TSE anuncia novo modelo de urnas eletrônicas para as eleições de 2022

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anunciou que vai utilizar um novo modelo de urnas eletrônicas nas eleições de 2022. O comunicado foi feito antes mesmo de a Câmara aprovar ou rejeitar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 135/19, que prevê ao eleitor a auditagem pelo voto impresso.

O TSE vai comprar mais de 200 mil urnas do novo modelo, que utiliza a certificação da ICP-Brasil. As novas urnas terão um "sistema reforçado por uma certificação que avalia a aderência do perímetro criptográfico da urna eletrônica em relação aos requisitos mínimos definidos pelo Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI)", o responsável pela autoridade certificadora da ICP Brasil.

Com essa nova tecnologia o TSE afirma que, além de garantir a execução de sistemas assinados pela Corte, as novas urnas vão assegurar "a autenticidade de informações geradas pela urna eletrônica". Segundo o órgão, "isso impede que dados e informações sofram modificações não autorizadas, garantindo sua integridade e autenticidade."

O professor Diego Aranha, pesquisador de ciência da computação na Universidade Aarhus, na Dinamarca, que, em 2017, conseguiu invadir o atual modelo da urna eletrônica, avalia que "trocar o algoritmo de assinatura aprimora de maneira incremental uma etapa do processo". Mas alerta que não resolve o foco da crítica técnica. "A gerência de chaves criptográficas, robustez do procedimento de assinatura, dificuldades de auditoria de software, etc", disse no Twitter.

Membro do subcomitê de tecnologias eleitorais da Sociedade Brasileira de Computação (SBC), o professor Mário Gazziro, do departamento de Engenharia da Informação da Universidade Federal do ABC (UFABC), explica à Gazeta do Povo que o novo modelo da urna eletrônica cria e guarda as chaves das urnas de maneira segura. "Mas ainda está longe de entregar a transparência e auditabilidade que o voto impresso oferece", afirma.

Leia mais em: Gazeta do Povo.


Saiba quanto ganham Rebeca Andrade, Rayssa Leal e outros medalhistas nas Olimpíadas

Desde o início das Olimpíadas, o Brasil tem se emocionado com conquitas inéditas, como a da ginasta Rebeca Andrade, de 22 anos, detentora primeira medalha olímpica da ginástica artística feminina do País, de prata, e também medalha de ouro.

Além da conquista, a atleta recebe uma remuneração do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), a qual pode ser ainda maior caso ela vença as finais do salto no domingo (1°) e do solo na segunda-feira (2).

Além dela, outros esportistas, como Rayssa Leal e Kelvin Hoefler, do skate, e Ítalo Ferreira, do surfe, receberão quantias da instituição por seus feitos. Mas quanto eles devem ganhar?

Conforme o portal UOL, os competidores de premiações individuais — como ginástica e skate — recebem do COB os seguintes valores:

Ouro: R$ 250 mil
Prata: R$ 150 mil
Bronze: R$ 100 mil

A quantia a ser recebida por Rebeca é maior, por exemplo, que a de um atleta dos Estados Unidos com a mesma medalha de prata. Ao todo, os estadunidenses recebem US$ 22,5 mil, o que equivale a cerca de R$ 114,3 mil, na cotação atual.

Já no ouro, os norte-americanos recebem US$ 35,5 mil (R$ 190,6 mil) por medalhas de ouro em provas individuais. Se ganharem bronze, o valor é de US$ 15 mil (R$ 76,2 mil).
Esportes coletivos faturam mais

O COB concede quantias maiores a esportes coletivos, dado que o valor deve ser dividido em partes iguais entre os atletas.

Ouro: R$ 500 mil
Prata: R$ 300 mil
Bronze: R$ 200 mil

As remunerações, porém, mudam a depender da quantidade de pessoas na equipe, como no futebol e no vôlei.

