3 pontos que explicam como EUA têm conseguido imunizar mais de 3 milhões por dia

https://youtu.be/F5rZ5nwxIeI

Nesta terça-feira (06/04), o governo anunciou que, a partir de 19 de abril, adultos de qualquer idade poderão receber a vacina, antes do que havia sido previsto pelo presidente Joe Biden. Desde que assumiu a Presidência em 20 de janeiro, ele priorizou a vacinação.

O anúncio é um avanço em relação à data de 1º de maio anunciada por Biden há várias semanas. Qualquer adulto, independentemente da idade, condição médica ou ocupação, poderá ter acesso à imunização, algo que já acontece informalmente.

Na última semana, foi ultrapassada a média de três milhões de vacinações em um dia. No fim de semana houve o recorde de mais de quatro milhões.

Isso é um grande contraste com janeiro, quando meio milhão de doses eram administradas diariamente.

Esse ritmo, entretanto, não significa que a pandemia esteja sob controle. Autoridades federais ressaltam a importância do uso de máscaras e de se manter o distanciamento social.

"Vemos isso acontecendo principalmente entre adultos jovens", disse Rochelle Walensky, diretora do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), na segunda-feira, dia em que o país registrou mais de 79 mil novos casos e mais de 600 mortes, de acordo com dados da Universidade Johns Hopkins.

Até esta terça-feira, cerca de 556 mil pessoas haviam morrido de coronavírus nos Estados Unidos, o país que registra até agora o maior número de casos e mortes na pandemia.

Quanto mais casos são registrados, mais possibilidades há de desenvolvimento de novas variantes, por isso a vacinação ágil é essencial.

Aqui, revisamos algumas das explicações para essa rápida vacinação no país.

1. Acordos prévios com 3 vacinas "made in USA"
Os EUA têm a vantagem de ter aprovado três vacinas que são produzidas no próprio país. Em dezembro, Pfizer e Moderna, que exigem duas doses, receberam sinal verde, e a dose única da Johnson & Johnson teve seu aval dado em fevereiro.

E isso também facilitou acordos com o governo. O governo de Donald Trump, então presidente, comprou milhões de doses no final do ano passado antes mesmo de as vacinas Moderna e Pfizer serem aprovadas.

Esse acerto adiantado fez com que, ao receberem a aprovação das autoridades sanitárias, os processos de distribuição fossem acelerados e as empresas farmacêuticas se dedicassem quase inteiramente à produção de frascos para uso nos EUA.

A Moderna e a Pfizer começaram a fabricá-los antes do término dos testes clínicos.

No que foi chamado de "Operação Warp Speed" (em referência a velocidade rápida do seriado futurista Jornada nas Estrelas), a administração Trump trabalhou em conjunto com várias empresas para desenvolver vacinas que ainda estavam em processo de teste, a fim de reduzir os tempos de produção e distribuição, caso funcionassem.

Moncef Slaoui, que liderou a operação, reivindicou o crédito para a administração anterior, de Trump.

"90% do que está acontecendo agora é (resultado do) plano que fizemos", afirmou Slaoui recentemente na televisão.

Os EUA ainda aguardam a autorização para as vacinas AstraZeneca e Novavax. Se liberadas, mais vacinas estariam disponíveis e a taxa de vacinação aumentaria.

As vacinas disponíveis não são aprovadas para crianças menores de 16 anos, mas a Pfizer já mostrou resultados promissores em uma vacina para crianças.

2. O efeito Biden
Embora o líder democrata tenha aproveitado parcialmente o que o governo Trump fez, ele colocou a vacinação em massa do país como o principal objetivo de sua agenda.

A ideia era interromper o crescimento de casos e mortes o mais rápido possível, e assim reativar a economia.

O governo Biden anunciou nesta terça-feira que o país já disponibilizou 150 milhões de vacinas em seus primeiros 75 dias de mandato. Sua meta inicial era de 100 milhões em 100 dias, e foi agora revisada para mais de 200 milhões, número que também pode ser superado.

De acordo com dados do CDC, até segunda-feira (05/04), 107,5 milhões de pessoas tinham recebido pelo menos uma dose, incluindo 62,4 milhões com a injeção única da Johnson & Johnson e as duas da Pfizer-BioNTech ou Moderna.

