Cozinheira se jogou no samba e aproveitou o camarote particular de um jeito inusitado
Quem passou pelo cortejo do Cordão Valu na Avenida Calógeras neste sábado (12) talvez tenha olhado duas vezes para cima. Na primeira achando graça, depois com preocupação. Lá de cima, na laje da sacada de um prédio, Rosimeire Sampaio Dias sambava sem timidez ou medo. O vídeo do momento da dança rendeu inúmeros comentários nas redes sociais elogiando a “musa da laje” e claro, muita curiosidade sobre quem é a carnavalesca.
Durante o cortejo do Cordão Valu em Campo Grande, Rosimeire Sampaio Dias, de 59 anos, chamou atenção ao sambar na laje de uma sacada sem proteção na Avenida Calógeras. A cozinheira, natural de Corumbá, viralizou nas redes sociais como a “musa da laje”. Apaixonada pelo Carnaval, Rosimeire tranquilizou os preocupados garantindo que tomou as precauções necessárias na estrutura. Para ela, a festa é um estado de espírito que transcende localização, prometendo continuar dançando onde quer que esteja, sempre com alegria e cautela.
Com um sorriso aberto, ela recebeu o Lado B neste domingo (13) para explicar como requebra lá de cima e aproveitou para tranquilizar as pessoas. Para ela, não há motivos para ter medo, mesmo a laje não tendo guarda-corpo.

Aos 59 anos, a cozinheira é dessas pessoas que carregam o samba no corpo. Ela se jogou no ritmo e aproveitou o camarote particular de um jeito inusitado. No segundo dia de Bloco na Esplanada Ferroviária, Rosi repetiu a alegria na laje.
Ele conta que onde ela está sempre cabe um batuque, mesmo longe da terra natal, Corumbá, que para ela é sinônimo de Carnaval.
“Sou apaixonada pelo Carnaval. Lá em Corumbá é samba no pé, no dedinho. Mas quando a gente ama de coração e alma, não tem cidade específica. Onde eu estiver, vou sambar e fazer o meu Carnaval. O importante é pular”, conta.
E foi exatamente isso que aconteceu na sacada. A adrenalina falou alto, a música chamou e ela se soltou. Para quem ficou apreensivo, Rosimeire garante que se cuidou e que a estrutura é segura.
“Quando você gosta mesmo, nem vê perigo, só quer se soltar. Mas pode ficar tranquilo que me cuidei. E se tiver Carnaval de novo, eu sambo outra vez, com remelecho e todo cuidado do mundo.”
No fim das contas, a cena que assustou alguns virou recado e lembrete do que ela defende, de que o Carnaval é um estado de espírito. E, se depender dela, sempre vai ter samba, nem que seja na laje.










