Funcionário confessou crime e afirmou ter mentido porque enfrentava dificuldades financeiras
Homem que não teve o nome divulgado foi preso nesta quinta-feira (8), em Fátima do Sul, a 239 quilômetros de Campo Grande, após confessar que inventou um roubo e colocou fogo no carro da empresa em que trabalhava para tentar enganar a polícia. O caso foi esclarecido pelo SIG (Setor de Investigações Gerais) da 1ª Delegacia de Polícia do município.
Em Fátima do Sul (MS), um homem foi preso após confessar ter forjado um roubo e incendiado o próprio veículo. O caso foi descoberto pelo Setor de Investigações Gerais da 1ª Delegacia de Polícia, que identificou contradições no relato inicial.O suspeito admitiu ter inventado o assalto devido a dificuldades financeiras. Ele queimou seu veículo usando combustível e mentiu sobre uma carga de mel inexistente. O homem responderá por falsa comunicação de crime e dano qualificado, conforme o Código Penal.
De acordo com a Polícia Civil, a ocorrência começou com o registro de um suposto roubo de veículo que transportava uma carga de mel. A história inicial apontava para uma ação criminosa praticada por terceiros. Durante as diligências técnicas e investigativas, os policiais identificaram contradições relevantes no relato apresentado pelo comunicante.
Confrontado com as provas reunidas, o homem confessou que o roubo nunca aconteceu. Em interrogatório, ele afirmou que enfrentava dificuldades financeiras e dívidas ligadas à atividade profissional. Para tentar resolver a situação, decidiu inventar o assalto e, em seguida, incendiar o veículo em uma estrada vicinal da região, usando o próprio combustível.
O investigado também admitiu que agiu sozinho, sem ajuda de outras pessoas. O telefone celular que teria sido levado no falso roubo foi encontrado em sua posse e apreendido. A carga de mel descrita no boletim de ocorrência sequer existia, segundo o que foi constatado pela investigação.
Conforme apurado pelo Campo Grande News, o veículo incendiado pertencia à empresa de mel para a qual o homem prestava serviço.

Com a confissão e os elementos probatórios, a Polícia Civil concluiu que se tratava de um falso roubo. O homem responderá pelos crimes de falsa comunicação de crime e dano qualificado, conforme previsto no Código Penal.
Em nota, a Polícia Civil reforçou que comunicações falsas mobilizam indevidamente as forças de segurança, desviam recursos públicos e prejudicam o atendimento de ocorrências reais, motivo pelo qual tais condutas são rigorosamente apuradas e responsabilizadas.
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