Now Reading:

Dólar cai a R$ 5,20 e atinge menor nível desde maio de 2024

Font Selector
Sans Serif
Serif
Font Size
A
A
You can change the font size of the content.
Share Page


Prévia da inflação abaixo das projeções derruba moeda às vésperas da Superquarta

Prévia da inflação abaixo das projeções derruba dólar às vésperas da Superquarta. (Foto: Arquivo/Agência Brasil)

O mercado financeiro fez o dólar cair 1,41% nesta terça-feira (27), para R$ 5,20, após a divulgação do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) abaixo do esperado e diante das expectativas por decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos. A queda ocorreu no mercado brasileiro, enquanto a bolsa subiu e marcou novo recorde.

O dólar registrou queda de 1,41% nesta terça-feira (27), atingindo R$ 5,20, menor valor desde maio de 2024. A desvalorização ocorreu após divulgação do IPCA abaixo do esperado e expectativas sobre decisões de juros no Brasil e Estados Unidos. No mesmo dia, o Ibovespa alcançou novo recorde, fechando em 181.919 pontos. A prévia da inflação de janeiro subiu 0,20%, abaixo da projeção de 0,22%, acumulando 4,50% em 12 meses. O mercado aguarda decisões do Copom e do Fed na chamada Superquarta, com projeções indicando manutenção das taxas de juros em ambos os países. Tensões geopolíticas e acordos comerciais internacionais também influenciaram o mercado.

A moeda americana atingiu o menor patamar desde maio de 2024. No mesmo dia, o Ibovespa avançou 1,79% e fechou aos 181.919 pontos, no maior nível da história.

O principal gatilho interno foi a prévia da inflação de janeiro. O índice subiu 0,20%, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), abaixo da projeção de 0,22%. No acumulado de 12 meses, a inflação ficou em 4,50%.

Entre os maiores aumentos, apareceram saúde e cuidados pessoais e comunicação. A alimentação voltou a subir, com alta de tomate, batata, frutas e carnes. Leite, arroz e café ficaram mais baratos.

Os preços de transportes caíram, com destaque para passagens aéreas. Medidas de tarifa zero em algumas cidades também ajudaram a reduzir o custo do grupo.

O mercado também reagiu às expectativas pelas decisões do Copom (Comitê de Política Monetária) e do banco central estadunidense previstas para quarta-feira, na chamada Superquarta. A projeção indica manutenção das taxas de juros no Brasil e nos Estados Unidos.

O Boletim Focus aponta que a Taxa Selic, que mantém os juros da economia, pode encerrar 2026 em 12,25% ao ano. O patamar atual está em 15% ao ano, o que indica expectativa de início de cortes ainda no primeiro trimestre.

No cenário externo, investidores acompanharam sinais do presidente dos EUA, Donald Trump (Republicano), sobre a escolha do novo comando do Banco Central. O mercado teme pressão política por cortes mais rápidos de juros, o que pode afetar a independência do banco central americano.

Também pesaram tensões geopolíticas e medidas comerciais. Os EUA elevaram tarifas sobre produtos da Coreia do Sul. A China anunciou aproximação com a Rússia para ampliar cooperação.

Em paralelo, União Europeia e Índia fecharam acordo comercial após 20 anos de negociações. O tratado reduz tarifas e amplia o comércio entre as regiões, com impacto potencial sobre o fluxo global de investimentos.

Na semana, o dólar acumula queda de 1,41%. No mês e no ano, a baixa é de 5,16%. O Ibovespa acumula alta de 1,71% na semana e de 12,91% no mês e no ano.



Source link

Sbt