Caso Henry Borel: Dr. Jairinho e mãe do menino são presos pela Polícia Civil

Assista ao momento em que casal chega na delegacia da Barra da Tijuca, no Rio

https://www.youtube.com/watch?v=-nY42SE1V08

Um mês após a morte do menino Henry Borel, a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro prendeu na manhã desta quinta-feira (08.abr) o vereador carioca Dr. Jairinho (Solidariedade) e a mãe Monique Medeiros.

O casal é suspeito de atrapalhar as investigações da morte do menino e de ameaçar testemunhas para combinar versões. Os mandados de prisão do casal foram expedidos na quarta-feira (7.mar) pelo 2º Tribunal do Juri da Capital.

Dr. Jairinho e Monique ficaram presos de forma temporária por 30 dias. Os investigadores do 16º Distrito Policial da Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, apontam que o menino foi assassinado.

Os detalhes das agressões, da tortura e da personalidade do vereador Dr Jairinho, e a conivência da mãe Monique, serão reveladas em uma coletiva às 11h.

SBT News


Mortes de negros pela polícia ultrapassam 60% em estados brasileiros

Um estudo divulgado nesta quarta-feira, 9, pela Rede de Observatórios da Segurança comprova que a letalidade policial é muito maior entre os negros. Dados levantados em cinco Estados - São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Ceará e Pernambuco - apontam que a população negra é a que mais morre pela polícia, seja em números absolutos ou proporcionalmente. Chamou a atenção dos pesquisadores a diferença gritante em alguns casos, o que para eles deixa claro que há racismo institucionalizado.

O número que mais impressionou foi o da Bahia, onde 97% dos 650 mortos pela polícia no ano passado eram negros. Em Pernambuco, esse dado também foi alarmante, chegando a 93%. "Hoje não dá mais para dizer que tem viés racial. A gente tem que dizer o nome exato que isso tem. Tem que dizer que existe racismo por parte do Estado", afirma Silvia Ramos, coordenadora da Rede de Observatórios da Segurança e do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania.

Em São Paulo, por sua vez, 64% dos mortos pela polícia no ano passado eram negros © ALEX SILVA/ESTADAO Em São Paulo, por sua vez, 64% dos mortos pela polícia no ano passado eram negros
A pesquisadora ressalta que os números dizem respeito apenas a mortes ocorridas em intervenções da polícia. "Esse tipo de problema de violência é muito específico. Não estamos falando de crimes contra patrimônio, de homicídios ocorridos em brigas de facções. Estamos falando de um agente da lei que produziu uma morte, sem considerar se depois foi julgado como legítima defesa ou não", pontua Silvia. "Estamos olhando a cor dessas mortes, patrocinadas pelo Estado, seja contra um criminoso ou uma vítima inocente."

No Rio de Janeiro, apesar de 51% da população ser negra, os mortos por policiais nesse grupo de pessoas chegou a 86% em 2019 - em números gerais, o total de mortes em intervenções da polícia foi o maior em três décadas. Em São Paulo, por sua vez, 64% dos mortos pela polícia no ano passado eram negros.

Outro dado que alarmou os pesquisadores foi encontrado no Ceará: segundo a pesquisa, em 77% dos casos as vítimas não tiveram sequer sua cor notificada. Entre as que tiveram, 87% eram negras.

"Quando um agente público não preenche um dado, como sexo da vítima, idade ou grau de escolaridade, por exemplo, você até entende que isso pode demandar algum tipo de trabalho, de levantamento. Mas não informar a cor da vítima? É uma combinação de indiferença, de desleixo e, muito mais grave, de racismo por parte de agentes do Estado", afirma Silvia.

Todos os dados que embasaram a pesquisa foram obtidos através da Lei de Acesso à Informação, e comparados com o censo do IBGE. Sobre isso, a Rede de Observatórios da Segurança lamenta a dificuldade em conseguir os números oficiais.

"É quase que uma batalha que temos que travar com cada secretaria de Segurança. Apesar de a gente ter Lei da Transparência, as Leis de Acesso à Informação, está mais dificil agora do que há dois ou três anos. É muito mais fácil conseguir dados de outros crimes do que os da violência policial. Parece que há uma orientação para não divulgarem", comenta Silvia Ramos.

O governo do Rio disse à reportagem que a política de segurança é baseada em inteligência e tecnologia das polícias. "A atuação das polícias tem sempre, como princípio, a preservação das vidas. Os números do Instituto de Segurança Pública (ISP) comprovam isso: de janeiro a outubro de 2020 houve uma queda de 30,8% nas mortes por intervenção de agentes do estado em relação ao mesmo período de 2019", informou o governo, que acrescentou que todas as mortes praticadas ou não por agentes do Estadão são apuradas com rigor.

