Now Reading:

Região sul lidera áreas irregulares de soja em MS e vê saca desvalorizar

Font Selector
Sans Serif
Serif
Font Size
A
A
You can change the font size of the content.
Share Page


Plantação de soja se desenvolve mais devagar com redução de chuvas, informa a Aprosoja. (Foto: Arquivo/Campo Grande News)

Produtores de soja do sul de Mato Grosso do Sul enfrentaram, até 26 de janeiro de 2026, maior concentração de lavouras em condição regular, queda no preço da saca e ritmo mais lento de comercialização da safra 2025/2026, segundo levantamento técnico da Aprosoja (Associação dos Produtores de Soja e Milho), com dados de campo e mercado coletados ao longo do mês.

A produção de soja no sul de Mato Grosso do Sul enfrenta desafios significativos em 2026, com apenas 51,2% das lavouras em boas condições, segundo a Aprosoja. Municípios como Dourados e Caarapó apresentam problemas devido a solos arenosos, irregularidade de chuvas e altas temperaturas.O cenário econômico também preocupa, com queda de 2,9% no preço da saca, cotada a R$ 113,00. A comercialização da safra 2025/2026 está mais lenta, com apenas 27% vendida até janeiro, representando redução de 6,3 pontos percentuais em comparação ao mesmo período do ano anterior.

A região sul do Estado apresentou o pior quadro entre as áreas acompanhadas. Apenas 51,2% das lavouras foram classificadas como boas, enquanto 42,9% ficaram na condição regular e 5,9% foram avaliadas como ruins.

O desempenho inferior se concentrou em municípios como Dourados, Caarapó, Deodápolis, Douradina e Ivinhema, onde técnicos apontaram influência de solos mais arenosos, irregularidade das chuvas, temperaturas elevadas e baixa população final de plantas.

No cenário estadual, a condição das lavouras mostrou maioria em bom estado, com 72,1% das áreas nessa classificação. Mesmo assim, o contraste regional chama atenção, já que o sul reúne uma das principais áreas produtoras de soja de Mato Grosso do Sul e apresenta índices piores que o norte, o oeste e o centro do Estado.

Ao mesmo tempo, o mercado pressionou a rentabilidade do produtor. Entre 19 e 26 de janeiro de 2026, o preço médio da saca de 60 quilos de soja em Mato Grosso do Sul caiu 2,9% e fechou cotado a R$ 113,00. Campo Grande registrou a maior desvalorização no período, com queda de 4,31%, passando de R$ 116,00 para R$ 111,00 a saca.

Outros polos importantes, como Dourados, Maracaju, Ponta Porã e Sidrolândia, também fecharam a semana com preços em baixa. Mesmo com valorização nominal de 2,24% na comparação com o mesmo período do ano passado, o recuo recente reforçou a cautela nas negociações.

Esse movimento refletiu diretamente na comercialização da safra. Até 26 de janeiro, apenas 27% da soja 2025/2026 havia sido vendida em Mato Grosso do Sul. O índice representa queda de 6,3 pontos percentuais em relação ao mesmo período da safra anterior, quando os produtores já haviam negociado uma fatia maior da produção.



Source link

Sbt