Durante entrevista ao programa CB Poder, do Correio Braziliense, na tarde desta terça-feira (24), em meio a agendas na capital federal, o governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, sinalizou que estará no palanque da direita na eleição presidencial de 2026, descartou espaço para uma terceira via. Ao mesmo tempo, afirmou manter relação administrativa “de muito respeito” com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), partido que faz oposição a ele no Estado.
O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, declarou apoio ao campo da direita para as eleições presidenciais de 2026, descartando a possibilidade de uma terceira via. Durante entrevista ao CB Poder, do Correio Braziliense, Riedel citou possíveis candidatos conservadores, incluindo Flávio Bolsonaro, e previu nova polarização no pleito. Apesar do posicionamento político, o governador ressaltou manter relação administrativa respeitosa com o governo Lula, destacando parcerias em infraestrutura, habitação e programas sociais. No âmbito estadual, Riedel confirmou sua pré-candidatura à reeleição e antecipou provável polarização com o PT nas disputas locais.
Questionado sobre o cenário eleitoral e a posição do PP, partido ao qual é filiado, Riedel afirmou que a disputa deve novamente ser polarizada. “Acho que é uma eleição que nós vamos ver o presidente Lula, o PT, contra um adversário. E eu vou apoiar o adversário do presidente Lula, o candidato nosso que está posicionado nesse campo da direita. Vai ser o palanque nosso no Mato Grosso do Sul”, declarou.
Ao ser provocado sobre a possibilidade de uma terceira via, o governador foi direto: “Eu não vejo essa terceira via”. Segundo ele, o que deve ocorrer é a presença de mais de um nome da direita no primeiro turno, com convergência no segundo.
“Eu vejo um conjunto de candidatos à direita. Provavelmente um, dois ou até três estarão no primeiro turno e, no segundo turno, isso vai polarizar para um candidato à direita e outro provavelmente à esquerda”, disse.
Embora não tenha oficializado apoio nominal, Riedel citou lideranças do campo conservador, entre elas Flávio Bolsonaro, Ratinho Júnior, Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Eduardo Leite, ao falar sobre os possíveis nomes que disputam espaço na direita nacional.
Relação com Lula – Apesar do alinhamento eleitoral à direita, o governador fez questão de diferenciar o embate político da relação administrativa com o governo federal. “Eu tenho divergências políticas com o governo federal. Sou de outra visão política. Agora, tenho uma relação administrativa de muito respeito com o governo federal”, afirmou.
Segundo ele, há parcerias em diversas áreas e diálogo institucional permanente.
“Temos diversas parcerias integradas, ações integradas em políticas públicas. Eu respeito muito o conjunto do governo federal. Respeito o presidente ao sentar na mesa para discutir políticas administrativas importantes para o Estado e para o Brasil”, disse.
Riedel acrescentou que é “grato” pelas parcerias firmadas, especialmente em infraestrutura, habitação e programas sociais.
Polarização – No plano local, o governador confirmou que é pré-candidato à reeleição e que articula uma coalizão de centro-direita no Mato Grosso do Sul. Ele avalia que, no Estado, a disputa também deve ocorrer em ambiente polarizado.
“Vai ser uma eleição contra o PT, que deve ter candidato ao governo e ao Senado. Não vejo como não estar polarizada novamente,” afirmou.
Ao longo da entrevista, Riedel defendeu que o debate nacional avance para uma agenda mais estruturante e menos centrada em narrativas. “A gente está muito carente de uma agenda para o Brasil. Falta uma discussão mais qualificada, mais aprofundada”, finaliza.









