPT, mais de 3 mil pessoas foram resgatadas dessa condição no Brasil somente em 2025.
Nos últimos quatro anos, o número ultrapassa 11,5 mil trabalhadores, sendo cerca de 75% dos casos registrados no campo, especialmente em atividades como lavouras, mineração, pecuária e carvoarias. Desde 2017, aproximadamente 200 pessoas, majoritariamente mulheres negras, foram resgatadas do trabalho escravo doméstico.