A Secretaria da Segurança de São Paulo disse não conhecer a metodologia da pesquisa e esclareceu que o compromisso das forças de segurança do Estado é "com a vida, razão pela qual medidas para a redução de mortes são permanentemente estudadas e implementadas pela pasta". "A quantidade de pessoas mortas em confronto com policiais militares em serviço vem caindo de maneira consistente no Estado de São Paulo", acrescentou a pasta, que detalhou que outubro foi o quinto mês de queda consecutiva do indicador. As mortes cometidas por policiais são "rigorosamente investigadas", apontou a secretaria.

"A Secretaria da Segurança Pública da Bahia ressalta que as ações policiais são realizadas após levantamentos de inteligência e observação da mancha criminal. A SSP destaca ainda que todos casos que resultam em mortes são apurados pela Corregedoria e, existindo indício de ausência de confronto, os policiais são afastados, investigados e punidos, caso se comprove a atuação delituosa."

O Estadão também entrou em contato com as secretarias de Segurança dos Estados de Ceará e Pernambuco, e pediu um posicionamento sobre os dados de cada um deles, mas ainda não obteve retorno.


Homem negro é espancado até a morte em supermercado

Dois homens brancos, incluindo um PM, foram presos por agredir e matar João Alberto Silveira Freitas, de 40 anos. Em nota, Carrefour chamou ato de criminoso e anunciou o rompimento do contrato com empresa que 'responde pelos seguranças que cometeram a agressão'.

Imagem de vídeo que circula em redes sociais do momento em que homem negro foi espancado até a morte em unidade do Carrefour em Porto Alegre — Foto: Reprodução

Veja comentário do apresentador Tata Marques em seu programa:

https://youtu.be/gjEfW-preLI


Advogados dizem desconhecer pedido de 'namorado' por herança de Gugu

Nesta quinta-feira (13), passou a circular na imprensa que Thiago Salvatico, suposto ex-companheiro de Gugu Liberato, teria entrado na briga pela herança do apresentador.

Segundo a colunista Sonia Racy, do 'Estadão', Thiago teria procurado um escritório de advocacia para representá-lo no processo de inventário do apresentador. Ainda segundo a colunista, uma das representantes do escritório confirmou que o rapaz seria de fato companheiro de Gugu, mas não detalhou o que o rapaz pede na ação. Thiago e Gugu teriam mantido um relacionamento estável por oito anos e fizeram dezenas de viagens juntos pelo mundo.

Porém, de acordo com a colunista Fábia Oliveira, do jornal 'O Dia', a assessoria da família de Gugu disse desconhecer a informação: "Os advogados que representam a família de Gugu não tem conhecimento sobre qualquer novo processo."

Além de Thiago, Rose Miriam Di Matteo, mãe dos filhos de Gugu, também tem uma ação na Justiça envolvendo o inventário, onde busca o reconhecimento de união estável com o apresentador. A família de Gugu, por sua vez, afirma que os dois nunca foram um casal e apenas tiveram filhos junto.


Toffoli derruba censura contra Porta dos Fundos e Netflix

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, decidiu nesta quinta-feira atender ao pedido da Netflix e derrubou a censura imposta pelo desembargador Benedicto Abicair, da 6.ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Sob a alegação de “acalmar ânimos”, o desembargador havia determinado a retirada do ar de um especial de fim de ano do grupo humorístico Porta dos Fundos que retrata Jesus Cristo como homossexual. O filme, disponibilizado para os usuários da plataforma, mostra Jesus como um homossexual que se envolve com Lúcifer, além de Maria trair José com Deus. A polêmica em torno da obra ganhou novos contornos após um atentado semanas atrás contra a sede da produtora do Porta dos Fundos, no bairro de Humaitá, na zona sul do Rio. Dois coquetéis molotov foram lançados contra as instalações.

Fonte: Terra


Produtores rurais entram na justiça pedindo detalhamento das contas do Fundersul

Produtores rurais entraram na justiça para pedir detalhamento das contas do Fundersul. Neste ano, o fundo tinha quase R$ 700 milhões em recursos.

https://www.youtube.com/watch?v=RVts2IneuDY


O décimo primeiro julgamento do homem conhecido como serial killer na Capital

Está acontecendo hoje (06) mais um júri do homem que ficou conhecido como serial killer. É o décimo primeiro julgamento e está cada vez mais claro que a gente está falando de uma pessoa desequilibrada.

