Réu foi julgado pelo Tribunal do Júri e recebeu pena de 5 anos de prisão por homicídio sob forte emoção
Sete anos após a morte do diretor da Secretaria de Obras de Sidrolândia, Márcio Mário Garcia de Souza, o réu Anísio Medeiros Pereira, conhecido como “Nico Bala”, foi condenado pelo Tribunal do Júri. O julgamento ocorreu nesta quarta-feira (23), na Vara Criminal de Sidrolândia, e terminou com pena de 5 anos de reclusão, em regime inicial semiaberto.
Sete anos após o crime, Anísio Medeiros Pereira, o “Nico Bala”, foi condenado a 5 anos de reclusão em regime semiaberto pela morte de Márcio Mário Garcia de Souza, diretor da Secretaria de Obras de Sidrolândia. O júri reconheceu o homicídio privilegiado, reduzindo a pena. O crime ocorreu em janeiro de 2019, após uma discussão em um bar, quando Anísio efetuou um disparo de revólver calibre .38 contra a vítima, de 41 anos.
O Conselho de Sentença reconheceu que Anísio foi o autor dos disparos que mataram Márcio, mas também acolheu a tese de “homicídio privilegiado” – quando o autor age sob “forte emoção”. A decisão reduziu a pena aplicada ao réu.
O crime aconteceu em 26 de janeiro de 2019, em Sidrolândia. Conforme a denúncia apresentada pelo Ministério Público, Anísio e Márcio estavam em um estabelecimento comercial da cidade quando houve uma discussão após provocações entre os dois. A confusão teria sido interrompida no local, mas, posteriormente, os envolvidos voltaram a se encontrar.
Segundo o processo, Anísio teria efetuado um disparo de revólver calibre .38 contra Márcio, que morreu em razão dos ferimentos. A arma utilizada no crime foi apreendida e submetida à perícia.
Durante o julgamento, a acusação pediu a condenação do réu nos termos da pronúncia, enquanto a defesa sustentou a absolvição e, de forma alternativa, o reconhecimento de uma causa de redução da pena.
Entenda o caso – Márcio Mário Garcia de Souza tinha 41 anos e ocupava o cargo de diretor da Secretaria de Obras de Sidrolândia quando foi morto. Após o crime, Anísio se apresentou acompanhado de advogado e alegou que havia agido porque se sentiu ameaçado durante a discussão.
Na época, segundo a investigação, o desentendimento teria começado em um bar da cidade após uma brincadeira feita pela vítima.