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Em 2024, Zahran foi parar em exposed e derrubou post da “Caloteiros CG”

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Empresário foi à Justiça para obrigar Facebook a apagar postagem que o acusava de golpes milionários

Camillo Zahran e João Augusto em foto tirada no casamento dos amigos que perderam R$ 5 milhões (Foto: Arquivo pessoal/Reprodução)

Acusado de estelionato e investigado por golpes em série, Camillo Gandi Zahran Georges, de 36 anos, precisou recorrer à Justiça para derrubar exposed. Em agosto de 2024, o nome do herdeiro do Grupo Zahran foi parar em página no Facebook com 5 mil membros e o empresário conseguiu ordem judicial para deletar post anônimo da “Caloteiros CG”.

Camillo Gandi Zahran Georges, herdeiro do Grupo Zahran, é investigado por golpes em série e estelionato. Em agosto de 2024, ele conseguiu ordem judicial para remover uma publicação na página “Caloteiros CG” no Facebook, que o acusava de não cumprir negócios e vender sociedades de empresas inexistentes.A Operação Castelo de Cartas, deflagrada pela Deic de São José do Rio Preto, investiga Camillo e seu irmão Gabriel por supostos golpes milionários. Entre as acusações, está um golpe de R$ 5 milhões aplicado em um casal de amigos em Campo Grande. A operação apreendeu R$ 1,5 milhão em notas promissórias, carros de luxo e outros bens.

A postagem dizia que Camillo era bom de lábia e se aproveitava do nome tradicional para “fazer negócios e não cumprir”. A publicação cita ainda outro investigado na Operação Castelo de Cartas, desencadeada pela Deic (Divisão Especializada de Investigações Criminais) de São José do Rio Preto (SP), nesta quarta-feira (28): João Augusto de Almeida de Mendonça, apontado como o braço direito de Camillo.

“Fazem negócio e não pagam. Vendem sociedade de empresas que não existem. Estão aplicando golpes milionários em vários empresários de Campo Grande”, também diz o texto contendo as fotos de João Augusto e Camillo. Segundo a postagem, o herdeiro até se oferece para documentar a dívida, mas depois “simplesmente some”. “Camillo manda buscar a Justiça e João manda cobrar do Camillo. São inúmeros tombos milionários”.

No dia 12 de agosto de 2024, o empresário ingressou com ação na 2ª Vara Cível de Campo Grande para obrigar o Facebook a apagar a publicação considerada por ele ofensiva, caluniosa e difamatória.

Por meio da defesa, ele sustentou ainda que o conteúdo ultrapassa o patamar de críticas legítimas e atinge diretamente sua honra, além de gerar reflexos negativos sobre familiares e empresas ligadas ao grupo familiar.

Além de pedir ordem para apagar o post, Camillo queria obrigar o Facebook a fornecer dados para identificar o autor da postagem.

Ao analisar o caso, o juiz Paulo Afonso de Oliveira entendeu haver indícios suficientes de ofensa à honra do empresário e que a publicação extrapolava o direito à informação. Ele determinou a retirada do conteúdo e fornecimento dos dados do usuário anônimo.

Em 2024, Zahran foi parar em exposed e derrubou post da “Caloteiros CG”
Postagem foi tirada do ar após ordem judicial (Foto: Reprodução)

Golpe em amigos – Hoje, uma das acusações que recaem sobre Camillo é a de dar um golpe de R$ 5 milhões em um casal de amigos de Campo Grande (MS). O MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) denunciou Camillo e comparsas por associação criminosa e estelionato em dezembro do ano passado, após longa investigação conduzida pela Dedfaz (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Defraudações), iniciada quando vítimas procuraram a polícia em agosto de 2024.

Conforme relatado na denúncia entregue à Justiça, o personal trainer que atendia Camillo acabou se tornando amigo, bem como outro integrante da quadrilha, João Augusto, e suas respectivas mulheres. Após ganhar a confiança do educador físico, Zahran passou a oferecer negócios à vítima com promessa de serem altamente lucrativos, de maneira semelhante à narrada pela Deic sobre a investigação em curso que culminou na operação desta quarta-feira.

De acordo com o Ministério Público, o golpe envolveu três principais frentes: uma suposta exportação de ouro, com promessa de rendimento mensal de 3,75% (cerca de R$ 93 mil) e devolução do capital em pouco tempo; a falsa representação da cachaça Pitú; e a abertura de um supermercado da rede “Na Boa”, que nunca saiu do papel.

O personal começou a aplicar dinheiro nas oportunidades vendidas por Camillo em abril de 2023 e nunca teve o retorno prometido, também narra a denúncia.

O modus operandi é muito parecido com o descoberto pelas investigações da Polícia Civil. Segundo o delegado Fernando Tedde, responsável pelo caso, o esquema do empresário campo-grandense fez várias vítimas no interior de São Paulo.

Em 2024, Zahran foi parar em exposed e derrubou post da “Caloteiros CG”
Carros aprendidos pela Operação Castelo de Cartas nesta quarta-feira (Foto: Deic/Divulgação)

A operação – A Castelo de Cartas investiga crimes de associação criminosa e estelionato envolvendo Camillo e o irmão, Gabriel Gandi Zahran Georges, de 38 anos. Segundo as apurações, os investigados usavam o sobrenome da família para induzir empresários a investir em negócios e empresas que não existiam.

Nesta quarta, força-tarefa vasculhou endereços ligados aos irmãos e outros investigados na Capital e São José do Rio Preto (SP) atrás de provas dos supostos golpes em série. Durante as buscas, policiais apreenderam R$ 1,5 milhão em notas promissórias e R$ 250 mil em dinheiro, além de 10 carros de luxo, relógios de alto valor, joias, celulares, cartões bancários, máquinas de cartão e vasta documentação. Quatro armas municiadas também foram localizadas e confiscadas.

As investigações seguem em andamento e o valor total dos prejuízos causados às vítimas ainda não foi divulgado.

Outro lado – Gabriel Zahran nega qualquer envolvimento no esquema e afirma que se o irmão realmente for o cabeça dos golpes “terá de prestar contas à Justiça”. “Diante das recentes acusações, gostaria de manifestar publicamente minha total inocência. Recebo tais acusações com surpresa, mas com a serenidade de quem nada deve”, diz a nota enviada por Gabriel por meio de seu advogado, Márcio de Ávila Martins Filho.

Ele também gravou vídeo para o Instagram dizendo que sequer mantém “laços afetivos” com o irmão. “Não tenho negócio nenhum com meu irmão e muito menos laços afetivos com ele. A única que compartilho com ele é o sobrenome. Não fazemos as mesmas coisas, não andamos nas mesmas rodas.”

Gabriel foi ouvido e liberado nesta quarta-feira. Já Camillo é considerado foragido já que tem contra si mandado de prisão em aberto. Por motivos óbvios, ele ainda não se manifestou e nem a defesa o fez. O espaço segue aberto para o posicionamento dos demais citados.

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