Polícia
Proprietário do estabelecimento diz que também foi vítima do indivíduo e que houve “prejuízos emocionais”
Uma farmácia do Parque do Lageado, que foi invadida por um homem acusado de ter abusado de uma mulher, nesta quinta-feira, dia 5, declarou que também foi vítima da ocorrência e não abrigou ou protegeu o suspeito.
Em contato com o JD1, o proprietário do estabelecimento afirmou que o indivíduo em questão invadiu o local sem que os funcionários pudessem impedir a entrada, onde também houve consequências durante o tumulto.
Segundo o proprietário, não houve pedido de ajuda nem qualquer conversa entre os funcionários e o homem. Conforme repassado a reportagem, um policial aposentado que passava em frente à farmácia entrou no estabelecimento e conteve o indivíduo, sem qualquer participação dos trabalhadores.
Apesar de os danos materiais terem sido considerados pequenos, com poucos produtos caídos no chão, a farmácia precisou permanecer fechada durante todo o período em que a Polícia Militar esteve no local com o suspeito. Após a saída das equipes, os funcionários reorganizaram o ambiente antes de retomar o atendimento.
O proprietário também relatou preocupação com a repercussão do caso e com possíveis interpretações equivocadas sobre a atuação do estabelecimento. Segundo ele, a farmácia e os trabalhadores também foram vítimas da ocorrência, enfrentando prejuízos emocionais e temor pela própria segurança diante da revolta de parte da população.
O caso começou após populares acusarem o homem de tentar praticar violência sexual contra uma mulher. Ele negou a acusação e foi encaminhado à delegacia, enquanto a Polícia Militar não conseguiu localizar a suposta vítima ou testemunhas que confirmassem a denúncia naquele momento.



