Na Capital, uso de canetas chega a 14% e é mais que o dobro entre mulheres

Entre usuários, 91,5% relatam menos fome e 87,7% passaram a preferir porções menores Canetas emagrecedoras usadas lotam sacola de lixo. (Foto: Arquivo/Campo Grande News) Canetas emagrecedoras já foram usadas por 14,1% dos consumidores de alimentação fora do lar ouvidos em Campo Grande, com mais que o dobro de diferença entre homens e mulheres. Entre elas,...


Entre usuários, 91,5% relatam menos fome e 87,7% passaram a preferir porções menores

Canetas emagrecedoras usadas lotam sacola de lixo. (Foto: Arquivo/Campo Grande News)

Canetas emagrecedoras já foram usadas por 14,1% dos consumidores de alimentação fora do lar ouvidos em Campo Grande, com mais que o dobro de diferença entre homens e mulheres. Entre elas, 19,2% disseram usar ou já ter usado os medicamentos para emagrecer ou controlar o peso, mais que os 9,1% registrados entre eles.

Pesquisa da Fecomércio-MS revelou que 14,1% dos consumidores de alimentação fora do lar em Campo Grande já usaram canetas emagrecedoras, com maior prevalência entre mulheres (19,2%) e pessoas com renda acima de dez salários mínimos (22%). O levantamento, realizado com 1.087 pessoas, mostrou que 91,5% dos usuários relataram redução do apetite e que 62,8% mantiveram ou ampliaram o hábito de comer fora de casa.

O levantamento do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da Fecomércio-MS (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Mato Grosso do Sul) ouviu 1.087 pessoas nas sete regiões urbanas da Capital entre 24 de agosto e 2 de setembro para medir como o avanço desses medicamentos interfere nos hábitos de quem come fora de casa.

A diferença também aparece conforme a renda. Entre os entrevistados com rendimento domiciliar de até três salários mínimos, 11,1% relataram uso atual ou anterior das canetas. Na faixa acima de dez salários, o índice chegou a 22%, o dobro do percentual registrado entre consumidores de menor renda.

Na Capital, uso de canetas chega a 14% e é mais que o dobro entre mulheres
Na Capital, uso de canetas chega a 14% e é mais que o dobro entre mulheres
Tabelas comparam o uso de canetas emagrecedoras por sexo e também as mudanças na hora de se alimentar entre campo-grandenses. (Arte: Gustavo Bonotto)

O impacto mais frequente aparece no apetite. Entre quem usa ou já utilizou os injetáveis, 91,5% disseram sentir menos fome e 87,7% passaram a preferir porções menores. Entre os demais consumidores, 43,9% manifestaram preferência por pratos reduzidos.

A mudança não ficou restrita à quantidade. Entre os usuários, 43,1% afirmaram comer menos desde o início do uso, enquanto 30,7% aumentaram a presença de proteínas no prato, 28,1% passaram a consumir mais vegetais e saladas e 25,5% reduziram doces e sobremesas.

Mesmo com menor apetite, a maioria não abandonou as refeições fora de casa. Do grupo que recorreu às canetas, 41,2% manteve a mesma frequência em restaurantes e estabelecimentos semelhantes, enquanto 21,6% passou a sair mais. Somados, 62,8% conservaram ou ampliaram esse hábito.

Na Capital, uso de canetas chega a 14% e é mais que o dobro entre mulheres
Na Capital, uso de canetas chega a 14% e é mais que o dobro entre mulheres
Tabelas consideram custo e renda em relação a se alimentar usando canetas emagrecedoras. (Arte: Gustavo Bonotto)

A pesquisa também encontrou diferença nos critérios usados para escolher o que comer. O equilíbrio entre prazer e saúde foi citado por 47,7% de quem usa ou já usou os medicamentos, ante 31,6% entre os demais. Já o preço apareceu como fator decisivo para 1,3% dos usuários, enquanto chegou a 11,1% entre quem nunca utilizou os injetáveis.

Parte das mudanças continuou mesmo depois da interrupção do uso. Entre 69 ex-usuários identificados no levantamento, 27,5% disseram manter praticamente todos os novos hábitos alimentares e 36,2% conservaram parte deles. Considerando toda a amostra, 85,6% avaliaram que a busca por alimentação mais saudável fora de casa representa uma mudança permanente, enquanto 6,3% a classificaram como passageira.

Na Capital, uso de canetas chega a 14% e é mais que o dobro entre mulheres
De 69 ex-usuários identificados na pesquisa, 36,2% ainda sentiam mudanças após parar com a medicação. (Arte: Gustavo Bonotto)



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