Registro obrigatório ajuda no controle da ferrugem asiática e no monitoramento das lavouras
Por Gustavo Bonotto | 31/12/2025 21:11
O cadastro anual das áreas de soja em Mato Grosso do Sul termina em 10 de janeiro de 2026. A exigência é da Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal). A medida vale para todos os produtores, ocorre de forma on-line e busca monitorar as lavouras e reforçar o controle da ferrugem asiática no Estado.
Produtores de soja de Mato Grosso do Sul têm até 10 de janeiro de 2026 para realizar o cadastro anual das áreas de cultivo junto à Iagro. O registro, feito de forma online, é obrigatório e visa monitorar lavouras e controlar a ferrugem asiática no estado. O estado já registra sete focos da doença em lavouras comerciais, distribuídos entre os municípios de Sete Quedas, Ponta Porã, Aral Moreira e Guia Lopes da Laguna. A ferrugem asiática, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, pode causar perdas de até 90% na produtividade.
A declaração integra o Programa Estadual de Defesa Vegetal. O produtor deve informar os dados diretamente no site da Iagro, pela plataforma de serviços. Quem não realizar o cadastro fica sujeito às sanções previstas na legislação estadual.
A ferrugem asiática é causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi. A doença provoca manchas na parte inferior das folhas, que evoluem para lesões escuras e reduzem a fotossíntese da planta. Segundo a Embrapa, em situações severas, as perdas podem chegar a 90% da produtividade.
Mato Grosso do Sul registra sete focos da doença em lavouras comerciais até esta data. Os casos aparecem em Sete Quedas, Ponta Porã, Aral Moreira e Guia Lopes da Laguna, conforme o Consórcio Antiferrugem. No Brasil, há 59 ocorrências, com registros também no Paraná, São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
