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Censo já mapeou 180 famílias atípicas em Campo Grande

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Os cadastros começaram em dezembro para identificar as necessidades de pessoas com deficiência e com autismo

Crianças atípicas brincando durante recreação (Foto: Arquivo/Campo Grande News)

O Censo das Famílias Atípicas, lançado pela Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul, já identificou pelo menos 180 famílias cadastradas.

O Censo das Famílias Atípicas, iniciativa da Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul, identificou 180 famílias em Campo Grande desde dezembro. O levantamento mapeia necessidades de pessoas com deficiência, TEA, doenças raras e condições crônicas. A ação já apresentou resultados práticos, como a identificação de oito crianças que necessitavam urgentemente de bótons de gastrostomia. O censo também revelou famílias em situação de vulnerabilidade, demandando atendimento médico especializado, acesso à educação e suporte social.

O formulário foi lançado em novembro do ano passado e os cadastros começaram em dezembro para identificar as necessidades de pessoas com deficiência, com TEA (Transtorno do Espectro Autista), doenças raras ou condições crônicas. Até então, o município não possuía qualquer levantamento sobre esse público.

Com isso, a Defensoria passou a estimar a demanda real, identificar famílias com ou sem processos judiciais e mapear obstáculos recorrentes no acesso a direitos básicos.

Conforme a coordenadora do NAS (Núcleo de Atenção à Saúde), defensora pública Eni Maria Sezerino Diniz, o levantamento já trouxe resultados práticos, mostrando crianças que vivem em situações graves.

“Em um cadastro emergencial realizado nas últimas semanas de 2025, a Defensoria identificou oito crianças em situação grave, que precisavam com urgência da troca do bóton de gastrostomia, dispositivo essencial para alimentação”, disse.

 O NAS garantiu o fornecimento dos bótons ainda antes do recesso institucional. “Essas famílias estavam invisíveis. O censo nasce exatamente para romper essa invisibilidade. Quando identificamos uma situação crítica, nossa equipe vai até a família para verificar de que forma a Defensoria pode atuar”, explicou a coordenadora.

Ainda de acordo com a defensora, foram encontradas famílias extremamente vulneráveis, com demandas que vão muito além da saúde.

“São famílias com múltiplas necessidades: atendimento médico especializado, acesso à escola, renda, suporte social e, muitas vezes, uma estrutura familiar fragilizada”, destacou.

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