Queima fora de controle atingiu 22 propriedades na Serra da Bodoquena e resultou em multa de R$ 1,4 milhão
Um incêndio registrado em setembro do ano passado, que destruiu 194,493 hectares em Bodoquena e atingiu 22 propriedades rurais, passou a ser investigado para apurar responsabilidades e garantir a reparação dos danos ambientais. O fogo começou durante a limpeza de uma propriedade rural e se espalhou rapidamente por áreas de vegetação nativa e agropastoris da Serra da Bodoquena.
Um incêndio que destruiu 194,493 hectares em Bodoquena, Mato Grosso do Sul, em setembro de 2023, está sendo investigado para apurar responsabilidades e garantir a reparação dos danos ambientais. O fogo, que atingiu 22 propriedades rurais, começou durante uma limpeza e se espalhou devido aos ventos intensos. A proprietária do imóvel onde o incêndio teve início foi multada em R$ 1,4 milhão pela PMA e Imasul. Do total da área afetada, 120,112 hectares eram de vegetação nativa e 74,381 hectares de áreas agropastoris. Um Projeto de Recuperação de Área Degradada será exigido.
A ocorrência foi constatada no dia 13 de setembro de 2025, durante fiscalização da PMA. Segundo os autos, no dia anterior a proprietária do imóvel realizou a queima de material vegetal, como folhas secas, mas, devido aos ventos intensos, as chamas fugiram do controle e avançaram para áreas vizinhas, incluindo encostas de morros.
Com o avanço do incêndio em direção ao topo do morro, equipes do CBMMS e do Prevfogo foram acionadas para conter as chamas. A dimensão da área afetada foi delimitada por análise de imagens de satélite feita pelo Núcleo de Georreferenciamento e Sistemas da PMA.
Do total atingido, 120,112 hectares correspondem a vegetação nativa e outros 74,381 hectares a áreas agropastoris. A análise apontou que o incêndio extrapolou os limites da propriedade onde teve início.
A proprietária foi autuada pela PMA e pelo Imasul, com aplicação de multa de R$ 1.424.263,00 e exigência de apresentação de um Projeto de Recuperação de Área Degradada ou Alterada (Prada).
Diante da extensão dos danos, foi instaurado procedimento para apurar formalmente o caso, incluindo a verificação de impactos sobre Áreas de Preservação Permanente e Reserva Legal, além da definição das medidas necessárias para a recuperação ambiental da área atingida.









