Programação integra a Zona Azul e reúne debates, lançamentos e rodas de conversa sobre conservação de espécies
O MMA (Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima) divulgou nesta terça-feira (3 ) o resultado da seleção de eventos que irão compor a programação oficial do Espaço Brasil durante a COP15 (15ª Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres). A conferência será realizada de 23 a 29 de março, em Campo Grande.
O Ministério do Meio Ambiente selecionou 50 propostas para compor a programação do Espaço Brasil durante a COP15, que acontecerá de 23 a 29 de março em Campo Grande. A conferência é dedicada à Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres.Os eventos aprovados incluem painéis técnicos e rodas de conversa sobre conservação marinha, conectividade ecológica e governança territorial. As atividades serão realizadas no Espaço Brasil, na Zona Azul da COP15, e no espaço Conexões sem Fronteiras, no Bioparque Pantanal, com sessões de 50 minutos cada.
Ao todo, 50 propostas foram aprovadas entre as 83 submetidas. As atividades ocorrerão entre os dias 23 e 27 de março, com sessões de 50 minutos cada, distribuídas em dois locais: o Espaço Brasil, na Zona Azul da COP15, e o espaço Conexões sem Fronteiras, no Bioparque Pantanal. Atos, lançamentos e celebrações serão realizados no espaço Conexões Pantaneiras.
As propostas foram analisadas pelo Comitê Técnico do Espaço Brasil, formado por representantes do MMA e do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis).
A COP15 é promovida no âmbito da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres, tratado ambiental das Nações Unidas em vigor desde 1979. A convenção reúne 133 países signatários e abrange 1.189 espécies migratórias, entre aves, mamíferos, peixes, répteis e insetos. O objetivo é promover a conservação dessas espécies, de seus habitats e de suas rotas migratórias em escala global.
O Espaço Brasil foi concebido para reunir a comunidade dedicada ao tema em torno de experiências, iniciativas e debates sobre pressões e ameaças às espécies migratórias, estratégias de manejo e conservação, educação ambiental, participação de povos e comunidades tradicionais e o conceito de saúde única, em diferentes ecossistemas e grupos biológicos. As ações complementam os eventos paralelos organizados pelo secretariado da CMS, voltados sobretudo a casos internacionais, e devem manter relação direta com o Brasil.
Entre os eventos aprovados para o formato de atos e lançamentos, que ocorrerão no espaço Conexões Pantaneiras, estão:
- Subsídios Técnico-Científicos para Elaboração do NDF do Tubarão Azul: Síntese Integrada dos Relatórios Produzidos para o Ibama
- BNDES Floresta Viva: restaurando habitats para espécies migratórias
- Apresentação da Iniciativa Conserva Aves no Brasil
- Lançamento do Mapa de Colisões com Fauna – COFAUNA
- Conservação de habitats para espécies migratórias em áreas protegidas do Brasil e o papel dos Sítios Ramsar no fortalecimento da governança territorial em um cenário de emergência climática
- Lançamento de livros: Aves migratórias no Brasil e Aves do Caminho da Escola
- Lançamento Público da Rede Pantaneira pela Coexistência Humano-Onça
- Parcerias institucionais para o fortalecimento das ações de conservação de onças-pintadas no Brasil – Celebração da assinatura da parceria entre WWF-Brasil e Panthera-Brasil
- Aves dos Manguezais
Painéis técnicos e rodas de conversa
Os painéis técnicos e rodas de conversa serão realizados tanto no Espaço Brasil, na Zona Azul, quanto no espaço Conexões Pantaneiras, no Bioparque. Entre os temas selecionados estão conservação marinha, conectividade ecológica, governança territorial, integração entre convenções internacionais, impactos climáticos e conhecimento tradicional.
A programação inclui debates como “Tubarões no Limite”, “Coexistência que atravessa fronteiras (Coexistence Across Borders)”, “Conservação e monitoramento de quelônios migratórios amazônicos”, “Governança multinível para a gestão pesqueira sustentável”, “Espécies Migratórias na Amazônia: Desafios, Impactos Antrópicos e Educação Ambiental como Estratégia de Conservação”, “Vigilância animal integrada em aves silvestres no contexto de uma só saúde”, “Estratégias e ações para a conservação de populações críticas de onça-pintada no Brasil e zonas transfronteiriças” e “Berçários do Atlântico Sul: Abrolhos e conservação de espécies migratórias globais”, entre outros.
