Medidas atingem produtos como Monjauro, além de remédios para estômago, alergia e tratamento de tumores
Por Ângela Kempfer | 08/01/2026 16:03
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) determinou o recolhimento de medicamentos com irregularidades e a apreensão de lotes falsificados. As medidas atingem seis produtos, entre eles remédios para problemas gastrointestinais, alergias, diabetes e tumores.
A Anvisa determinou o recolhimento de medicamentos com irregularidades e a apreensão de lotes falsificados, afetando seis produtos destinados ao tratamento de problemas gastrointestinais, alergias, diabetes e tumores. Entre os casos, destacam-se trocas de embalagens no Pantoprazol e no antialérgico Alektos.Foram identificados também lotes falsificados do Imbruvica, usado contra cânceres do sangue, do Mounjaro, para diabetes, e do Voranigo, indicado para tumores cerebrais. A agência proibiu a comercialização, distribuição e uso destes produtos, alertando consumidores sobre os riscos à saúde.
Um dos casos envolve o Pantoprazol Sódico Sesqui-Hidratado 40 mg, da MedQuímica. O lote OA3169 foi recolhido após a fabricante identificar a troca de embalagens. A caixa do pantoprazol continha, na verdade, Hidroclorotiazida 25 mg, medicamento indicado para pressão alta. Segundo a Anvisa, apenas esse lote teve a comercialização, distribuição e uso suspensos.
Situação semelhante ocorreu com o antialérgico Alektos 20 mg, da Cosmed. O lote 569889 também apresentou troca de embalagem, desta vez com o medicamento Nesina, utilizado para controle da glicemia. O lote foi recolhido por risco ao consumidor.
Além dos erros de embalagem, a Anvisa determinou a apreensão de medicamentos falsificados. Três lotes do Imbruvica, usado no tratamento de cânceres do sangue, foram proibidos. Os lotes NIS7G01, NJS7J00 e PJS0B00 não foram produzidos pela fabricante Janssen-Cilag, que informou ainda que o registro do medicamento em cápsulas foi cancelado. A Johnson & Johnson afirmou que os produtos são falsificados e que segue colaborando com a Anvisa.
Outro caso envolve o Mounjaro (tirzepatida). O lote D838878 foi considerado falsificado pela Eli Lilly do Brasil, responsável pelo registro do medicamento. A Anvisa determinou a apreensão e proibiu a comercialização, distribuição e uso do lote.
Já o Voranigo, indicado para tumores cerebrais, teve o lote FM13L62 classificado como falsificado pelos Laboratórios Servier. A empresa informou que o produto tem origem desconhecida, rótulo em inglês e provável procedência da Turquia. Segundo a fabricante, não há confirmação de circulação no Brasil, mas o caso foi comunicado às autoridades sanitárias.
A Anvisa proibiu qualquer forma de armazenamento, comercialização, importação, divulgação ou uso do lote.