De cada R$ 100 recebidos pelos cofres estaduais, R$ 89,42 são consumidos imediatamente. Em 2025 eram R$ 94,57
Mato Grosso do Sul começou 2026 com maior folga financeira, após queda na relação entre receitas e despesas totais necessárias para manter o Estado em funcionamento, em comparação com o último dado de 2025. Atualmente, de cada R$ 100 recebidos pelos cofres estaduais, R$ 89,42 são consumidos imediatamente. Em novembro do ano passado, esse valor era maior: R$ 94,57.
Mato Grosso do Sul inicia 2026 com maior folga financeira, apresentando redução na relação entre receitas e despesas. O comprometimento dos recursos caiu de 94,57% para 89,42%, indicando melhor capacidade de investimento e poupança.O estado mantém boa saúde fiscal, com dívida consolidada de R$ 5,5 bilhões e disponibilidade de caixa de R$ 3,8 bilhões. O principal desafio é o gasto com pessoal, que representa 44,20% da receita, superando levemente o limite de alerta da Lei de Responsabilidade Fiscal.
O Estado fechou 2025 com receita bruta total de R$ 26,2 bilhões e despesas de R$ 23,4 bilhões, diferença de R$ 2,7 bilhões. Esse cenário representa comprometimento de 89,42% das receitas com gastos imediatos, restando, em tese, 10,58% para novos investimentos ou formação de poupança.
Os dados constam em relatórios publicados hoje no Diário Oficial do Estado, que apontam boa saúde fiscal, com baixo endividamento e disponibilidade de caixa considerada positiva.
O principal ponto de atenção é o controle dos gastos com pessoal, atualmente em 44,20% da receita, percentual que ultrapassa ligeiramente o limite de alerta da LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal), fixado em 44,10%. O teto máximo permitido é de 49% de comprometimento da receita com a folha de pagamento.
Hoje, o Governo de Mato Grosso do Sul possui Receita Corrente Líquida de R$ 22,1 bilhões, com despesa de R$ 9,7 bilhões com pessoal. Em relação à capacidade de endividamento, a situação é considerada confortável: a Dívida Consolidada Líquida é de R$ 5,5 bilhões, equivalente a 24,96% da RCL.
A disponibilidade de caixa bruta soma R$ 3,8 bilhões, enquanto apenas R$ 302,79 milhões correspondem a despesas já liquidadas e prontas para pagamento. Após as deduções de obrigações e depósitos vinculados, o saldo de caixa disponível para cobertura da dívida líquida é de R$ 3,23 bilhões.