Ouro: R$ 750 mil
Prata: R$ 450 mil
Bronze: R$ 300 mil

Onde COB consegue dinheiro

Uma lei definiu, em 2001, que até 2% da arrecadação total das loterias deve ir para o COB e o Comitê Paraolímpico Brasileiro. O valor é repassado pela Caixa Econômica Federal. Em 2020, o COB recebeu R$ 122,251 milhões dessa fonte, a principal de obtenção de receita.

No entanto, a entidade também recebe dinheiro de patrocínios e repasses do Comitê Olímpico Internacional (COI), tendo recebido R$ 35,147 milhões nessa modalidade. O montante foi maior que o repassado em 2019, de R$ 24,185 milhões.

A entidade olímpica reservou, do dinheiro recebido das loterias, R$ 6,2 milhões para a ginástica, embora tenha usado apenas R$ 4,956 milhões efetivamente.
Incentivo

Tratado como "incentivo" pela instituição, o prêmio em dinheiro é importante para os esportistas — poucos deles, no geral, são patrocinados por empresas.

Cerca de 80% dos atletas do time brasileiro no Japão recebem a Bolsa Atleta, concedida pela União.

Ao todo, o Governo Federal gastou R$ 7 milhões para 256 bolsas para ginastas entre os ciclos olímpicos de 2016 e 2021. Considerando que cada bolsa tenha sido para esportistas distintos e no mesmo valor, cada ginasta recebeu R$ 27.343,75 nos ciclos.


Italo Ferreira conquista primeiro ouro do Brasil nas Olimpíadas de Tóquio

Potiguar é campeão olímpico ao derrotar o japonês Kanoa Igarashi na final do surfe masculino. Título veio com um triunfo por 15.14 a 6.60 com direito a prancha quebrada no início da final

A vontade era tanta que, logo na primeira onda, a prancha quebrou. Foram pouco mais de dois minutos até que Italo Ferreira nadasse à areia para recomeçar. O que parecia um mau presságio, porém, não passou de um leve percalço. No mar revolto de Tsurigasaki, o surfista brasileiro enfileirou manobras e garantiu o primeiro ouro da história do surfe em Olimpíadas. O primeiro do Brasil em Tóquio. Diante do japonês Kanoa Igarashi, que eliminou Gabriel Medina na semifinal, o potiguar entrou para o rol de heróis olímpicos do país.

Italo superou Igarashi com sobras. Apesar da quebra da prancha logo em sua primeira tentativa de manobra, o brasileiro não desanimou. Agressivo durante toda a bateria, conseguiu três boas notas, o suficiente para deixar o japonês em combinação. No somatório final, 15,14 contra 6,60 do rival. A festa começou antes mesmo do fim, a dois minutos do sinal tocar. O ouro já estava garantido.

Diante da ameaça de chegada de um tufão a Tóquio, a organização adiantou em um dia as finais. Com a decisão, ondas que abriram espaço para manobras melhores. Durante todo o dia, apesar de dores na perna esquerda, Italo se mostrou focado. Sabia que tinha o caminho aberto até o ouro. Na final, viu uma pequena multidão de voluntários torcer para Igarashi. Também não se importou. Na areia, no fim, festa ao lado de Silvana Lima, Tatiana Weston-Webb e de toda a delegação do Brasil.

Final

1. Kanoa Igarashi (JAP) 6.60 x Italo Ferreira (BRA) 15.14

Disputa do bronze

1. Gabriel Medina (BRA) 11.77 x Owen Wright (AUS) 11.97

Resultados da semifinal

1. Kanoa Igarashi (JAP) 17.00 x Gabriel Medina (BRA) 16.76
2. Ítalo Ferreira (BRA) 13.17 x Owen Wright (AUS) 12.47

Resultados das quartas de final

1. Kanoa Igarashi (JAP) 12.60 x Kolohe Andino (EUA) 11.00
2. Gabriel Medina (BRA) 15.33 x Michel Bourez (FRA) 13.66
3. Ítalo Ferreira (BRA) 16.30 x Hiroto Ohhara (JAP) 11.90
4. Lucca Mesinas (PER) 7.83 x Owen Wright (AUS) 12.74