Em 26 de janeiro, quando Biden estava no cargo havia apenas seis dias, 20 milhões de pessoas haviam recebido a primeira dose e 3,5 milhões a segunda, de acordo com dados do CDC.

No início de março, Biden alcançou um triunfo político ao anunciar o acordo entre a Johnson & Johnson e sua rival Merck, a segunda maior produtora de vacinas do mundo que agora fabrica a vacina de seu oponente depois de fracassar em sua tentativa de ter seu próprio produto.

O contrato de US$ 1 bilhão da Johnson & Johnson originalmente negociado no ano passado pelo governo Trump dizia que a empresa forneceria doses suficientes para 87 milhões de americanos até o final de maio, o que, junto com as outras duas vacinas, significaria que haveria vacinas para todos os adultos no país.

Mas a Johnson & Johnson ficou aquém das expectativas, levando a Casa Branca a intervir. Por isso foi feito o acordo com a Merck.

"Este é o tipo de colaboração entre empresas que vimos na Segunda Guerra Mundial", comparou Biden.

O governo começou a trabalhar com a Johnson & Johnson fornecendo à empresa uma equipe de especialistas para monitorar a produção e o apoio logístico do Departamento de Defesa.

Além disso, o presidente invocou uma lei da época da Guerra da Coreia (1950-53) para dar à empresa acesso aos suprimentos necessários para fabricar e embalar vacinas.

Enquanto Trump confiava o plano aos Estados, Biden assumiu o controle de Washington para tornar a vacinação realmente massiva e se concentrou em comprar doses suficientes não apenas para os centros de atendimento, os primeiros a receber as vacinas, mas para que chegassem o mais rápido possível para toda a população.

3. Mais vacinas e mais lugares
Uma das chaves é que as vacinas estão disponíveis em muitos lugares.

Para isso existem dois aspectos básicos: produção e distribuição.

Em termos de produção, os fabricantes de vacinas estão disponibilizando cada vez mais doses às autoridades.

Após um início lento, a Pfizer e a Moderna ganharam experiência e aumentaram a produção, até mesmo fabricando eles próprios os produtos necessários.

A Pfizer, por exemplo, recicla um filtro especial necessário no processo de produção.

Ao The Wall Street Journal, a Moderna falou que levou três meses para produzir as primeiras 20 milhões de doses e agora está alcançando 40 milhões em um único mês para os EUA.

A Pfizer passou de cinco milhões de vacinas semanais para 13 milhões agora.

E a Johnson & Johnson está cooperando com a Merck para aumentar sua produção.

Em março, a empresa de análises Evercore estimou que os três fabricantes haviam chegado a 132 milhões de vacinas, três vezes mais do que em fevereiro e menos do que o estimado em abril.

O governo espera que até o final de maio haja vacinas suficientes para todos os adultos do país.

Em termos de distribuição, o governo federal possui cerca de 30 megacentros de vacinação em massa em todo o país administrados pela Federal Emergency Management Agency (FEMA), além dos administrados por cada Estado.

Milhares de soldados estão fornecendo suporte adicional nesses tipos de instalações.

Mas também é possível ir a centros médicos, farmácias e até supermercados para receber a dose.

A Casa Branca disse aos governadores estaduais na terça-feira que mais de 28 milhões de doses serão distribuídas a eles nesta semana.

Além de manter esses locais, onde se espera que haja cada vez mais vacinas disponíveis e mais facilidade de marcação, o governo busca expandir e atingir as comunidades mais pobres, tradicionalmente de população negra e latina.

"As pessoas não-brancas estão sendo vacinadas em um ritmo mais lento do que a população em geral", admitiu recentemente Marcella Núñez-Smith, chefe da igualdade na força-tarefa do governo Biden contra o coronavírus. "Isso pode e deve mudar."

A maior falta de acesso à informação e à internet para marcação de consultas é uma das causas, bem como uma maior relutância à vacinação por parte destas comunidades após ensaios clínicos malsucedidos no passado.

Por isso, uma das tarefas pendentes da distribuição é levar as vacinas para essas áreas e destacar a importância de receber a injeção.


