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Em meia hora de chuva, Av. João Arinos volta a alagar e gera congestionamento

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Pontilhão da BR-163 e trecho próximo à loja Pequi ficaram tomados pela água da enxurrada

Alagamento é registrado na Avenida Ministro João Arinos, próximo ao pontilhão da BR-163 (Foto: Osmar Veiga).

Com cerca de 30 minutos de chuva, o pontilhão da Avenida Ministro João Arinos começou a alagar as pistas em ao menos dois pontos na manhã desta sexta-feira (13), em Campo Grande. Um dos alagamentos foi registrado no pontilhão próximo à BR-163 e outro mais à frente, nas imediações da loja de sabão Pequi, onde o congestionamento chegou a aproximadamente 1 km.

A Avenida Ministro João Arinos, em Campo Grande, registrou novos alagamentos após apenas 30 minutos de chuva na manhã desta sexta-feira (13). Os pontos críticos foram identificados próximo ao pontilhão da BR-163 e nas imediações da loja Pequi, causando congestionamentos de aproximadamente 1 quilômetro. A água invadiu estabelecimentos comerciais e causou transtornos em bairros próximos. Segundo a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, o problema só será resolvido após a conclusão das obras de drenagem no Jardim Noroeste, que já está em fase final.

Conforme apurado pela reportagem, a avenida ainda não estava intransitável por volta das 9h10, mas a água já cobria as duas pistas, tanto no sentido Três Lagoas quanto no sentido Centro. Motoristas reduziam a velocidade ao se aproximar do pontilhão. No momento, às 9h50, a chuva começou a diminuir e o nível da água também apresentava recuo.

Também foi observado que a enxurrada, de coloração marrom e com acúmulo de terra, descia do Jardim Noroeste — problema já abordado em outras reportagens do Campo Grande News.

No trecho entre as ruas Porto Velho e Mimoso, a água chegou a invadir estabelecimentos comerciais. Funcionária de uma empresa de equipamentos hospitalares, Jiselli Braga, 45 anos, relatou que o problema é recorrente. “Toda vez que chove fica assim, independente da quantidade de chuva. Choveu, alaga”, afirmou. Segundo ela, em poucos minutos a água já começava a entrar no imóvel.

 Em meia hora de chuva, Av. João Arinos volta a alagar e gera congestionamento
Congestionamento de 1 km é registrado na Avenida João Arinos após minutos de chuva (Foto: Osmar Veiga).

No mesmo ponto, a fila de veículos no sentido Três Lagoas–Centro atingiu cerca de 1 km, com carros e caminhões que enfrentam dificuldade para cruzar a via. Parte do canteiro central cedeu, o que faz com que a água escoe pela estrutura.

Nos bairros próximos, a chuva também causou transtornos. Moradora do bairro Panorama há 11 anos, a funcionária pública Maria Vitória de Oliveira Lima, 45 anos, relatou que a Rua Prudentópolis, próximo à esquina com a Rua Porto Velho, ficou completamente alagada.

“Com 15 minutos de chuva já ficou assim. Essa enxurrada vem do Jardim Noroeste, passa pela João Arinos e chega no bairro”, explicou. “Em toda chuva acontece isso. Eu tô com o meu carro na garagem, precisava sair, mas dá medo de sair. E detalhe: minha rua é asfaltada. Depois que vem a enxurrada, fica com terra, é horrível”.

Problema antigo – A região já registrou alagamentos anteriores. Em 13 de janeiro deste ano, uma chuva forte no fim da tarde deixou veículos ilhados na altura do viaduto da João Arinos. Na ocasião, o Corpo de Bombeiros precisou resgatar pessoas que subiram no teto dos carros após a água subir rapidamente.

Conforme dito anteriormente pelo  secretário da Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos), Marcelo Miglioli, os alagamentos só devem ser resolvidos com a conclusão das obras de drenagem no Jardim Noroeste. Segundo ele, parte do serviço já está em fase final e, conforme ele, deve reduzir os impactos das enxurradas na região do Parque dos Poderes.

“Conforme a gente for avançando com o Noroeste na parte de drenagem e pavimentação, vamos minimizar essas situações naquela região. Mas, enquanto não fizermos a pavimentação e a drenagem do Noroeste, não tem como evitar alagamentos em chuvas torrenciais”, pontuou o secretário anteriormente.



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