A humanidade se aproxima do abismo empurrado, principalmente, pelas ações de Donald Trump. O líder do negacionismo climático, promotor de energias nucleares obsoletas, derivados de petróleo e detonador de novos conflitos acendeu, permanentemente, o rastilho do apocalipse. Os responsáveis pelo Boletim de Cientistas Atômicos, que ajustam a cada ano o simbólico Relógio do Apocalipse, situaram em 2026 o fim do mundo a tão somente 85 segundos, quatro a menos que no ano passado e mais próximo do que nunca do último instante da existência da humanidade.
Só piorará.
Não há resposta no mundo às atitudes dentro dos EUA, na Rússia, Ucrânia, China, Coreia do Norte ou Japão que obstaculizem as retóricas e políticas de Trump. Ninguém no mundo lidera uma vertente que ponha limites a todos eles. Ninguém evita a descontrolada carreira armamentista ou a bagunça climática. Os ataques ao meio ambiente escalaram, o dióxido de carbono e os níveis mundiais do mar alcançaram máximos históricos, secas, incêndios, inundações e tormentas continuam intensificando-se. E isto só tende a piorar. A inteligência artificial está sem controle, potenciando a desinformação.
Criado por Einstein e Oppenheimer.
Este cronômetro do fim dos dias é um mecanismo simbólico utilizado como advertência pelo integrantes do Boletim, quase todos Prêmios Nobel, e foi gestado por Albert Einstein e Robert Oppenheimer com vários integrantes do Projeto Manhattan – que desenvolveu as primeiras armas nucleares. Desde há 79 anos ajustam o relógio. Em 1.947, quando funcionou pela primeira vez, a humanidade estava a sete minutos de sua meia-noite, de seu fim. Desde então, o relógio foi adiantado 27 vezes, incluindo a atual. O único “bom” momento do relógio foi na época da Queda do Muro de Berlim. O Tratado de Redução de Armas Estratégicas e desarme atômico, firmado por Bush e Gorbachov atrasaram o relógio do fim do mundo em sete minutos, ficando a 17 minutos do fim do mundo. Comparem com os atuais 85 segundos e acendam o alarme.
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