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Enquetes Em MS, 21% dos estudantes de 13 a 17 anos afirmaram já ter sentido que a vida não valia a pena Por Gabriel Neris | 26/03/2026 07:04 Alunos entrando em escola da Rede Municipal de Campo Grande (Foto: Arquivo) As escolas estão preparadas para lidar com saúde mental? A enquete com opções diretas expõe...


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Em MS, 21% dos estudantes de 13 a 17 anos afirmaram já ter sentido que a vida não valia a pena

Por Gabriel Neris | 26/03/2026 07:04

Alunos entrando em escola da Rede Municipal de Campo Grande (Foto: Arquivo)

As escolas estão preparadas para lidar com saúde mental? A enquete com opções diretas expõe uma dúvida que cresce junto com os problemas dentro das salas de aula. E os dados mais recentes ajudam a entender por quê.

A saúde mental nas escolas tem se tornado uma preocupação crescente, conforme revelado pela Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) do IBGE. Em Mato Grosso do Sul, 21% dos estudantes entre 13 e 17 anos relataram pensamentos sobre a vida não valer a pena, enquanto metade dos alunos manifestou preocupação constante com questões cotidianas.O cenário é agravado por altos índices de bullying e violência nas escolas. Em Campo Grande, destaca-se o número de casos de humilhação relacionados à aparência física. Aproximadamente 25% dos estudantes afirmaram sentir que ninguém se importava com eles, evidenciando falhas no suporte emocional oferecido pelo ambiente escolar.

A Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar, divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), mostra um cenário que não permite respostas superficiais. Em Mato Grosso do Sul, 21% dos estudantes de 13 a 17 anos afirmaram já ter sentido que a vida não valia a pena. Não é um dado isolado nem exagero estatístico. É um sinal claro de sofrimento emocional relevante entre adolescentes .

O levantamento também revela que quase metade dos estudantes relatou preocupação constante com questões do dia a dia, enquanto mais de um quarto disse se sentir triste com frequência. Há ainda um dado que chama atenção pela frieza: cerca de 25% afirmaram sentir que ninguém se importava com eles na maior parte do tempo . Isso não é apenas um problema individual. É um ambiente coletivo que falha em oferecer suporte.

A situação se agrava quando se observa o contexto escolar. A pesquisa aponta altos índices de bullying, agressões físicas e humilhações, muitas vezes relacionadas à aparência. Em Campo Grande, por exemplo, a Capital lidera entre as capitais em casos de humilhação ligados ao corpo. Esse tipo de violência cotidiana funciona como combustível para problemas emocionais que, na prática, a escola ainda não consegue conter.

Há, sim, alguns sinais positivos, como indicadores de convivência escolar e acompanhamento familiar acima da média em determinados recortes. Mas eles parecem insuficientes diante do tamanho do problema.

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