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Polícia indicia Najila Trindade por extorsão contra Neymar

A decisão foi tomada pela delegada Monique Lima, do 11º DP, após a conclusão dos dois inquéritos,

(UOL/FOLHAPRESS) – A Polícia Civil de São Paulo anunciou nesta terça (10) o indiciamento da modelo Najila Trindade pelos crimes de denunciação caluniosa, fraude processual e extorsão. A decisão foi tomada pela delegada Monique Lima, do 11º DP, após a conclusão dos dois inquéritos, que tramitavam em conjunto com o da 6ª Delegacia de Defesa da Mulher, envolvendo o atacante Neymar.

“Não posso me manifestar se não tive acesso ao relatório dela. Nem eu, nem MP tivemos acesso”, disse o advogado da modelo, Cosme Araújo Santos. Ele afirmou que tentou acesso ao inquérito nesta segunda (9), porém conseguiu somente parte do documento.

Além de Najila, Estivens Alves, ex-marido da dela, também foi indiciado. No caso dele, os crimes seriam fraude processual e divulgação de material com conteúdo erótico de Najila. De acordo com as autoridades, Estivens mandou as imagens a um repórter em troca de publicações suas na internet.

Estivens Alves também afirmou que aguardará acesso ao inquérito para se manifestar sobre o caso. “Vou ler o material, conversar com minha advogada e só então me pronunciar”, disse.

O caso de estupro envolvendo o atacante Neymar foi arquivado em 8 de agosto, pela juíza Ana Paula Gomes Galvão Vieira de Moraes, da Vara da Região Sul 2 de Violência Doméstica Familiar. Ela acatou um pedido do Ministério Público de São Paulo.

A decisão, no entanto, não significava que Neymar foi considerado inocente. Caso haja novas provas, o inquérito poderá ser reaberto a qualquer momento.

Durante entrevista coletiva na época, a promotora Flávia Merlini afirmou que os laudos do IML (Instituto Médico Legal) não constataram nenhum sinal de violência em Najila. O único presente seria uma lesão no dedo, ocorrida no dia seguinte ao suposto estupro, quando a modelo brigou com Neymar no quarto do hotel.

A defesa de Najila entrou duas semanas depois com o pedido para desarquivar o inquérito e retomar as investigações. O Ministério Público se manifestou contra, avaliação que prevaleceu na decisão da juíza Ana Paula Gomes Galvão Vieira de Moraes.


Polícia prende suspeito de brutal ataque homofóbico em PE

(FOLHAPRESS) - A Polícia Civil de Pernambuco prendeu o principal suspeito de estuprar, apedrejar e espancar a pauladas o estudante Jefferson Anderson Feijó da Cruz, 23. Robson da Silva Alexandre, 25, foi preso preventivamente após decisão da Justiça. O nome dele já havia sido apontado no inquérito policial e na denúncia do Ministério Público, mas só foi detido quase oito meses depois do crime, no dia 1º deste mês.

A reportagem da Folha de S.Paulo procurou, mas não localizou a defesa do suspeito. Aos policiais civis, Robson negou qualquer participação no crime.

Robson vai responder na Justiça pelo crime de tentativa de homicídio, que, segundo as investigações do Ministério Público, foi motivado por homofobia. Jefferson é gay.

O crime chocou a pequena Moreno, cidade-dormitório do Recife, pela grande violência contra a vítima, que ficou sem andar e falar. Jefferson só come por meio de sonda e respira com ajuda de uma traqueostomia. Também perdeu as funções cognitivas –não discerne fatos e nem expressa emoções.

"Recebi a notícia da prisão e senti um grande alívio. Vivi esses meses todos com muita angústia. O meu medo era que ele fizesse a mesma coisa com outra pessoa", disse, emocionada, a dona de casa Etiene Feijó de Melo, a mãe de Jefferson.

O suspeito está preso no Cotel (Centro de Observação Criminológica e Triagem Professor Everardo Luna), em Abreu e Lima, cidade da região metropolitana do Recife.

ENTENDA O CASO

Naquela noite de 7 de dezembro de 2018, Jefferson estava com o sorriso largo, lembra Gabrielle Maria da Conceição, 19. Ela e mais cinco amigos foram convidados por ele para uma noite regada a cachaça na praça da Bandeira, lugar mais descolado da cidade de 62 mil habitantes.

Jefferson tinha motivos para comemorar. Havia concluído o ensino médio e planejava com a ajuda do pai entrar na universidade. Contou aos amigos que queria ser fotógrafo e também pensava em cursar direito.

A amiga diz que o encontro avançou pela madrugada, porque a cidade também estava em festa. Era dia de Nossa Senhora da Conceição, santa padroeira de Moreno.

