Trabalhador pediu água na casa, mas autor afirma que o viu acariciando esposa e agiu “no calor da emoção”
Homem de 34 anos foi preso em flagrante em Campo Grande após apedrejar um caminhão da Solurb por ciúmes da esposa. Ele alegou que um coletor teria acariciado a mulher. A PM constatou medida protetiva ativa em favor da esposa contra o suspeito. O motorista do caminhão optou por não representar pela ameaça. O delegado fixou fiança de R$ 1.621,00, que não foi paga, levando o caso a audiência de custódia.
Um homem de 34 anos foi preso em flagrante pela Polícia Militar na noite de sábado (19), no Jardim Imá, em Campo Grande, após apedrejar um caminhão da empresa Solurb durante o recolhimento de resíduos no bairro. Vídeo mostra o para-brisa do veículo danificado.
Segundo o boletim de ocorrência, a equipe da PM (Polícia Militar) foi acionada pelos trabalhadores da limpeza urbana. O motorista do veículo, de 49 anos, relatou ter sido interpelado e ameaçado pelo homem que, na sequência, atirou uma pedra repetidamente contra o caminhão, quebrando o para-brisa e danificando o retrovisor.
Ainda de acordo com o relato do motorista do caminhão, o homem ainda usou um machado para ameaçá-lo antes de atirar a pedra no veículo. O autor ficou no local e ao ser abordado pelos policiais confessou o ataque alegando ter agido por ciúmes ao ver a esposa com um dos trabalhadores da coleta. O trabalhador teria pedido água na casa da mulher, mas, segundo ele, os dois estariam mantendo um relacionamento.
Durante a checagem dos dados, os militares constataram a existência de uma medida protetiva de urgência ativa em favor da mulher contra o agressor. Ela confirmou o documento, mas relatou que costumava permitir a permanência do marido na residência de forma eventual.
Em razão do descumprimento da ordem judicial, o caso foi encaminhado inicialmente à Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher). Em seguida, as partes foram conduzidas à Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Cepol.
O condutor do caminhão informou que não desejava representar pelo crime de ameaça. O machado citado inicialmente no chamado não foi encontrado na região. O autor do dano confirmou a medida protetiva em depoimento formal ele afirmou que errou em quebrar o para-brisa, mas que estava “tranquilo”.
“Quando eu entreguei na casa, um coletor acariciou minha esposa e ela se esquivou. Eu discuti com ele. Ele falou ‘me perdoa irmão’ e aí nós se abraçou e o motorista veio correndo e me deu uma porrada, eu tô com o braço quebrado, peguei uma pedra e taquei no caminhão, no momento caloroso, perdi as estribeira”, disse.
Depois, ele alega que desceu para uma praça, fumou um cigarro, voltou para o local e conversou com os dois trabalhadores. O delegado Roberto Morgado estipulou fiança de R$ 1.621,00 para conceder a liberdade, como não houve o pagamento ele deve passar por audiência de custódia. O caminhão e o objeto arremessado foram recolhidos para perícia.
A reportagem do Campo Grande News procurou a Solurb e aguarda o retorno.