Polícia
Advogado deve ingressar com um pedido na próxima semana e citou “saúde abalada” do policial
O delegado Hoffman D’Ávila Cândido e Sousa passou por audiência de custódia neste sábado, dia 26, e teve a prisão mantida pela justiça. Ele foi preso durante a Operação Infiltrados, na quinta-feira, dia 24, deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado).
Quem também passa por audiência de custódia são os investigadores Nelson Ricardo Barros de Oliveira, Nilton César Sales dos Santos, Neverson Vieira de Araújo, Douglas Tobias, Luiz Carlos de Souza, Roberto Palmeira da Silva e Marcos André Santos Chaves, que também foram presos na operação.
O advogado de defesa, José Roberto Rosa, declarou ao JD1 que não foi feito nenhum pedido por enquanto, onde foi argumentado que não houve acesso ao autos. Porém, existe a possibilidade, após estudo de caso, que a defesa apresente um pedido na próxima semana.
Questionado se houve algum contato direto com o delegado, Rosa declarou que Hoffman “está com a saúde abalada”.
Conforme noticiado pela reportagem, o Gaeco montou a ofensiva para desarticular um grande esquema de desvio de drogas, especialmente de cocaína, que envolvia policiais civis, militares e até penais em Mato Grosso do Sul.
As investigações começaram em outubro de 2025, após elementos encontrados durante as operações Traquetos e Blindspot, também do Gaeco.
Segundo o Gaeco, parte dos entorpecentes era retirada das apreensões antes do registro oficial ou diretamente dos depósitos de delegacias. Depois, a droga seria repassada a traficantes ligados ao grupo, que a colocavam novamente no mercado ilegal.
Devido à prisão e a operação, Hoffman D’Ávila foi afastado de suas funções. Ele ficará afastado pelo prazo que perdurar a prisão, além ter a arma e a carteira funcional recolhidas, assim como outros pertences do patrimônio público, suspensão de senhas e logins de acessos ao sistema SIGO e suspensão de férias.