Relatório Mundial da Felicidade

Divulgado anualmente, o Relatório Mundial da Felicidade ganhou um desafio extra desta vez: medir o impacto da pandemia do novo coronavírus no bem-estar individual e coletivo.

Segundo o ranking, que tem o apoio da empresa italiana illycaffè e da Fundação Ernesto Illy, a liderança da Finlândia se deve sobretudo à confiança da população em suas comunidades, fator que, em meio à pandemia, "contribuiu para preservar o bem-estar das pessoas".

A Finlândia aparece logo à frente de outro país nórdico, a Islândia, que subiu da quarta para a segunda posição, e da Dinamarca, que caiu do segundo para o terceiro lugar. O top 10 ainda tem Suíça, Países Baixos, Suécia, Alemanha, Noruega, Nova Zelândia e Áustria.

A Itália, país da illycaffè, evoluiu da 28ª para a 25ª posição, enquanto o Brasil despencou do 29º para o 41º lugar.

"Apoiamos os estudos de felicidade por meio da illycaffè e da Fundação Ernesto Illy para entender quais são os fatores determinantes da felicidade e implementá-los no contexto do café. Nós consideramos a felicidade um pré-requisito para qualquer transição para uma sociedade mais sustentável, tanto que o bem-estar dos nossos stakeholders representa um dos compromissos da empresa", explicou Andrea Illy, presidente da illycaffè.

O relatório também buscou entender uma questão fundamental: por que as taxas de mortalidade são tão diferentes no mundo? Os índices, por exemplo, são muito maiores nas Américas e na Europa do que na Ásia, na Oceania e na África.

Os fatores determinantes, segundo o estudo, incluem idade da população, o fato de o país ser uma ilha ou não, a proximidade com outras zonas com altos índices de contágio, mas diferenças culturais também contribuem para a análise, como: confiança nas instituições públicas, conhecimento obtido em epidemias anteriores, desigualdade de renda e presença de mulheres no comando do governo.

"A experiência do leste da Ásia mostra que políticos restritivas não apenas controlaram a pandemia de modo eficaz, mas também combateram o impacto negativo dos boletins diários relativos às infecções na felicidade das pessoas", diz Shun Wang, professor do Instituto Coreano de Desenvolvimento.

No entanto, o professor John Helliwell, da Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá, disse que os autores do ranking ficaram surpresos ao ver que, em média, "não houve um declínio no bem-estar geral".

"Uma explicação possível é que as pessoas veem a Covid-19 como uma ameaça comum e externa, que afeta a todos e que tem gerado um maior senso de solidariedade e empatia", acrescentou Helliwell, que edita o relatório de felicidade.


Lixo no mar é tema de curso gratuito e on-line oferecido a professores

Objetivo do curso oferecido pelo Instituto Oceanográfico e Pró-Reitoria de Cultura e Extensão da USP é ampliar repertório com práticas e atividades críticas; inscrições vão até 12 de março

Acúmulo de lixo no mar é causa de prejuízos, não só ambientais, como econômicos. Além de causar a morte de espécies marinhas, prejudica seres humanos. Para conscientizar educadores e ampliar seus repertórios acerca do tema, a Pró-Reitoria de Cultura e Extensão (PRCEU) da USP, em São Paulo, oferecerá o curso Lixo nos Mares: do Entendimento à Solução. As inscrições irão até 12 de março.

Os objetivos da formação incluem elaboração de atividades e práticas educativas voltadas para reflexões e ações críticas. Ao todo serão 40 horas de atividades a distância, nas quais serão oferecidas aulas expositivas, palestras, oficinas, fórum de discussão e aprendizado baseado em problemas e avaliação.

Os temas abordados permitirão identificar atividades humanas que prejudicam o oceano, a dinâmica da poluição nos mares e maneiras de utilizar a pedagogia no combate ao lixo nos mares.

Para se inscrever, é preciso acessar o link do sistema Apolo e selecionar a opção Instituto Oceanográfico. Depois, selecionar o curso e realizar o passo a passo indicado. As aulas serão oferecidas entre 22 de março e 25 de junho. Elas são indicadas para educadores de todos os níveis, formais e não formais, de instituições públicas e privadas.

