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Vítima do 3° feminicídio do ano denunciou marido por ameaça com faca em 2024

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Principal suspeito do crime é o filho, de 22 anos, preso em flagrante na manhã deste domingo (22)

Perito com faca utilizada no crime (Foto: Coxim Agora)

Nilza de Almeida Lima, de 50 anos, vítima do 3º feminicídio do ano em Mato Grosso do Sul, já havia denunciado o marido, Márcio Pereira da Silva, de 46, por ameaça e violência doméstica em abril de 2024. Conforme documento obtido pelo Campo Grande News, ele a ameaçava constantemente de morte, assim como o filho do casal. Na ocasião, porém, Nilza optou por não representar criminalmente contra o marido nem solicitar medida protetiva. Gabriel Lima da Silva, de 22 anos, filho do casal, foi preso às 9h50 deste domingo (22) como principal suspeito do crime.

Nilza de Almeida Lima, de 50 anos, foi vítima do terceiro feminicídio do ano em Mato Grosso do Sul. A doméstica havia denunciado o marido, Márcio Pereira da Silva, por ameaças de morte e violência doméstica em abril de 2024, mas optou por não representar criminalmente contra ele.O filho do casal, Gabriel Lima da Silva, de 22 anos, foi preso como principal suspeito do crime, ocorrido na madrugada de domingo após discussão familiar. O jovem possui histórico de infrações, incluindo violações à Lei Maria da Penha. Tanto ele quanto o pai permanecem detidos na Delegacia de Polícia Civil de Coxim.

A doméstica foi morta durante a madrugada, após uma discussão familiar. Segundo o boletim de ocorrência, Márcio relatou à Polícia Militar que saiu de casa e deixou Nilza e o filho na residência. Ao retornar, encontrou a vítima morta sobre um colchão na sala. O marido foi encaminhado à delegacia para prestar esclarecimentos, enquanto o filho passou a ser apontado como principal suspeito.

Documentos obtidos pela reportagem detalham que Nilza vivia em um ambiente de agressões físicas e psicológicas e que já havia sido perseguida pelo companheiro. No boletim registrado em 14 de abril de 2024, ela relatou à Polícia Civil que vinha sendo ameaçada com frequência. Naquela data, Márcio teria tomado o celular da vítima e expulsado Nilza e Gabriel de casa.

Conforme o registro, ele a ofendia com palavras de baixo calão. No mesmo boletim, o filho também relatou ter sido ameaçado de morte pelo pai. Nilza afirmou ainda que já havia sido ameaçada com uma faca e que o marido a agredia com chutes, tapas e empurrões. Em uma das ocasiões, ele teria dito que “se não for minha, não será de mais ninguém”.

Gabriel, apontado como principal suspeito, possui registros de atos infracionais cometidos. Há anotações relacionadas à Lei Maria da Penha, como ameaça, lesão corporal, descumprimento de medida protetiva, além de furto. Consta ainda boletim de ocorrência por ameaça registrado pelo pai em 18 de abril de 2024, quatro dias após ele e a mãe procurarem a delegacia.

Feminicídio – Nilza foi morta com uma facada por volta das 4h30 deste domingo. O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas a vítima já estava sem vida, deitada sobre a cama. Márcio acionou a Polícia Militar e apresentou duas versões sobre o ocorrido. Em ambas, apontou o filho como autor do crime. Ele apresentou comportamento agressivo e foi detido para prestar esclarecimentos.

Gabriel foi preso em flagrante às 9h50 pela Polícia Militar. Ele caminhava pela Rua Visconde de Taunay, no mesmo bairro onde o crime ocorreu. Conforme o boletim de ocorrência, Gabriel está com uma lesão no rosto, um corte com pontos, e relatou que a agressão foi causada pelo pai. Os dois permanecem presos na Delegacia de Polícia Civil de Coxim, município localizado a cerca de 250 quilômetros de Campo Grande.



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