Investigação começou após informações sobre possíveis falhas no atendimento a pacientes
Por Aline dos Santos | 09/10/2026 12:17
O MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) apura a regularidade do abastecimento de medicamentos utilizados no tratamento oncológico do HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul).
O Ministério Público de Mato Grosso do Sul instaurou inquérito civil para apurar a regularidade do abastecimento de medicamentos oncológicos no Hospital Regional de Mato Grosso do Sul. A investigação surgiu após relatos de suspensão ou adiamento de sessões de quimioterapia por falta de insumos. Vistoria técnica encontrou remédios com estoque zerado e outros com cobertura reduzida, além de processos de compra em andamento. A 32ª Promotoria de Justiça requisitou dados atualizados ao hospital e agendou reunião com a Secretaria Estadual de Saúde, que ainda não se manifestou.
A investigação começou após informações sobre possíveis falhas no atendimento a pacientes, incluindo suspensão ou adiamento de sessões de quimioterapia por falta de medicamentos e insumos necessários ao tratamento.
Durante as diligências, foram analisadas informações prestadas pelo hospital e realizada vistoria técnica no local, que identificou medicamentos oncológicos com estoque zerado e outros com cobertura reduzida, além da existência de processos de aquisição e reposição em andamento.
A apuração teve origem por meio do Núcleo de Apoio Especial à Saúde. Segundo a portaria de instauração do inquérito civil pela 32ª Promotoria de Justiça, embora tenham sido adotadas providências para regularizar o abastecimento, o acompanhamento ministerial busca verificar a efetividade dessas medidas e prevenir novos episódios de desabastecimento.
A promotoria requisitou informações atualizadas ao HRMS sobre a situação dos estoques, os processos de aquisição de medicamentos, eventuais impactos nos atendimentos e as medidas implementadas para evitar novas ocorrências.
Também foi agendada reunião de trabalho com representantes do hospital e da SES (Secretaria Estadual de Saúde) para discutir soluções e acompanhar a evolução do caso.
A reportagem entrou em contato com a SES e aguarda retorno.