Além da PRCEU, a formação será realizada em parceria com a Secretaria da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (SECIRM), que elencou o lixo no mar como um tema prioritário no 10º Plano Setorial para os Recursos do Mar.

Fonte: Jornal USP


Brasil confirma mais 1.386 mortes e 61.602 casos de coronavírus em 1 dia

O Brasil registrou 10.517.232 casos de coronavírus e 254.221 mortes pela doença até as 18h deste sábado (27.fev.2021). A informação é do Ministério da Saúde. São 1.386 mortes e 61.602 novos diagnósticos a mais que no dia anterior.

Mulher de máscara na entrada de hospital em Brasília© Sérgio Lima/Poder360 Mulher de máscara na entrada de hospital em Brasília

O Ministério da Saúde afirma que 9.386.440 estão recuperados da covid-19 e 876.571 permanecem em acompanhamento.

Só os Estados Unidos têm mais vítimas que o Brasil. São 524.491 mortos, segundo o monitor Worldometer, consultado às 18h deste sábado (27.fev).

Poder360


OMS conclui que o coronavírus é de origem animal e mais...

Maria Neira, directora de salud pública y medio ambiente de la OMS, en un acto en Estambul (Turquía).
Diretora de Meio Ambiente da OMS: “70% dos últimos surtos epidêmicos começaram com o desmatamento”
Los hijos de Tatiana y David corren por los alrededores de su nuevo hogar, Villerías de Campos.
A utopia urgente de voltar para o campo por causa da pandemia

A OMS considera a passagem do novo coronavírus de animal para ser humano por meio de uma terceira espécie como a hipótese “mais provável” da origem da covid-19 e sugere que não se originou no mercado de Wuhan. Foi o que disseram em uma coletiva de imprensa, no final da sua missão, os especialistas da equipe internacional da OMS que durante quase quatro semanas fizeram investigações na cidade onde foram detectados os primeiros casos da doença para identificar como pode ter surgido.

O chefe dos especialistas internacionais que viajaram a esta cidade do centro da China, Peter Ben Embarek, logo antecipou isso ao iniciar suas declarações à imprensa: embora tenha encontrado novas informações, esta investigação não mudou substancialmente a imagem do que se sabe sobre esta doença que já contagiou mais de cem milhões de pessoas em todo o mundo.

Os profissionais enviados pela OMS trabalharam com quatro hipóteses, conforme explicou Ben Embarek: transmissão direta de um animal, provavelmente um morcego; a via indireta, por meio de uma terceira espécie; o contágio a partir de vírus em superfícies congeladas; e que o vírus tivesse escapado de um laboratório. Apenas esta última, constataram os especialistas, é “extremamente improvável”, razão pela qual está descartada a continuidade dessa linha de investigação.

O ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump havia acusado um laboratório, o Instituto de Virologia de Wuhan, de ter deixado o vírus escapar de suas instalações e de ser a origem da pandemia.

É a única conclusão contundente que eles anteciparam. As demais questões ―qual animal poderia ter sido o intermediário da transmissão, como surgiu em Wuhan, se foi ali que ocorreu o salto para o ser humano ou em outro lugar― permanecem abertas. “Não há evidências suficientes (...) para determinar se o Sars-Cov-2 se espalhou em Wuhan antes de dezembro de 2019”, disse Liang Wannian, da Comissão Nacional Chinesa de Saúde e chefe da delegação de cientistas chineses. De acordo com Ben Embarek, a pesquisa aponta para “um reservatório natural” de morcegos como o animal original, embora seja improvável que o salto tenha ocorrido nessa cidade.

Os especialistas, que apresentaram um resumo preliminar do relatório que entregarão à OMS, indicaram que durante sua estada em Wuhan ―que incluiu duas semanas de quarentena estrita em um hotel, conforme prevê a regulamentação chinesa contra o coronavírus para quem chega do exterior― examinaram prontuários médicos e amostras de sangue coletadas antes da detecção dos primeiros casos, em dezembro, nessa cidade. Eles também analisaram dados de venda e consumo de medicamentos para sintomas semelhantes aos causados pela covid-19, para verificar se houve maior uso nas semanas e meses anteriores. Sua conclusão: não encontraram indícios da presença do vírus em Wuhan antes de dezembro.