Entre um gole e outro, a adolescente conta que viu Robson, um homem que ela conhecia apenas de vista, se aproximar aos poucos do amigo. Na primeira investida, ele pediu um gole de cachaça. Um tempo depois, quis beijar Jefferson. "Dá para a gente ficar?", teria perguntado o acusado.

Segundo Gabrielle, Jefferson respondeu: "Oxe, eu tenho namorado e não preciso disso, não". Ao longo daquela madrugada, a adolescente diz que Jefferson reclamou muito que o acusado estava "encharcando", uma gíria local que significa "insistindo".

Em uma das idas ao banheiro com o amigo, Gabrielle diz que Jefferson contou que se sentia ameaçado sendo gay e vivendo no interior do Brasil. "Eu ia ficar tão mal se apanhasse por ser gay que nem teria coragem de sair de casa", disse ele, segundo a amiga.

Minutos depois de revelar o medo, ele entraria nas estatísticas de violência contra os LGBTs no país. De acordo com o Atlas da Violência do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), cresceu 10% o número de notificações de agressão contra gays e 35% contra bissexuais de 2015 para 2016, chegando a um total de 5.930 casos, de abuso sexual a tortura.

Jefferson foi espancado quando saiu da praça para urinar pela segunda vez em um beco do prédio do Detran (Departamento de Trânsito) de Moreno. Ele foi seguido pelo acusado, que depois foi visto pelos amigos da vítima com as mãos ensanguentadas, além de ter sido gravado por câmeras de segurança deixando o local do crime. "Eu perguntei: cadê o Jefferson? Ele me empurrou e disse que o Jeff estava vindo", contou a amiga Gabrielle.

Não se sabe quanto tempo durou a sessão de tortura. A maioria dos golpes, segundo a Polícia Civil, atingiu a cabeça da vítima.

Jefferson foi encontrado banhado de sangue e desacordado. Estava de bruços, com a cueca descida até os joelhos e a camiseta levantada.

Russeaux Vieira de Araújo, promotor responsável pelo caso, disse que o acusado teve duas intenções. "A primeira foi a de estuprar o rapaz e, a segunda, mediante violência física, de subtrair o celular dele", afirmou.

Jefferson foi socorrido pelos amigos e levado a uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento), mas deixou o local rapidamente devido ao agravamento de seu estado de saúde. "Ele estava desfigurado", disse o tio George Dean de Oliveira, 49.

No Hospital da Restauração, no Recife, foi direto para a UTI, onde ficou um mês em coma. Com um quadro mais estável, foi transferido ao Hospital Tricentenário, em Olinda (PE), onde permaneceu internado até julho.

O episódio mudou os rumos da família Feijó de Melo. Etiene se mudou para Olinda com o marido, Marcos, para uma casa colada ao Tricentenário. "Toda a atenção é para ele", contou a mãe.

A família contratou uma equipe composta por enfermeira, fisioterapeuta e fonoaudiólogo para prestar assistência ao filho em casa. Ter essa assistência domiciliar foi a prerrogativa dada pelo hospital para liberar o jovem da unidade.

Jefferson já responde bem ao tratamento, afirma a mãe. "Ele já mexe os pés e parece estar ouvindo tudo o que a gente fala. Para todos nós, é um grande avanço."

A assistência em casa só foi possível porque uma vaquinha virtual arrecadou R$ 123 mil, com o apoio de 1.941 doadores.

HOMOFOBIA

Etiene disse que a família é evangélica e sabia que Jefferson é gay, mas nunca havia tocado no assunto."O máximo que eu pedia era que ele não levasse nenhum homem para dentro de casa". Mas nada explica a violência que o filho sofreu, diz ela. "Queremos Justiça. Queremos que o rapaz que fez isso com ele seja preso. É o mínimo."

O promotor vê no episódio uma conotação homofóbica clara. "O acusado manteve um intenso assédio contra o Jefferson. E mesmo tendo recusada a prática sexual, esperou o estudante se colocar em posição de fragilidade para agredi-lo e violentá-lo sexualmente a força", explicou.

"O acusado é conhecido na cidade como 'papa frango', uma expressão usada para homens que fazem sexo com homens em troca de dinheiro", completou o promotor.

Apesar disso, diz Russeaux, Robson não foi denunciado por homofobia, mas por estupro com agravante de lesão corporal grave, além de roubo. "Ainda não havia previsão legal para tipificar a homofobia."

Foi no dia 23 de maio que o STF (Supremo Tribunal Federal) formou maioria dos ministros para enquadrar a homofobia como um dos crimes de racismo, até o Congresso aprovar lei sobre o tema.

Em nota, o Tribunal de Justiça de Pernambuco afirmou que o processo está sob segredo de Justiça por se tratar de crime sexual.