Neste ano, PM usou drones e helicóptero; dados mostram que o público caiu quase 50% em relação ao ano passado
Com vigilância reforçada até no céu, com uso de drones e helicópteros, os cinco dias de Carnaval na Esplanada Ferroviária reuniram 41 mil pessoas — menos da metade do público do ano passado — e terminaram com apenas uma ocorrência policial. O balanço foi apresentado pela Polícia Militar em coletiva realizada na manhã desta quarta-feira (18).
O Carnaval na Esplanada Ferroviária de Campo Grande registrou público de 41 mil pessoas durante os cinco dias de festa, menos da metade em comparação a 2025. Com segurança reforçada, incluindo monitoramento aéreo por drones e helicópteros, apenas uma ocorrência policial foi registrada: um homem flagrado com maconha para uso pessoal.O evento contou com controle de acesso e revista pessoal, resultando na apreensão de garrafas de vidro e objetos cortantes. A dispersão ocorreu de forma ordenada, com apoio dos comerciantes da Rua 14 de Julho, que respeitaram os horários estabelecidos. Não houve registros de denúncias de assédio durante a festividade.
De acordo com o coronel Emerson de Almeida Vicente, comandante do Policiamento Metropolitano, o resultado deste ano foi ainda mais positivo que o de 2025, quando houve cinco encaminhamentos à Polícia Civil. Neste ano, apenas um caso foi registrado.
O único encaminhamento foi de um homem flagrado com maconha para uso pessoal. Ele foi levado à delegacia e posteriormente liberado. “Queríamos encerrar sem nenhum encaminhamento, mas foi uma ocorrência simples, por porte de droga”, afirmou. “O objetivo da PM era esse, que as pessoas pudessem sair de casa com tranquilidade”, complementou o coronel Emerson.
Segundo ele, o modelo adotado nos últimos anos, com fechamento da Esplanada Ferroviária e controle de acesso do público, tem sido fundamental para a redução das ocorrências. “Nosso carnaval adota essa metodologia de fechamento da Esplanada, com controle de acesso e revista pessoal dos pertences. Retiramos itens proibidos, como vidro e outros objetos”, explicou.
Durante as revistas, a PM apreendeu centenas de garrafas de vidro e objetos como lâmina de tesoura, agulha e chave de fenda — itens que, segundo o comandante, chamaram a atenção das equipes.

O policiamento foi considerado bem distribuído em toda a região. Além do efetivo em solo, aeronaves da corporação sobrevoaram a área em três noites: sexta-feira (13), sábado (14) e terça-feira (17), último dia de festa. Também houve monitoramento aéreo por drones, que identificou redução do público em relação ao ano anterior. Em 2025, a estimativa da PM foi de 87 mil pessoas nos cinco dias de Carnaval na Esplanada Ferroviária.
“A análise técnica, que considerou a delimitação da área ocupada (em m²) e a densidade populacional — que variou entre baixa (1 pessoa/m²) e média (2 a 3 pessoas/m²) —, indicou uma redução no público total presente em comparação ao ano anterior”, diz trecho do relatório apresentado à imprensa.
Apesar do grande público, não houve registros de denúncias de assédio comunicadas às equipes. A PM também interveio rapidamente em uma briga na Rua 14 de Julho, evitando que a situação se agravasse. “Houve algumas situações que poderiam evoluir para briga, mas as equipes que estavam próximas conseguiram intervir rapidamente. Foi muito tranquilo”, afirmou o comandante.
A dispersão dos foliões ocorreu de forma considerada natural. Por volta da 1h da manhã desta quarta-feira (18), as equipes iniciaram o esvaziamento da área para que os serviços de limpeza pudessem começar. Segundo a PM, os próprios blocos contribuíram ao avisar o público sobre o horário de encerramento e a última música, o que facilitou a saída gradual das pessoas.

Rua 14 de Julho — A tenente-coronel Cleide Maria, comandante do 1º Batalhão da área central, explicou que já virou tradição parte dos foliões seguir para a Rua 14 de Julho após o término da programação oficial. Segundo ela, havia preocupação com a possibilidade de concentração desordenada após o fim da festa na Esplanada, mas a colaboração dos comerciantes foi decisiva para garantir um encerramento tranquilo.
“Os bares respeitaram o horário de funcionamento previsto nos alvarás, o que facilitou bastante o nosso trabalho. A sociedade, de forma ordeira, também entendeu e colaborou”, afirmou.
Segundo a comandante, houve apenas situações pontuais de início de tumulto, prontamente contidas pelos policiais, e não foi necessário o uso de força para dispersão. Ela destacou ainda que, antes do início do Carnaval, na quinta-feira anterior à festa, a PM realizou uma operação de conscientização junto aos proprietários de bares da região, com apoio da Semades (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano).
“Conversamos com os proprietários, fizemos o chamamento da disciplina consciente de respeito ao horário de fechamento previsto nos alvarás. Eles cumpriram o combinado, o que facilitou muito o nosso trabalho”, explicou a tenente-coronel Cleide.