Os pesquisadores também examinaram a hipótese que circulou no início da epidemia e que considerava o mercado de frutos do mar de Huanan como uma possível origem da doença. Aproximadamente dois terços dos mais de 40 casos originais tinham vínculos, como vendedores ou clientes, com esse mercado, onde também eram vendidos animais domésticos e silvestres. Mas o terço restante, não.

“Não sabemos o papel exato” do mercado, observou Ben Embarek. “Sabemos que houve casos ali, entre pessoas que lá trabalhavam ou o visitaram, mas não sabemos como o vírus se introduziu ou como se disseminou.” Os cientistas mapearam os casos relacionados ao mercado ―se eram vendedores, onde ficava sua barraca, por exemplo― e possuem as sequências genéticas de alguns deles. Isso lhes permitiu determinar que o mercado era uma fonte de propagação, mas houve outras na cidade.

As informações são do EL PAÍS.


Senado dos EUA decide que impeachment de Trump é constitucional

O Senado dos Estados Unidos decidiu nesta terça-feira (9.fev) a abrir formalmente o segundo julgamento de impeachment contra Donald Trump, ex-presidente dos Estados Unidos. Em decisão, o Senado julgará Trump por crime constitucional, anulando o pedido da defesa para que o processo fosse julgado como inconstitucional.

O ex-presidente é acusado de "instigação à insurreição", por seu papel no brutal ataque ao Capitólio em 6 de janeiro, dia em que os parlamentares confirmaram o resultado das eleições vencidas pelo democrata Joe Biden.

Após 4 horas de debates, por 56 a 44 votos, os senadores decidiram seguir com o processo contra Donald Trump. Seis senadores republicanos votaram com os democratas a favor da constitucionalidade do processo. A acusação apresentou como recurso o vídeo da violência explícita dos apoiadores do ex-presidente no dia do ataque.

O julgamento continua na próxima semana, mas não quer dizer que o ex-presidente será condenado. Para ser confirmada, a condenação de Trump precisa do aval de 67 dos 100 senadores. Para isso, 11 republicanos precisarão mudar de lado.

Assista à reportagem completa do SBT Brasil

https://www.youtube.com/watch?v=CJjQwVJIRYs&feature


Vacina russa Sputnik V tem 92% de eficácia

Primeiros resultados de testes da Sputnik V apontam 92% de eficácia no bloqueio de doenças sintomáticas. A notícia foi publicada na revista científica The Lancet.

A Sputnik V é uma das três vacinas no mundo com eficácia comprovada acima dos 90%. Outras vacinas mostram taxas de eficácia menores, como 62,1% para a da AstraZeneca, 50,4% da Sinovac e 79,3% da Sinopharm.

Apenas 16 de 16.500 pessoas que receberam a vacina de duas doses da Sputnik V desenvolveram sintomas. Ninguém morreu da doença ou precisou de tratamento hospitalar.

A vacina também foi considerada 74% eficaz no bloqueio da Covid após apenas uma única dose.

A Sputnik V, batizado em homenagem aos antigos satélites espaciais soviéticos, está envolta em polêmica desde que Vladimir Putin deu sinal verde para sua aprovação para uso em massa na Rússia em agosto passado, antes que qualquer teste em humanos fosse realizado.


"Para restaurar a alma dos EUA precisamos do que é mais elusivo: unidade"

Após prestar juramento como o 46º presidente dos Estados Unidos, Joe Biden fez o seu primeiro discurso como líder da nação. Em frente ao Capitólio, as palavras de Biden incidiram na ideia da união.

“Este é o dia da democracia, um dia de história e esperança, um dia de renovação e de determinação. A América foi testada de novo, e a América esteve à altura do desafio”, começou por referir Biden.

O novo presidente acrescentou que esta “não foi a vitória de um candidato sobre outro, foi a vitória de uma causa, a causa da democracia”.

Joe Biden realçou que a vontade do "povo foi ouvida" e enfatizou que "a democracia é preciosa e prevaleceu". Em seguida, assinalou que vai assumir a liderança com "pressa e urgência". "Temos muito para fazer neste inverno de perigo e de oportunidades significativas", ressalvou face ao impacto que a pandemia está tendo nos Estados Unidos.