Também constam na lista discussões sobre corredores ecológicos e sociobioculturais na Amazônia, conectividade entre territórios e áreas protegidas, turismo de observação de aves como ferramenta de conservação, integração entre políticas públicas e inovação tecnológica, além de iniciativas voltadas a sítios Ramsar e áreas públicas não destinadas.
Nos próximos dias, após a definição dos locais específicos para cada atividade, o MMA entrará em contato com os coordenadores das propostas selecionadas para confirmar o interesse na participação. O prazo para resposta será de até três dias úteis.
Rodas de conversa e painéis técnicos serão realizados no Espaço Brasil, na Zona Azul da COP15, e no espaço Conexões Pantaneiras, no Bioparque (alguns em língua inglesa):
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Tubarões no Limite
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Coexistência que atravessa fronteiras (Coexistence Across Borders)
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Shared Governance in the Pantanal: Conserving Migratory Species at the Sesc Private Reserve and Ramsar Site
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Conservação e monitoramento de quelônios migratórios amazônicos: integração entre políticas públicas, inovação tecnológica e cooperação transfronteiriça
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Checklist de Elasmobrânquios nos Apêndices da CMS e CITES: Estado do Conhecimento, NDFs Necessários e Articulação entre Países da América do Sul para Conservação de Espécies Migratórias por meio de Corredores Ecológicos e Áreas Marinhas Protegidas
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Conservação de Espécies Migratórias em Campos Nativos: Sinergias para a Biodiversidade e a Resiliência Climática
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Pastorialismo: práticas de redução de impacto nas espécies migratórias e ampliação da resiliência nos ecossistemas
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Conectividade do local ao global: o papel das cidades na proteção de espécies migratórias
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Integração entre Convenções que tratam da Conservação das Tartarugas Marinhas
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Fragilidades e Oportunidades na Conservação de Aves Campestres Migratórias no Brasil
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Do Manguezal ao Pantanal: a importância das zonas úmidas para espécies migratórias e o papel da cooperação para a conservação
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Governança multinível para a gestão pesqueira sustentável e a conservação de espécies migratórias marinhas
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Rede Biomar: Ações Integradas para a Conservação das Espécies Migratórias e Biodiversidade Marinha no Brasil
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Birdwatching para a conservação das Aves Pelágicas no Litoral de Santa Catarina
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Espécies Migratórias na Amazônia: Desafios, Impactos Antrópicos e Educação Ambiental como Estratégia de Conservação
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Aves migratórias no alto rio Negro: conhecimentos indígenas no Noroeste Amazônico
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The Vital Role of Socioecological Connectivity in Conserving Freshwater Biodiversity and Local Livelihoods in the Amazon
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Vigilância animal integrada em aves silvestres no contexto de uma só saúde
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A Baleia-franca e as Mulheres do Maretório
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Creating Amazon-wide synergies for the conservation of migratory catfish
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Turismo de Observação de Aves como Ferramenta de Conservação de Espécies Migratórias no Mato Grosso do Sul
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Infraestrutura Digital para Conservação: fortalecendo a governança e a proteção de habitats de espécies migratórias por meio da plataforma Brogota
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Respostas regionais às vulnerabilidades climáticas da dourada e da piramutaba
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Governança Territorial e Conectividade Ecológica: uma Estratégia Integrada para os Sítios Ramsar do Rio Negro, Juruá e Estuário da Foz do Amazonas e seus Manguezais na proteção de habitats críticos para espécies migratórias
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Dos Compromissos à Conectividade: Avançando na Implementação do Plano de Ação para as Baleias do Atlântico Sul
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RPPNs como Corredores de Vida: O Papel das Reservas Particulares na Conservação de Espécies Migratórias
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Corredores ecológicos e sociobioculturais para manutenção de processos migratórios na Amazônia
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