Moeda sobe 0,12% com emprego fraco nos Estados Unidos, enquanto Ibovespa recua mais de 1%
Por Gustavo Bonotto | 07/01/2026 19:10
O dólar subiu pela primeira vez em 2026 e fechou cotado a R$ 5,38 nesta quarta-feira (7), com alta de 0,12%. A moeda reagiu a dados fracos do mercado de trabalho dos Estados Unidos, divulgados ao longo do dia. O movimento ocorreu em um pregão de agenda econômica esvaziada no Brasil.
O dólar registrou sua primeira alta em 2026, fechando a R$ 5,38 nesta quarta-feira, com avanço de 0,12%. A valorização foi influenciada por dados fracos do mercado de trabalho americano, incluindo a criação de apenas 41 mil vagas no setor privado em dezembro, abaixo das expectativas. O cenário econômico nos Estados Unidos, marcado pela queda de 303 mil postos em novembro segundo a pesquisa JOLTS, aumentou as apostas sobre possíveis cortes de juros pelo Federal Reserve. No Brasil, o Ibovespa recuou 1,03%, fechando aos 161.975 pontos, em sintonia com o fortalecimento do dólar.
O Ibovespa, principal índice da B3 (Brasil, Bolsa, Balcão), fechou em queda de 1,03%, aos 161.975 pontos. A bolsa refletiu o fortalecimento do dólar e a cautela dos investidores diante do cenário externo. O recuo ocorreu apesar do desempenho misto das bolsas internacionais.
No exterior, o relatório da ADP (Automatic Data Processing) apontou criação de 41 mil vagas no setor privado americano em dezembro. O resultado ficou abaixo da expectativa do mercado, que previa 47 mil postos de trabalho. A leitura reforçou dúvidas sobre o ritmo da economia dos Estados Unidos.
Outro dado acompanhado foi a pesquisa Joltz (Job Openings and Labor Turnover Survey), que mede vagas abertas no país. O levantamento indicou queda de 303 mil postos em novembro, para cerca de 7,2 milhões. O número ampliou a atenção do mercado para o payroll, relatório oficial de empregos previsto para sexta-feira.
Com os indicadores, investidores ajustaram expectativas sobre a política monetária americana. O mercado passou a projetar cortes de juros pelo Fed (Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos). A perspectiva de juros menores costuma influenciar o fluxo global de capitais e o câmbio.
Também pesou no mercado o noticiário envolvendo a Venezuela. Autoridades dos Estados Unidos informaram o início da venda de petróleo venezuelano ao país.
