Com a água já na altura do joelho, o desempregado Fernando da Cruz Silva, 33 anos, precisou improvisar para evitar que o alagamento invadisse sua casa na Rua Prudentópolis, no Bairro Jardim Panorama, em Campo Grande. Na manhã desta quinta-feira (13), ele retirou entulhos que entupiam a boca de lobo em frente ao imóvel e conseguiu fazer a água escoar.
A forte chuva que atingiu Campo Grande nesta quinta-feira (13) causou alagamentos e transtornos nos bairros Vivendas do Parque e Panorama. Moradores enfrentaram ruas transformadas em rios, com água na altura do joelho, e precisaram improvisar para evitar que a água invadisse suas residências.Nas vias sem pavimentação, a situação foi ainda mais crítica, com cascalhos arrastados pela enxurrada, formando buracos e desníveis. A Avenida Ministro João Arinos e outras ruas da região ficaram intransitáveis, afetando a rotina dos moradores, que relatam que os problemas são recorrentes em dias chuvosos.
“A rua estava alagando porque tinha muita coisa presa. A água não estava descendo. Tirei o entulho e deu uma escoada boa”, relatou.
A chuva que atingiu a Capital transformou as ruas dos bairros Vivendas do Parque e Panorama em verdadeiros rios. Segundo moradores, a água que desce da região do Noroeste invadiu as vias, arrastou cascalho, pedras e lixo.
Nas ruas sem asfalto, o cenário foi ainda mais crítico. O cascalho foi levado pela enxurrada, deixando buracos e trechos desnivelados. Onde a água não tomou conta, o que ficou foi sujeira espalhada pelo chão.
Fernando mora no bairro desde 2023 e afirma que a situação piorou recentemente. “Quando me mudei era mais tranquilo. Minha esposa mora aqui há mais tempo e fala que não era assim”, contou. Por volta das 9h30, quando a chuva começou a diminuir, ele ainda limpava a frente da casa para evitar que a lama e o lixo entrassem no imóvel.
A manicure Amanayara Franco do Nascimento, 30 anos, também enfrentou dificuldades. Ela precisou buscar a filha de 2 anos na creche, por volta das 9h, em meio à chuva. A menina está em período de adaptação e não pôde permanecer na unidade.
Subindo a Rua Três Poderes, Amanayara descreveu o cenário como “caos total”. A rua está desnivelada, cheia de pedras grandes, e a água vira um riacho. Com guarda-chuva em uma mão e a filha no colo, ela enfrentou o único trajeto possível até sua casa. “Na ida foi mais tranquilo, mas a volta foi bem mais difícil por estar com ela.”
Moradora antiga da região, ela se mudou recentemente para o bairro. Antes, morava na entrada da Maria Aparecida Pedrossian e afirma que os problemas se repetem sempre que chove. “Mesmo morando em rua sem asfalto, toda vez que chove fica tomada por entulho” , afirmou.
Problema antigo – A região já registrou alagamentos anteriores. Em 13 de janeiro deste ano, uma chuva forte no fim da tarde deixou veículos ilhados na altura do viaduto da João Arinos. Na ocasião, o Corpo de Bombeiros precisou resgatar pessoas que subiram no teto dos carros após a água subir rapidamente.
Conforme dito anteriormente pelo secretário da Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos), Marcelo Miglioli, os alagamentos só devem ser resolvidos com a conclusão das obras de drenagem no Jardim Noroeste. Segundo ele, parte do serviço já está em fase final e, conforme ele, deve reduzir os impactos das enxurradas na região do Parque dos Poderes.
“Conforme a gente for avançando com o Noroeste na parte de drenagem e pavimentação, vamos minimizar essas situações naquela região. Mas, enquanto não fizermos a pavimentação e a drenagem do Noroeste, não tem como evitar alagamentos em chuvas torrenciais”, pontuou o secretário anteriormente.
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