“Filhas” de figueiras centenárias começam a ser plantadas na Avenida Mato Grosso


Espécies cultivadas por sete anos preservam genética das árvores históricas da Afonso Pena

Equipe planta primeira muda de “figueira filha” na Avenida Mato Grosso (Foto: Juliano Almeida)

Três novas figueiras começaram a ser preparadas para plantio na manhã desta quarta-feira (11) na Avenida Mato Grosso, em Campo Grande. As árvores foram cultivadas a partir de estacas retiradas das figueiras centenárias da Avenida Afonso Pena e carregam a mesma genética das árvores históricas que marcam a paisagem da Capital.

A Prefeitura de Campo Grande iniciou o plantio de três novas figueiras na Avenida Mato Grosso, cultivadas a partir de estacas das centenárias árvores da Avenida Afonso Pena. As mudas, que preservam a genética das árvores históricas, foram desenvolvidas durante sete anos no Viveiro Municipal Flora do Cerrado. O projeto visa preservar a identidade arbórea da cidade, conhecida como “cidade árvore do Brasil”. As novas árvores serão plantadas em pontos estratégicos da avenida, substituindo exemplares antigos que não resistiram ao tempo, mantendo viva a tradição das figueiras centenárias que marcam a paisagem da capital sul-mato-grossense.

A ação faz parte de um projeto da prefeitura para preservar a arborização simbólica da cidade. As mudas foram cultivadas por cerca de sete anos no Viveiro Municipal Flora do Cerrado até atingir o estágio considerado ideal para o plantio.

As novas árvores serão colocadas em três pontos da avenida: na esquina com a Rua 13 de Maio, na esquina com a Rua Rui Barbosa e em outro ponto próximo à Rua Pedro Celestino.

Segundo o secretário municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável, Ademar Silva Júnior, o plantio tem valor que vai além da arborização urbana.

“O trabalho é mais do que técnico, ele também é cultural. Campo Grande tem orgulho de ser considerada por vários anos a cidade árvore do Brasil. E as figueiras ainda são um orgulho a mais, porque são árvores emblemáticas que estão sobrevivendo há mais de 100 anos”, afirmou.

“Filhas” de figueiras centenárias começam a ser plantadas na Avenida Mato Grosso
Secretário municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável, Ademar Silva Júnior (Foto: Juliano Almeida)

De acordo com ele, a iniciativa busca preservar a memória e a identidade da cidade. “O que estamos fazendo é resgatar essa genética e essa cultura ao mesmo tempo, plantando árvores que são filhas das figueiras originárias. Não é só plantar três árvores, é resgatar toda uma história dessas árvores centenárias,” completou.

A gerente de Arborização do município, Dayane Zanella, explica que o projeto surgiu da necessidade de substituir exemplares antigos que já não resistiram ao tempo.

“As figueiras são muito importantes para a identidade do campo-grandense. Mas são organismos vivos, então algumas já morreram após laudo técnico e avaliação da equipe da secretaria. Nessas situações precisamos remover por segurança e fazer a substituição”, disse.

Para manter a mesma espécie e preservar as características das árvores históricas, a prefeitura iniciou há anos a produção de novas mudas a partir das próprias figueiras centenárias.

“Foi pensado em cultivar novas mudas com base na genética dessas figueiras. A gente até fala que são pequenos clones. Elas foram produzidas no viveiro municipal por cerca de sete anos, carregando a genética das árvores centenárias de Campo Grande”, explicou Dayane.

Segundo a gerente, o processo começa com a retirada de estacas das árvores antigas. “É como se fosse um ramo retirado das figueiras da Afonso Pena. A partir daí começa todo um processo acompanhado pelos técnicos até que ela se desenvolva e se torne um novo indivíduo arbóreo”, detalhou.

“Filhas” de figueiras centenárias começam a ser plantadas na Avenida Mato Grosso
Primeiro local para plantação foi no cruzamento com a Rua 13 de Maio (Foto: Juliano Almeida)

As árvores plantadas agora já passaram da fase de muda. “Hoje elas já são jovens árvores, prontas para serem plantadas e se desenvolverem de forma saudável”, afirmou.

Esta não é a primeira substituição feita com esse método. Uma das novas figueiras foi plantada em setembro do ano passado e o trabalho deve continuar conforme necessário.

“Infelizmente as figueiras também têm um ciclo de vida e algumas acabam morrendo. Então vamos continuar esse processo de substituição gradual sempre que necessário”, concluiu a gerente.



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