Filho de Chorão diz que pai torcia por Rayssa Fadinha, mas cantor morreu antes da skatista começar carreira

Sem dúvidas Chorão e as músicas do Charlie Brown Jr. dão motivação para Rayssa Leal, a Fadinha, medalhista de prata pelo skate nas Olimpíadas de Tóquio. A maranhense já revelou que o roqueiro não sai de sua playlist. Mas um fato curioso virou meme nas redes sociais: Alexandre Abrão, filho do cantor, disse que o pai já via a atleta andar de skate e "falava que ela ia longe". Acontece que o músico morreu em março de 2013, enquanto Rayssa, que nasceu em janeiro de 2008, começou a praticar o esporte apenas aos seis anos, em 2014.


Os destaques na agenda da Olímpiada de Tóquio

A final por equipes da ginástica artística masculina ocorre a partir das 7h.

Pela segunda rodada da fase de grupos, o vôlei masculino brasileiro pega a Argentina às 9h45.

O handebol feminino do Brasil tem como rival na segunda partida, às 23h, a Hungria.

Terça (27)

Beatriz Ferreira representa o boxe feminino brasileiro em uma das lutas a partir da 1h06. Se a campeã mundial avançar até a decisão do peso leve, lutará no dia 8, às 2h.

Ana Sátila pode pintar na final da categoria K1 da canoagem slalom, a partir de 4h15.

Em seu segundo jogo na Olimpíada, o vôlei feminino do Brasil enfrenta a República Dominicana às 7h40.

A final por equipes da ginástica artística feminina ocorre a partir das 7h45.

Pela terceira rodada do futebol feminino, o Brasil encara Zâmbia, às 8h30.

Se o mar oferecer condições ao surfe, as primeiras medalhas olímpicas da história do esporte poderão sair a partir das 20h.

Quarta (28)

Pela terceira rodada do futebol masculino, a seleção brasileira vai encarar a Arábia Saudita, às 5h.

A final da disputa pelo individual geral masculino na ginástica artística é realizada a partir de 7h15.

O handebol masculino do Brasil faz seu terceiro jogo, contra a Espanha, às 7h30.

Pela terceira rodada, o vôlei masculino, atual campeão, pega os russos, às 9h45.

O handebol feminino brasileiro tem como rival na terceira partida, às 23h, a Espanha.

Quinta (29)

O dia 29 marca outro momento em que Ana Sátila poderá aparecer, agora na categoria C1 da canoagem, a partir de 2h.

Em seu terceiro jogo, o vôlei feminino do Brasil enfrenta o Japão, às 7h40.

A partir das 7h50, ocorre a final da disputa pelo individual geral feminino na ginástica artística.

As tão esperadas provas de atletismo, enfim, começam às 21h. Elas vão até 8 de agosto, último dia de Olimpíada.

Um dos grandes nomes é a jamaicana Shelly-Ann-Fraser-Pryce, que está em uma das baterias dos 100 m rasos feminino, a partir de 23h40 -ela ainda compete nos 200 m e no revezamento 4 x 100 m.

O handebol masculino brasileiro faz seu quarto jogo, contra a Argentina, às 21h.

Pela quarta rodada, o vôlei masculino do Brasil pega os Estados Unidos às 23h05.

A partir de 23h, o francês Teddy Riner, atual bicampeão na categoria acima de 100 kg do judô, pisa no tatame para defender o posto de estrela olímpica.


Bolsonaro volta a ameaçar pleito de 2022 e fala em 'eleições sujas'

Bolsonaro também voltou a atacar o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso

Dias após as principais autoridades do Judiciário e do Legislativo reagirem às revelações feitas pelo Estadão de que o ministro da Defesa, Walter Braga Netto, ameaçou a realização do pleito em 2022, o presidente Jair Bolsonaro apelou novamente em favor do voto impresso e afirmou que "não dá para termos" eleições no formato atual, repetindo a ameaça. Bolsonaro também voltou a atacar o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso.

