A intenção do município é definir prioridades do Plano Municipal de políticas públicas
A SAS (Secretaria de Assistência Social e Cidadania) de Campo Grande deve iniciar, na próxima semana, uma série de escutas qualificadas com pessoas em situação de rua para subsidiar a elaboração do Plano Municipal voltado a essa população.
A Secretaria de Assistência Social e Cidadania de Campo Grande iniciara na proxima semana escutas qualificadas com pessoas em situacao de rua para subsidiar a elaboracao do Plano Municipal. A acao coordenada pela Superintendencia de Politicas de Direitos Humanos ocorrera na Vila Nhanha em organizacoes da sociedade civil e no Centro POP. O objetivo e identificar necessidades barreiras de acesso aos servicos publicos e reunir propostas sobre moradia saude trabalho e seguranca.
A iniciativa pretende identificar necessidades, dificuldades de acesso aos serviços públicos e propostas apresentadas diretamente pelos moradores.
O trabalho será conduzido pela SDHU (Superintendência de Políticas de Direitos Humanos), em articulação com o CIAMP-RUA/CG (Comitê Intersetorial de Acompanhamento e Monitoramento da Política para a População em Situação de Rua de Campo Grande).
A primeira escuta está prevista para a Vila Nhanhá, aproveitando a presença da equipe do Consultório na Rua no território. As equipes também devem realizar as atividades em OSCs (organizações da sociedade civil) que atendem essa população e no Centro POP.
Segundo a superintendente de Políticas de Direitos Humanos, Priscilla Justi, foi constituída uma Comissão de Coordenação do Plano, formada por representantes da SDHU e integrantes do CIAMP-RUA.
O grupo ficará responsável por organizar as etapas, analisar as informações coletadas e elaborar as propostas que farão parte do documento.
O Plano vem sendo construído de forma participativa e intersetorial, a partir de um diagnóstico da realidade de Campo Grande, do levantamento das políticas e dos serviços existentes e da identificação de lacunas no atendimento.
Escutas vão abordar moradia, saúde e trabalho – Durante as conversas, serão discutidos temas como alimentação, saúde, respeito e segurança, documentação, moradia, trabalho e renda, informação e inclusão.
O objetivo é identificar barreiras enfrentadas no cotidiano, além de reunir sugestões e definir prioridades a partir das experiências das próprias pessoas em situação de rua.
Para Priscilla, ouvir diretamente esse público é uma etapa essencial para que as ações previstas correspondam às necessidades identificadas na cidade.
“Não podemos construir um Plano para a população em situação de rua sem ouvir quem vivencia essa realidade. Essa etapa é fundamental para que possamos compreender, a partir da perspectiva das próprias pessoas, quais são as principais barreiras no acesso aos direitos e às políticas públicas e quais caminhos precisam ser priorizados”, afirmou.
A superintendente acrescentou que a intenção é transformar as contribuições em ações e compromissos voltados à realidade municipal.
Plano integra iniciativa nacional – A elaboração do documento também está relacionada à adesão de Campo Grande ao Plano Nacional Ruas Visíveis, iniciativa do Governo Federal voltada à efetivação dos direitos da população em situação de rua por meio da integração de diferentes políticas públicas.
A proposta nacional reúne áreas como direitos humanos, assistência social, saúde, trabalho e renda, habitação, educação, segurança alimentar, documentação e acesso à cidadania. A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre União, Estados e municípios, ampliando estratégias de proteção social, autonomia e garantia de direitos.
De acordo com Priscilla, a adesão formalizada pelo município no primeiro semestre reforça o compromisso de integrar as políticas públicas e ampliar as estratégias destinadas a essa população.
O CIAMP-RUA também participa da construção do Plano, contribuindo para a articulação entre os setores envolvidos e para o acompanhamento e o monitoramento das políticas municipais voltadas às pessoas em situação de rua.
A expectativa é que as informações reunidas nas escutas ajudem a orientar as ações e prioridades do documento, aproximando o planejamento das necessidades identificadas nos territórios e nos serviços de atendimento.