Golpe do falso advogado partiu de presídio, aponta investigação


Interior

Grupo criminoso que atuava em MS enganava idosos com processos forjados

Por Gustavo Bonotto | 05/03/2026 22:41

Torre da PED, em Dourados. (Foto: Arquivo/Campo Grande News)

A Polícia Civil do Distrito Federal concluiu investigação que identificou um esquema do golpe do “falso advogado” com origem em um presídio de Dourados, município situado a 251 quilômetros de Campo Grande. O grupo teria enganado uma idosa com mensagens que simulavam contato de um advogado responsável por processo judicial. As informações foram divulgadas nesta quinta-feira (5) pela assessoria de comunicação do órgão.

A Polícia Civil do Distrito Federal desvendou um esquema de golpe do “falso advogado” operado a partir de um presídio em Dourados, Mato Grosso do Sul. O grupo criminoso, que enganava vítimas usando nomes e fotos de advogados reais, conseguiu aplicar golpes em uma idosa através de mensagens que simulavam contato de um suposto advogado.A investigação, conduzida pela Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos, identificou seis envolvidos, incluindo uma advogada inscrita na OAB que teria auxiliado na ocultação dos valores obtidos. As autoridades alertam que o golpe visa principalmente idosos com processos judiciais em andamento.

Segundo a investigação, os suspeitos entravam em contato com vítimas por aplicativos de mensagem. Eles usavam o nome e a foto de advogados reais para dar aparência de autenticidade. O grupo informava que o processo exigia pagamento imediato para liberação de valores ou conclusão do caso.

No episódio apurado, uma idosa fez transferências para contas controladas pelos criminosos. O grupo ainda tentou obter um segundo repasse, de valor maior. A fraude veio à tona antes da nova transferência.

A apuração também apontou que parte das mensagens partiu de dentro de uma unidade prisional em Dourados. A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul deu apoio à investigação. Equipes cumpriram diligências em Dourados e em Juti.

Participaram da operação o Dracco (Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado), a Defron (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira) e delegacias das duas cidades. A investigação ficou a cargo da DRCC (Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos), da equipe brasiliense.

Os policiais identificaram seis envolvidos no esquema. A apuração também apontou participação de uma advogada inscrita na OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), que teria ajudado a ocultar a origem do dinheiro obtido com a fraude.

A polícia alerta que o golpe costuma atingir pessoas idosas que têm processos judiciais em andamento. A orientação é confirmar qualquer pedido de pagamento diretamente com o advogado, por telefone já conhecido.

Denúncias sobre crimes cibernéticos podem ser feitas pelo telefone 197.



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