Trecho da MS-214, construído sobre área alagável, foi tomado pela água após chuvas intensas
Por Kamila Alcântara | 01/03/2026 08:57
Moradores de propriedades rurais no Pantanal do Paiaguás, entre os municípios de Sonora e Coxim, relatam estar isolados e sem acesso à internet há pelo menos uma semana por causa do alagamento da MS-214, nas proximidades da Fazenda Cambará. A situação foi encaminhada ao Campo Grande News neste domingo (1º) pelo canal Direto das Ruas.
Cerca de 200 famílias estão isoladas no Pantanal do Paiaguás, entre Sonora e Coxim, devido ao alagamento da MS-214, conhecida como Transpantaneira Paiaguás. As chuvas dos últimos dias ultrapassaram o nível do aterro que sustenta a estrada, impedindo o acesso à região.Segundo o pecuarista Kin Monteiro Hindebrand, moradores das fazendas locais, incluindo crianças e idosos, enfrentam dificuldades para receber alimentos desde o último domingo. A via, que conecta a região à BR-163, não recebeu manutenção este ano, agravando a situação das comunidades rurais afetadas.
O pecuarista Kin Monteiro Hindebrand, de 40 anos, explica que a região é naturalmente alagável e, por isso, a estrada conhecida como Transpantaneira do Paiaguás foi construída sobre um aterro. Segundo ele, as chuvas intermitentes dos últimos dias ultrapassaram o nível da estrutura e cobriram o acesso.
“Patrão dá um jeito, mas as famílias dos funcionários das fazendas estão completamente isoladas. Nem comida está chegando para eles. Desde domingo passado está assim e só hoje a água abaixou e conseguimos avançar até um ponto com internet. São quase 200 famílias, muitas com crianças e idosos”, relata.
Kin afirma que no ano passado a estrada passou por manutenção, mas neste ano ainda não houve intervenção. Ele pede atenção das autoridades para atender as comunidades rurais. “Está impossível o trânsito aqui. Eles podem ficar sem comida”, alerta.
A MS-214 começa na BR-163 e é uma das principais vias de acesso às propriedades da região. O Campo Grande News procurou o Governo do Estado para saber se há previsão de manutenção emergencial no trecho afetado, mas até a publicação desta reportagem não houve retorno oficial. O espaço segue aberto para manifestação.


