Cidade na fronteira seca com a Bolívia lidera incidência da doença em Mato Grosso do Sul
Uma adolescente de 13 anos, de nacionalidade boliviana, morreu após dar entrada no Pronto-Socorro de Corumbá, nessa segunda-feira (30). A principal suspeita é de que o óbito tenha sido causado por dengue hemorrágica.
Adolescente boliviana de 13 anos morreu com suspeita de dengue hemorrágica após dar entrada no Pronto-Socorro de Corumbá na segunda-feira (30). A jovem era moradora de Puerto Quijarro e foi levada à unidade em estado grave. Corumbá lidera o ranking de incidência de dengue em Mato Grosso do Sul, com 409 casos prováveis e taxa de 424,9 por 100 mil habitantes. Apenas 43% do público-alvo completou o esquema vacinal.
De acordo com informações apuradas pelo Diário Corumbaense, a jovem era moradora de Puerto Quijarro, cidade boliviana na fronteira com o Brasil, e foi levada à unidade de saúde em estado grave. Ela apresentava quadro clínico debilitado, com sinais de sangramento, e não resistiu.
A Secretaria Municipal de Saúde de Corumbá informou que a ficha de atendimento e a declaração de óbito foram encaminhadas às autoridades bolivianas, responsáveis pela investigação e confirmação da causa da morte. O corpo foi levado de volta para a Bolívia.
Dados do último boletim epidemiológico da SES (Secretaria de Estado de Saúde), divulgado no dia 25 de março, indicam que Mato Grosso do Sul ainda não registrava mortes confirmadas por dengue. Conforme o levantamento, o Estado contabiliza 1.897 casos prováveis e 270 casos confirmados.
O mesmo boletim aponta que Corumbá ocupa o primeiro lugar no ranking da incidência de dengue em Mato Grosso do Sul, com 409 casos prováveis, taxa de 424,9 para cada 100 mil habitantes. Atualmente, a cidade contabiliza 40 confirmações da doença.
Na sequência aparecem municípios como: Costa Rica (99 casos; incidência 380,2), Antônio João (34 casos; 365,5), Jardim (87 casos; 362,8), Sete Quedas (39 casos; 354,7), Vicentina (21 casos; 331,4) e Água Clara (53 casos; 316,6).
A Secretaria Municipal de Saúde reforça a importância da vacinação de crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos contra a dengue. Apesar da disponibilidade, apenas 43% do público-alvo completou o esquema vacinal até o momento. A imunização é feita em duas doses, com intervalo de três meses.
A chikungunya, doença transmitida pelo mesmo mosquito, também preocupa. O município registra 399 casos prováveis e 14 confirmações. Em todo o Estado, são 3.058 suspeitas e 6 mortes confirmadas pela doença.
Medidas preventivas – O combate ao mosquito Aedes aegypti depende principalmente da eliminação de locais com água parada, onde ocorre a reprodução do inseto.
Entre as principais medidas estão evitar o acúmulo de água em recipientes como garrafas, latas, pneus e vasos de plantas, além de manter caixas d’água bem vedadas. A limpeza frequente de calhas, ralos e lajes também é fundamental.
Pratos de plantas devem ser preenchidos com areia, e recipientes como baldes e bacias precisam ser armazenados em locais cobertos ou virados para baixo. O descarte correto do lixo e a manutenção de terrenos limpos também são essenciais para evitar criadouros.
Além disso, a colaboração com ações das autoridades de saúde é fundamental. O uso de repelentes e telas de proteção ajuda a reduzir o risco de picadas, mas não substitui a eliminação dos focos do mosquito, considerada a forma mais eficaz de prevenção.
Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas redes sociais.