Citando Abraham Lincoln, Joe Biden disse que "a sua alma inteira está nisto: unir a América, o nosso povo". "Para superar estes desafios, para restaurar a alma e assegurar o futuro da América precisamos de muito mais do que palavras e precisamos da coisa mais elusiva na democracia: unidade", fez constar.

O 46º presidente norte-americano recordou a invasão do Capitólio, no dia 6 de janeiro.

"Aqui estamos nós, poucos dias depois que uma multidão turbulenta pensar que poderia usar a violência para silenciar a vontade do povo", disse Biden, afirmando que ninguém pode "parar o trabalho da democracia".

"Isso não aconteceu. Nunca vai acontecer. Nem hoje, nem amanhã. Nunca. Nunca", afiançou o presidente.

Biden garantiu que "o crescimento do extremismo político, da supremacia branca e do terrorismo doméstico tem de ser confrontado e será derrotado".

Desencorajando uma cultura de "guerra total" na política e a manipulação dos fatos, o presidente fez um pedido aos americanos. "Temos de ser diferentes disto. A América tem de ser melhor do que isto. E eu acredito que a América é muito melhor do que isto", asseverou, notando que "temos muito para reparar, restaurar e curar".

President Biden: "This is our historic moment of crisis and challenge, and unity is the path forward and we must meet this moment as the United States of America. If we do that, I guarantee you we will not fail." https://t.co/tcmAzrzqTx pic.twitter.com/PrXqkO5Q81

A concluir voltou a insistir na ideia da união de um povo que está dividido. "Temos de acabar com esta guerra pouco civil que coloca vermelho contra azul, rural contra urbano", afirmou. "Vamos liderar pelo poder do nosso exemplo", declarou.


Os deputados e senadores do partido de Trump que votarão a favor do impeachment dele

A republicana, Liz Cheney, disse que Trump "acendeu a chama" do ataque.

Uma votação na Câmara dos Representandes, controlada pelos democratas, é esperada para quarta-feira (13/1).

Em sua primeira aparição pública desde a invasão, o presidente não se responsabilizou pela violência.

Os democratas acusam Trump de incitar seus partidários a invadir o prédio do Capitólio em um discurso antes do tumulto. Eles pressionam para que haja uma votação de impeachment.

Trump sofrerá impeachment?
Como os democratas detêm a maioria na Câmara, Trump provavelmente se tornará o primeiro presidente dos EUA a ter procedimentos de impeachment aprovados duas vezes. Ele se tornou o terceiro presidente a ter um pedido de impeachment aprovado na Câmara em dezembro de 2019 por violar a lei ao pedir à Ucrânia que investigasse Biden na eleição. Posteriormente, em julgamento no Senado, Trump foi inocentado.

Se Trump tiver seu impeachment aprovado na Câmara nesta quarta-feira, o Senado realizará um julgamento para determinar sua culpa. Uma maioria de dois terços seria necessária para condenar Trump, o que significa que pelo menos 17 republicanos teriam de votar pela condenação.

Até 20 republicanos do Senado estariam dispostos a condenar o presidente, relatou o jornal americano The New York Times. Mas é improvável que o julgamento possa ser concluído antes de Trump deixar o cargo, em 20 de janeiro, quando o presidente eleito Joe Biden assume o poder.

Um julgamento de impeachment no Senado depois da posse de Biden poderia servir para impedir que Trump concorra novamente. Ele já indicou que planeja fazer campanha em 2024 para voltar à Casa Branca.

O que dizem os republicanos?
Liz Cheney, que é filha do ex-vice-presidente Dick Cheney, prometeu apoiar o impeachment, dizendo que Trump "convocou essa multidão, reuniu essa multidão e acendeu a chama desse ataque".

"Nunca houve uma traição maior por parte de um presidente dos EUA a seu cargo e seu juramento à Constituição", acrescentou a representante de Wyoming.

Dois outros membros republicanos da Câmara, John Katko e Adam Kinzinger, disseram que também votariam pelo impeachment.