"Na quinta-feira vou demonstrar em três momentos a inconsistência das urnas, para ser educado. Não dá para termos eleições como está aí", disse Bolsonaro em conversa com apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada na tarde deste sábado (24). O presidente disse não ver democracia no que chamou de "eleições sujas", em referência ao sistema que hoje funciona no Brasil e o elegeu em 2018 presidente da República.

Apesar das frequentes tentativas de Bolsonaro de pôr em dúvida a confiabilidade do sistema eleitoral, reportagem do Estadão mostra que a Polícia Federal não encontrou até o momento registros de investigações sobre fraudes envolvendo a urna eletrônica desde que o método de votação foi adotado, em 1996. O TSE também afirma não haver registro de fraude comprovada envolvendo a urna eletrônica desde que ela foi adotada.

"Então, eleições limpas, todos nós queremos. Eleições sujas, isso eu não chamo eleições, isso não é democracia. E nós estamos com bastante antecedência falando o que pode acontecer na frente, e o que nós podemos fazer para evitar", disse Bolsonaro. As declarações foram transmitidas pela rede social do filho do presidente e deputado federal, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP).

Possível adversário de Bolsonaro no pleito de 2022, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também foi citado pelo chefe do Executivo neste sábado. Bolsonaro tentou justificar a anulação das condenações impostas ao petista como parte de um suposto plano para colocá-lo na cadeira de presidente, a partir de uma eleição fraudada.

"Vocês acham que alguém ia tirar um bandido da cadeia, ia torná-lo elegível, para não ser presidente, na fraude? Não tem que raciocinar, é isso", afirmou. "Geralmente quem frauda é quem está no governo, eu estou dando a chance para ele ganhar no primeiro turno com voto impresso. Ele é o primeiro a ser contra", disse Bolsonaro, citando a vantagem do petista em pesquisas eleitorais.

O presidente do TSE também voltou a ser alvo de Bolsonaro, que questionou o que Barroso teria feito ou "negociado" para que lideranças no Congresso se voltassem contra a PEC do voto impresso. "É inadmissível o ministro presidente do TSE, do Supremo, dentro do Congresso, não sei o que ele negociou, o que ele falou, porque rapidamente ele cativou grande parte dos líderes, se apaixonaram por ele, não sei o que ele ofereceu. E no dia seguinte trocaram os integrantes da comissão especial que analisa a PEC do voto impresso. Dá para desconfiar ou não dá?", disse Bolsonaro.

"Não façam isso por mim, minha vida aqui, não queiram. Mas pode ter certeza, que eu vou cumprir meu mandato até o último dia, só Deus me tira daqui", disse ainda Bolsonaro aos apoiadores, como já falou em outras oportunidades.

"O cara não gostar de mim (em referência a críticas que recebe), tudo bem, mas ser apaixonado pelo Lula? Desvios, roubalheira em tudo quanto é lugar. Um milagre eu estar aqui, dois, a vida e a eleição. E um terceiro, permanecer na cadeira. O que muita gente quer é o poder, a volta da impunidade e da corrupção. Será que não conseguem enxergar isso?", afirmou. "Querem me criticar, critiquem, até gente que se diz de direita, né? Tudo bem, se eu sair fora, você vai ficar com quem em 2022?", completou o presidente.


Ex de DJ Ivis recebe apoio de Juliette e Marília Mendonça após agressão

"É inaceitável, intragável e brutal", disse Marília Mendonça

(FOLHAPRESS) - Vários famosos declararam apoio neste domingo (11) a arquiteta e influenciadora digital Pamella Holanda, 27, ex-mulher do músico DJ Ivis, 30, após ela denunciar em suas redes sociais uma série de agressões que sofreu dele. Ela publicou vídeos das brigas.

