Dourados supera mil casos de chikungunya em meio a mortes e alta demanda

Atendimento de saúde em comunidade indígena de Dourados (Foto: Divulgação) Dourados ultrapassou a marca de mil casos confirmados de chikungunya, segundo relatório divulgado neste domingo (29) pela Secretaria Municipal de Saúde. De acordo com o informe epidemiológico, o município soma 1.025 casos confirmados da doença. Ao todo, são 1.857 casos prováveis, além de 832 em...


Atendimento de saúde em comunidade indígena de Dourados (Foto: Divulgação)

Dourados ultrapassou a marca de mil casos confirmados de chikungunya, segundo relatório divulgado neste domingo (29) pela Secretaria Municipal de Saúde. De acordo com o informe epidemiológico, o município soma 1.025 casos confirmados da doença. Ao todo, são 1.857 casos prováveis, além de 832 em investigação e 344 descartados.

O município de Dourados atingiu a marca de 1.025 casos confirmados de chikungunya, registrando cinco mortes, incluindo dois bebês. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a cidade enfrenta 1.857 casos prováveis e taxa de positividade de 74,9 por cento. A situação de emergência elevou a média de atendimentos diários na rede pública e resultou em 23 internações. Embora a doença avance por todo o território municipal, a maior concentração de registros ocorre entre a população indígena.

Os dados também apontam cinco mortes registradas no município. As vítimas são uma mulher de 69 anos, um homem de 73 anos, uma mulher de 60 anos e dois bebês, de três meses e um mês de idade.

No Estado, o número de mortes chega a sete. Além dos casos em Dourados, foram confirmados óbitos recentes em Jardim, de uma idosa com mais de 80 anos, e em Bonito, de um homem de 72 anos.

A taxa de positividade é de 74,9%, indicando que a maioria dos pacientes testados tem confirmação da doença. O relatório mostra que a transmissão da chikungunya vem avançando de forma progressiva desde o início do ano.

Segundo o documento, o aumento dos casos se intensificou a partir da semana epidemiológica 7, com crescimento contínuo até a semana 11. A queda observada na semana mais recente pode estar relacionada a atraso na atualização dos dados, comum em períodos de maior demanda nos serviços de saúde.

O avanço dos casos já impacta o atendimento na rede pública. A média de atendimentos na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) subiu de 302 para 442 pacientes por dia nas últimas semanas. Atualmente, há 23 pessoas internadas com suspeita ou confirmação da doença em hospitais do município.

Segundo o relatório, a cidade está em situação de emergência em saúde pública, com avanço da doença para todo o território, embora ainda haja maior concentração de casos na população indígena.



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