O líder republicano da Câmara, Kevin McCarthy, aliado de Trump que disse ser contra o impeachment, decidiu não pedir aos membros do partido que votassem contra a medida, segundo noticiou a imprensa americana.

De acordo com o New York Times, o líder republicano no Senado, Mitch McConnell, disse a pessoas próximas que estava satisfeito que os democratas desejassem impeachment do presidente porque ele acreditava que isso ajudaria a livrar o partido Republicano de Trump.

Na terça-feira à noite, o republicano Brian Fitzpatrick, da Pensilvânia, apresentou uma resolução para censurar Trump, uma medida menos severa do que o impeachment.

A medida acusa Trump de "tentar derrubar ilegalmente" os resultados das eleições de novembro e de ter "posto em perigo" o Congresso.

Anteriormente, a Câmara aprovou uma resolução por 223 votos a 205 solicitando ao vice-presidente Mike Pence que ajudasse a destituir Trump usando a 25ª Emenda, que permitiria ao vice destituir o presidente se ele for considerado incapaz de cumprir suas obrigações.

Mas Pence já havia rejeitado a resolução dos democratas, dizendo em uma carta à presidente da Câmara, Nancy Pelosi: "Segundo nossa Constituição, a 25ª Emenda não é um meio de punição ou usurpação".

Como Trump reagiu?
Na terça-feira, Trump não demonstrou arrependimento pelos comentários que fez aos apoiadores antes da violência, quando repetiu alegações infundadas de fraude eleitoral, dizendo-lhes para "fazer ouvir sua voz de forma pacífica e patriótica", mas também "lutar como no inferno".

No Texas, Trump disse não se arrepender de suas atitudes
"O que eu disse foi totalmente apropriado", disse Trump a repórteres. "Eu não quero violência."

Ele também disse: "Este impeachment está causando uma raiva tremenda, e (...) é realmente uma coisa terrível o que eles estão fazendo", acrescentando que o "verdadeiro problema" era a retórica usada pelos democratas durante os protestos Black Lives Matter e a violência no ano passado.

O YouTube disse que suspendeu o canal de Trump por violar as políticas de incitação à violência. As contas do presidente no Twitter e no Facebook já foram removidas.

Domínio de Trump diminui

Análise de Anthony Zurcher, repórter da BBC News nos EUA

No período em que o Força Aérea Um, o avião presidencial, levou para levar Donald Trump de volta da fronteira com o Texas para a Casa Branca, na terça-feira, o terreno político desmoronou sob seus pés. Os sinais de Mitch McConnell de que está "satisfeito" com os esforços democratas sugerem que o cálculo político está mudando para os líderes republicanos no Congresso.

Um número crescente acredita que as ações do presidente na semana passada ameaçaram não apenas a democracia dos EUA, mas também a segurança pessoal dos parlamentares.

E mesmo antes do tumulto no Capitólio dos EUA, Trump era cada vez mais visto como um problema político com poder cada vez menor. Sua reação radical aos resultados da eleição provavelmente custou aos republicanos duas cadeiras no Senado da Geórgia, e não está claro se Trump aumenta as chances eleitorais do partido quando seu nome não está na cédula.

McConnell, entre outros, pode estar pensando se um rompimento franco com Trump é melhor para seu futuro político, mesmo que isso signifique trabalhar com os democratas para se livrar dele.

Como estão as investigações sobre os invasores?
Até agora 170 pessoas foram identificadas e 70 indiciadas, disse o FBI. Espera-se que outras centenas sejam acusadas. Os culpados de conspiração podem pegar até 20 anos de prisão.

Os manifestantes estão sendo instados a se entregarem para a polícia. Uma campanha de mídia social pede que membros do público identifiquem as pessoas a partir de fotos.

O FBI também disse que as investigações concluíram que duas bombas encontradas perto de escritórios de partidos políticos em Washington tinham ignitores e timers.

A imprensa dos EUA noticiou que um dia antes dos distúrbios, o FBI emitiu um relatório interno alertando que os extremistas planejavam viajar para a capital americana para cometer violência. O documento, de um escritório do FBI na Virgínia, mostrou que os conspiradores compartilhavam mapas dos túneis sob o Capitólio.