Caso de polícia – Nas eleições municipais de 2020, em Coronel Sapucaia, a disputa entre a chapa do PT, encabeçada por Cláudia Ferreira Maciel com João Batista de Andrade como vice, e o então prefeito Rudi Paetzold, do MDB, acabou virando caso criminal. Segundo a Justiça, aliados da chapa derrotada teriam levado pessoas ao cartório para registrar acusações falsas de compra de votos contra o adversário, com promessa de casa, emprego e dinheiro.
Mentira – As declarações viraram ações na Justiça Eleitoral, mas depois foram consideradas improcedentes. Uma das envolvidas confessou que mentiu. O Tribunal Regional Eleitoral manteve a condenação dos três por denunciação caluniosa eleitoral, entendendo que houve tentativa deliberada de usar denúncia falsa para tentar reverter o resultado da eleição.
O máximo – O presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, rasgou elogios à senadora Tereza Cristina (PP) ao analisar nomes aliados para formar uma chapa como eventual vice do pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro. “Eu acho ela o máximo”, disse, emendando que a política sul-mato-grossense tem carisma, “que é um negócio difícil”, analisou. Outro nome citado foi do mineiro Romeu Zema, que poderia puxar muitos votos em Minas Gerais.
Fixação no Senado – O presidente, em entrevista ao programa Canal Livre, da Band, também comentou que o ex-presidente Jair Bolsonaro tem fixação em discutir cenários para o Senado, deixando para ele as articulações em torno da eleição para presidente e governadores. No caso de Mato Grosso do Sul, o ex-presidente lançou o nome do deputado federal Marcos Pollon, mesmo havendo uma previsão das candidaturas do Renan Contar, o Capitão Contar, e Reinaldo Azambuja para as duas vagas que abrirão.
Buscar apoio – Para o dirigente do PL, não está claro porque o interesse de Bolsonaro pelo Senado. Questionado se poderia ter relação com a possibilidade de frear o STF (Supremo Tribunal Federal), o presidente disse que acreditava ser porque durante seu governo, Bolsonaro não contou com amplo apoio na Casa Legislativa.
Dinheiro na Previdência – Ao analisar o quanto avançaram as investigações sobre o escândalo do Banco Master, Costa Neto considerou que muitas autoridades podem ser implicadas e chegou a comentar que circula informação de que um político teria feito gestão junto a prefeituras para que aplicassem dinheiro no banco, hoje em recuperação extrajudicial promovida pelo Banco Central. Em Mato Grosso do Sul, fundos de oito cidades têm recursos em títulos do Master sem expectativa de reaver valores.
Investigação – O MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) abriu investigação para avaliar os impactos da Lei Municipal nº 7.442/2025. A criação do Sistema Financeiro de Conta Única, que centraliza a execução financeira do Executivo, entrou no radar da 32ª Promotoria de Justiça de Saúde Pública por possível interferência na autonomia do FMS (Fundo Municipal de Saúde), estrutura considerada estratégica para garantir a correta aplicação dos recursos do SUS (Sistema Único de Saúde).
Alerta – O Conselho Municipal de Saúde de Campo Grande foi o primeiro a formalizar preocupação com a rastreabilidade dos recursos. O colegiado avalia que a centralização pode dificultar o acompanhamento da execução orçamentária e enfraquecer a transparência exigida pelas normas federais. A movimentação do conselho reforçou a pressão institucional e levou o caso ao MPMS.
Justificativa – Do outro lado, a administração municipal afirma que não há risco à autonomia do FMS. A versão oficial sustenta que a Secretaria Municipal de Saúde segue como ordenadora de despesas, enquanto a Secretaria da Fazenda apenas operacionaliza os pagamentos, mantendo controle individualizado dos saldos. Internamente, o discurso é de que o novo modelo representa modernização administrativa e racionalização de fluxos, sem afronta às vinculações legais da saúde.
Em análise – Com as posições divergentes expostas, o MPMS determinou diligências para avaliar se o sistema atende integralmente às normas federais e preserva a autonomia exigida para fundos de saúde. O procedimento também evidenciou a atuação da Comissão de Acompanhamento e Fiscalização da Execução Orçamentária e Financeira, que tem encaminhado análises técnicas ao órgão ministerial. A discussão pode redefinir os parâmetros de gestão financeira da saúde municipal.


