Ação nesta segunda-feira apreendeu facas, bebidas e chips de celular na Penitenciária de Pedro Juan
Por Helio de Freitas, de Dourados | 16/03/2026 10:48
A Polícia Nacional deflagrou no início da manhã desta segunda-feira (16) uma operação na Penitenciária Regional de Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia vizinha de Ponta Porã, a 313 km de Campo Grande.
Uma operação policial foi deflagrada na Penitenciária Regional de Pedro Juan Caballero, no Paraguai, após a descoberta de um plano de fuga organizado pelo Primeiro Comando da Capital (PCC). Durante a ação, foram apreendidos armas artesanais, bebidas e chips de celular. Funcionários do presídio identificaram barras de ferro serradas e panos que seriam usados como cordas em um pavilhão ocupado por membros do PCC. O Paraguai encontra-se em estado de emergência devido ao risco de fugas em massa, com presença militar nas penitenciárias até 2026.
A ação ocorre após ser descoberto um suposto plano de fuga organizado pelo PCC (Primeiro Comando da Capital). Em janeiro de 2020, 76 presos da facção criminosa fugiram do local por um túnel.
Equipes de agentes penitenciários e policiais fizeram varredura e apreenderam armas artesanais, bebidas fabricadas dentro da cadeia e chips de celular. Os detentos foram levados para uma área isolada enquanto as celas eram vasculhadas.
Conforme a Direção de Prevenção e Segurança da Polícia Nacional, a operação foi desencadeada após funcionários descobrirem que barras de ferro de umas das janelas do pavilhão ocupado por integrantes do PCC tinham sido serradas.
“Estavam cortando as barras de ferro e tinham panos que estavam sendo esticados para serem usados como cordas”, disse nesta manhã o ministro do Interior do Paraguai, Rodrigo Nicora. Segundo a autoridade nacional, o trabalho dentro do presídio ainda não terminou.
O Paraguai está, desde o ano passado, em emergência por causa do risco de fugas em massa nos principais presídios do país. Recentemente, o governo nacional prorrogou a situação até 31 de dezembro de 2026, determinando presença de policiais e forças militares em torno das penitenciárias.
O decreto também estabelece investimentos em obras, equipamentos e contratação de pessoal para ampliar a segurança nos presídios. No Paraguai, o PCC tem como principal rival o Clã Rotela, facção formada por microtraficantes presentes na capital Asunción e outras grandes cidades paraguaias.