Com gestão repassada ao governo, expectativa entregar o espaço à concessão privada até 2028
O governo de Mato Grosso do Sul confirmou, nesta terça-feira (31), o investimento de R$ 16,7 milhões em obras no Estádio Pedro Pedrossian, o Morenão, como parte do projeto de retomada e modernização do futebol no Estado. O anúncio foi feito durante evento no auditório da Governadoria, no Parque dos Poderes, em Campo Grande, e marca a primeira etapa de um plano estruturado em três fases.
O governo de Mato Grosso do Sul confirmou investimento de R$ 16,7 milhões no Estádio Morenão, em Campo Grande. A gestão do espaço foi transferida da UFMS para o Estado, encerrando impasse de uma década. As obras incluem melhorias em segurança, acessibilidade, elétrica e gramado. A meta é concluir as intervenções até dezembro de 2026 e retomar partidas oficiais em 2027. Uma concessão privada de até 35 anos está prevista para ser definida até julho de 2028.
A principal medida formalizada foi a assinatura do termo de cessão de uso que transfere a gestão administrativa do estádio da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) para o Governo do Estado. A mudança encerra um impasse que se arrastava há cerca de uma década e abre caminho para intervenções diretas no local.
O projeto apresentado pelo governo está dividido em três eixos principais: a execução de obras no Morenão, o incentivo às categorias de base e o estímulo para que clubes locais adotem o modelo de SAF (Sociedade Anônima do Futebol).
A primeira fase, oficializada no evento, consiste justamente na transferência da gestão do estádio para o Estado.
Na sequência, a segunda etapa prevê a execução de intervenções obrigatórias, com investimento já definido de R$ 16,7 milhões. Essas obras são consideradas essenciais para que o estádio volte a operar dentro das exigências legais.
Entre os serviços previstos estão melhorias em segurança e acessibilidade, como o fechamento de poços, adequação de acessos e rampas, além da troca completa da rede elétrica. Também estão incluídas a substituição do gramado e a implantação de um sistema de combate a incêndio.
Já a terceira fase envolve a estruturação de um projeto para concessão à iniciativa privada. A expectativa do governo é concluir esse estudo até julho de 2028. O modelo prevê uma concessão de longo prazo, com duração estimada em até 35 anos.
Fechado desde 2022 e sem receber partidas oficiais há quase quatro anos, o Morenão deve passar por uma reestruturação completa antes de voltar a ser utilizado. A prioridade, segundo o governo, é atender às exigências técnicas que garantam segurança ao público e condições adequadas para a realização de jogos e eventos.
Durante o evento, o secretário titular da Setesc ( Secretaria de Turismo, Esporte e Cultura), Marcelo Miranda, que vai se licenciar do cargo para disputar as eleições 2016, destacou que a transferência da gestão representa um avanço decisivo.
“Hoje assinamos a cessão de uso que transfere a gestão administrativa do Morenão da Universidade Federal para o Governo do Estado. Essa é uma conquista de cerca de dez anos de discussões, principalmente jurídicas, até chegarmos a um consenso”, afirmou.
Segundo ele, a mudança permite que o Estado atue diretamente na recuperação do estádio. “A partir de agora, o Governo poderá administrar o estádio e realizar as intervenções necessárias, principalmente nas áreas de segurança e acessibilidade. Com isso, poderemos obter os laudos definitivos e reabrir o Morenão completamente, tanto para jogos, que é o nosso principal objetivo, quanto para grandes eventos culturais, como shows.”
De acordo com o secretário, a reabertura do Morenão já foi tentada em outras ocasiões, sem sucesso. Uma das iniciativas ocorreu em 2017, com participação do governo estadual e da Federação de Futebol, mas não resultou na retomada definitiva das atividades.
“Na verdade, ao longo dos últimos anos, houve várias tentativas tanto da Universidade Federal quanto do Governo do Estado para reabrir o Morenão. Em 2017, tivemos uma reabertura parcial com recursos do governo, em parceria com a Federação, por meio da FAPEC, mas infelizmente não tivemos sucesso.”
Ele atribui o atraso principalmente a questões burocráticas e jurídicas. “Há cerca de dois a três anos, passamos a trabalhar nessa cessão definitiva, que entendemos ser a solução mais viável. Ela dá mais liberdade ao Governo para conduzir os processos licitatórios e realizar diretamente as intervenções necessárias.”
O planejamento apresentado pelo governo estabelece prazos para a execução das obras e a retomada das atividades no estádio. A meta é concluir as intervenções e obter os laudos técnicos até o fim de 2026.
“Já temos um levantamento do que precisa ser feito, principalmente para atender às exigências de segurança e acessibilidade. Isso inclui, por exemplo, rampas de acesso, adequações estruturais e o plano de prevenção contra incêndio e pânico.”
Ainda segundo o secretário, há uma determinação do governador para acelerar o processo, considerando a demanda dos clubes por um local adequado para competições. “Em reuniões com a equipe técnica, estabelecemos um planejamento que prevê a conclusão das obras e obtenção dos laudos até novembro ou dezembro de 2026.”
Com isso, a expectativa é que o estádio volte a receber partidas oficiais a partir de 2027. “Com isso, a expectativa é que, no início de 2027, o Campeonato Estadual já possa ser realizado no Morenão.”