Criminoso afirmou que reduziria parcelas, mas com dados da vítima fez três novos consignados
Mulher de 38 anos moradora do Bairro Tijuca, em Campo Grande, registrou boletim de ocorrência por estelionato após ser vítima de um golpe envolvendo falsa promessa de redução nas parcelas de empréstimos consignados. O prejuízo ocorreu após contatos telefônicos e negociações feitas por mensagens de WhatsApp.
Uma moradora de Campo Grande, de 38 anos, foi vítima de golpe após receber proposta de redução nas parcelas de empréstimos consignados. A fraude começou com uma ligação telefônica de supostos representantes de uma empresa de soluções financeiras, que prometiam diminuição de R$ 200 nas prestações.Durante dois dias de negociações via WhatsApp, a vítima forneceu documentos pessoais, holerite e extratos. Os criminosos realizaram três novos empréstimos em seu nome, totalizando R$ 6,9 mil. Após registrar boletim de ocorrência, a mulher recebeu orientações sobre proteção de dados e uso de ferramentas do Banco Central.
De acordo com o registro policial, a vítima recebeu uma ligação no início da semana, na segunda-feira (19), de uma pessoa que se apresentou como representante de uma empresa de soluções financeiras. Durante o contato, foi oferecida a redução de R$ 200 nas parcelas de empréstimos consignados que ela possui junto a um banco, com a alegação de que a diferença seria custeada por outra instituição.
As negociações se estenderam por cerca de 2 dias, período em que também houve troca de mensagens por aplicativo, sem a realização de chamadas de vídeo. A vítima acabou enviando documentos pessoais, holerite e extrato de empréstimos consignados.
Com os dados em mãos, os golpistas realizaram 3 novos empréstimos usando a margem disponível da vítima em dois bancos diferentes. Os contratos somam valores superiores a R$ 6,9 mil, parcelados em até 96 vezes.
Segundo o boletim, parte do dinheiro obtido com os empréstimos foi usada para o pagamento de dois boletos emitidos em nome de uma empresa denominada “Prática Gestão e Suporte Ltda.”, com CNPJ informado nos comprovantes anexados à ocorrência.
Após perceber o golpe, a vítima procurou a polícia e foi orientada sobre medidas de proteção de dados, como o uso de ferramentas do Banco Central e reforçou o alerta para que a população desconfie de ofertas de redução de parcelas feitas por telefone ou aplicativos de mensagens, especialmente quando envolvem envio de documentos pessoais.









