Operário desembarcou na noite desta quinta-feira (26) no Aeroporto Internacional de Campo Grande e foi recebido por torcedores após garantir vaga na 3ª fase da Copa do Brasil com vitória por 2 a 1 sobre a ASA (Associação Sportiva Arapiraquense), em Alagoas. A torcida foi ao local para parabenizar o elenco pela classificação, que encerra o jejum de 30 anos sem alcançar a etapa.
O Operário foi recebido com festa por torcedores no Aeroporto Internacional de Campo Grande após conquistar vaga histórica na terceira fase da Copa do Brasil. A classificação veio com vitória por 2 a 1 sobre o ASA, em Alagoas, encerrando um jejum de 30 anos sem alcançar esta etapa da competição. O meia Matheus Galdezani, que superou período de incertezas devido a lesões, destacou a importância do resultado e a força mental do grupo. A equipe agora se prepara para enfrentar o Bataguassu pelo Campeonato Estadual, onde busca vaga na semifinal.
Jogadores conversaram com apoiadores e destacaram o peso do resultado para o clube.
O meia Matheus Galdezani afirmou que a classificação representa um momento especial na carreira. Ele enfrentou período de incerteza por causa de lesões e disse que chegou a cogitar parar de jogar. “Para mim foi muito importante. Eu não sabia se ia voltar a jogar futebol. Fazer parte dessa história me motiva cada vez mais”, afirmou.
O atleta destacou a força mental do grupo e a organização do clube. Segundo ele, o elenco manteve concentração diante de um adversário invicto em casa. “Sabíamos da dificuldade que íamos encontrar. Nosso time é muito forte mentalmente. É um grupo unido, fechado, que sabe o que quer”, declarou.
Galdezani também comentou o lance em que se machucou. Ele sofreu corte após disputa de bola e explicou que a trava da chuteira do adversário atingiu a perna. “Foi uma disputa normal. Acho que foi sem intenção. Está tudo tranquilo. Agora é descansar e pensar no jogo de sábado”, disse.
Sobre o projeto para a temporada, o meia avaliou que a vaga representa passo importante. “É um grande passo. Foi um jogo histórico. Agora precisamos pensar grande, buscar a terceira, a quarta fase e seguir atrás dos nossos objetivos”, afirmou.
Entre os torcedores, o autônomo Alan Lima de Oliveira, 38 anos, integrante da Torcida Garra Operariana, acompanhou o desembarque ao lado do sobrinho Davi Luca, de cerca de 7 anos, e do filho Jorge Henrique, de aproximadamente 11 anos. Ele disse que a classificação marca a história do clube.

“A gente estava preso nisso. São 30 anos sem chegar à terceira fase. Mesmo entrando direto na segunda pelo ranking, é algo histórico”, declarou. Segundo ele, a organizada decidiu ir ao aeroporto para reconhecer o desempenho do elenco e do técnico. “Eles merecem. O professor Massaro fez um trabalho espetacular lá contra o ASA. Para nós é motivo de orgulho.”
Alan afirmou que a torcida apoia durante os 90 minutos e cobra apenas após o apito final, de forma pacífica. Ele também defendeu que a paixão pelo clube passe entre gerações. “Isso é paixão. Tem que passar de pai para filho. Muitas crianças preferem clubes nacionais porque não conhecem o estádio. Depois que conhecem, o conceito muda”, disse.
A delegação seguiu para descanso e retoma os treinos já nesta sexta-feira (27), com foco no compromisso do fim de semana. Com 14 pontos no Campeonato Estadual, o Galo enfrenta o Bataguassu em disputa direta pela segunda vaga na semifinal.
Um empate é suficiente para isso, mas só a vitória possibilita a disputa pela liderança. O jogo acontece no sábado (28), a partir das 18h, no Estádio Jacques da Luz, nas Moreninhas.
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