Juliette Freire, 31, campeã do Big Brother Brasil 21 disse também nas redes sociais que "a violência não deve nem pode nos calar. Não existe justificativa. Todo o meu apoio a Pamella e repúdio às cenas e atos de horror do DJ Ivis. Violência contra mulher é crime".

A atriz Giovanna Lancellotti, 28, disse em recado ao músico: "não justifique o injustificável". Já Marília Mendonça, 25, completou: "Não existem justificativas ou argumentos que diminuam as provas e a existência do crime cometido. É inaceitável, intragável e brutal".

Os vídeos divulgados por Holanda neste domingo mostram agressões em ao menos três momentos diferentes, com socos, tapas e empurrões da parte dele. Já o DJ admitiu, também nas redes sociais, mas disse que reagiu a ameaças. A Polícia Civil do Ceará, onde a violência teria ocorrido, investiga o caso.

DJ Ivis já foi tecladista e produtor da banda Aviões do Forró e depois participou da reconstrução da carreira do líder do grupo, Xand Avião. Xand, sócio da empresa Vybbe, também se manifestou e disse que não admite nenhum tipo de violência.

"Não tem explicação", afirmou. Segundo ele, a produtora Vybbe vai ajudar Pamella e a filha do casal, que chega a aparecer em algumas imagens da agressão. Ele afirmou que não há como seguir trabalhando com DJ Ivis.

A cantora Solange Almeida, ex-Aviões do Forró, divulgou um vídeo orientando as mulheres vítimas da violência a procurarem ajuda. "Amor com violência é doença", disse. "Tenha consciência do ciclo da violência: primeiro vem a tensão, depois a agressão, depois a desculpa, em quarto a calmaria e em quinto a nova agressão. Em outras palavras, ele não vai mudar".

A cantora contou que já sofreu violência doméstica e afirmou que "não é fácil denunciar, mas é preciso. Briga de marido e mulher se mete a colher, sim", completou.

Lideranças políticas falaram sobre o caso e pediram providências contra a violência contra as mulheres. A vereadora Mônica Benício (PSOL-RJ), por exemplo, reforçou que é importante denunciar e combater a lógica machista e cruel. "Pamella, você não está sozinha", afirmou.

"As imagens, que não recomendo que ninguém veja, são chocantes e não deixam dúvidas da violência praticada", escreveu a vereadora Erika Hilton (PSOL-SP).

Segundo o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, o governo federal recebeu 105.671 denúncias de violência contra a mulher em 2020. Desse total, 75.753 denúncias diziam respeito à violência doméstica e familiar. Entre as principais estavam ameaça ou coação, constrangimento, agressão e tortura psíquica.

Após a divulgação dos vídeos, DJ Ivis foi afastado de todos os compromissos profissionais pela produtora Vybbe, responsável pelo gerenciamento da carreira dele. Produtor, cantor, compositor e tecladista, o artista emplacou hits como "Volta Bebê, Volta Neném", "Não Pode se Apaixonar" e "Volta Comigo BB" .


Entenda como funcionam as bandeiras tarifárias

Anúncios de aumento na conta de luz são sempre motivo de preocupação. Desde 2015 que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) resolveu adotar o sistema de bandeiras na conta de luz, para o consumidor saber se está pagando o valor normal ou um valor a mais pela energia elétrica. As bandeiras tarifárias refletem os custos variáveis da geração de energia elétrica.

Elas são indicadoras do valor da energia - de quanto está custando para o Sistema Interligado Nacional (SIN) gerar a energia usada nas casas, nos estabelecimentos comerciais e nas indústrias. Quando a conta de luz é calculada pela bandeira verde, significa que a conta não sofre nenhum acréscimo.

A bandeira amarela significa que as condições de geração de energia não estão favoráveis, e a conta sofre acréscimo de R$ 1,874 por 100 kilowatt-hora (kWh) consumido. A bandeira vermelha mostra que está mais caro gerar energia naquele período. A bandeira vermelha é dividida em dois patamares. No primeiro patamar, o valor adicional cobrado passa a ser proporcional ao consumo, na razão de R$ 3,971 por 100 kWh; o patamar 2 aplica a razão de R$ 9,492 por 100 kWh.

“Com as bandeiras tarifárias, o consumidor ganha um papel mais ativo na definição de sua conta de energia. Ao saber, por exemplo, que a bandeira está vermelha, o consumidor pode adaptar seu consumo e diminuir o valor da conta (ou, pelo menos, impedir que ele aumente)”, explica a Aneel em seu site.

Os valores das bandeiras foram reajustados no dia 29 de junho. O aumento mais significativo foi o do patamar 2 da bandeira vermelha, o mais alto de todos. O aumento foi de 52%.

Esse aumento, no entanto, não é calculado em cima do valor total da conta de luz, e sim no acréscimo gerado a cada 100 kWh consumido. O reajuste das bandeiras provoca um impacto no valor final da conta de luz, segundo a Aneel, de 4,9%.

A usina hidrelétrica, que gera energia a partir da força da água nos reservatórios, é a mais barata e a primeira opção do SIN. Por isso, em épocas de muita chuva e reservatórios cheios, a bandeira tarifária costuma ser a verde, porque a energia está sendo produzida da maneira mais em conta.

Em períodos de estiagem, quando o nível dos reservatórios diminui, é necessário captar energia de outros tipos de usina, como as termelétricas. Esse tipo de usina gera energia a partir de combustíveis fósseis, como diesel e gás. Além de ser mais poluente, é mais cara. Por isso, quando as termelétricas são acionadas, o custo da geração de energia aumenta e a bandeira tarifária muda.

Quem faz a avaliação das condições de geração de energia no país é o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). É ele que define a melhor estratégia de geração de energia para atendimento da demanda. Ela define a previsão de geração hidráulica e térmica, além do preço de liquidação da energia no mercado de curto prazo.


Há quase um ano, rede de idiomas Wizard tenta desvincular seu nome do Carlos Wizard

Pela terceira vez em um ano, a escola de idiomas Wizard precisou divulgar um comunicado para dizer que não tem relação com o empresário Carlos Wizard, que foi à CPI nesta quarta (30).

De fato, Wizard é o fundador da rede que leva seu nome, mas vendeu o negócio por R$ 2 bilhões para a multinacional Pearson em 2013.

No ano passado, quando o bilionário foi convidado para ocupar um cargo no Ministério da Saúde, a empresa colocou um aviso fixo em sua página na internet explicando que o vínculo não existia. Meses depois, o Tribunal de Justiça de São Paulo divulgou um comunicado, a pedido da Pearson, afirmando que o empresário não tinha qualquer ligação societária ou relação com a rede de escolas e a marca Wizard.

Nesta quarta, a empresa fez um novo comunicado oficial. Desta vez, foi mais direta no esforço de se desvincular do fundador: "a Wizard pertence à Pearson desde 2014 e nosso posicionamento é muito diferente do de Carlos Martins", escreveu. Enquanto isso, pipocavam nas redes sociais chamamentos para boicotes à marca que ainda leva o nome do empresário.

A confusão em torno do nome tem um contexto curioso. Carlos Wizard Martins não nasceu com o 'Wizard' na certidão.

É mais comum no mundo dos negócios que o nome do empresário batize o empreendimento. Mas com Carlos Martins foi o contrário. A rede de idiomas se incorporou ao seu nome.

Para conseguir mudar os documentos, ele disse ao juiz que, com um nome tão comum quanto Carlos Martins, ele teria dificuldades para desenvolver seu negócio, porque há muitos no mundo. Foi uma homenagem ao "Mágico de Oz" ("The Wizard of Oz", em inglês).

Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo em 2014, o bilionário disse que nome foi impresso em seus documentos e nos dos filhos. Disse também que em seu túmulo vai estar escrito Carlos Wizard Martins.

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