5º título em 9 anos contrasta com período que operariano quer esquecer

Jogadores do Operário com a taça de campeão estadual de 2026 (Foto: Paulo Francis) Tricampeão consecutivo, quinto título estadual em nove anos, maior campeão de Mato Grosso do Sul (15 títulos), SAF (Sociedade Anônima do Futebol). O torcedor operariano está sorrindo de orelha a orelha com o domínio recente, mas para alguns, as boas notícias...


Jogadores do Operário com a taça de campeão estadual de 2026 (Foto: Paulo Francis)

Tricampeão consecutivo, quinto título estadual em nove anos, maior campeão de Mato Grosso do Sul (15 títulos), SAF (Sociedade Anônima do Futebol). O torcedor operariano está sorrindo de orelha a orelha com o domínio recente, mas para alguns, as boas notícias recentes não apagam a fase amarga que o clube viveu.

O Operário Futebol Clube vive sua melhor fase recente, conquistando o tricampeonato consecutivo do estadual de Mato Grosso do Sul e chegando a 15 títulos, tornando-se o maior campeão do estado. Após 16 anos sem conquistas, entre 1997 e 2018, o clube se reergueu com a adoção do modelo SAF, liderado pelo empresário Eduardo Maluf, gerando otimismo entre torcedores que agora projetam o acesso à Série C do Campeonato Brasileiro.

Foram 16 anos sem conquistas, com um hiato entre 1997 e 2018. Além da ausência de troféus, o clube passou por um período pesado na Série B do estadual, viu rivais e o interior predominarem no período e se deparou até mesmo com a fundação de um novo clube para substituí-lo.

Durante o período, o Operário tinha dez títulos. O Comercial chegou a nove conquistas e aproximava-se de tomar o posto de maior campeão do Estado. O Cene surgiu em meados dos anos 2000 e levou seis canecos. Águia Negra e Chapadão também despontaram como campeões.

Destes, o Comercial tenta sobreviver na segunda divisão do futebol local. O Cene foi extinto e o Novo não disputa um campeonato profissional desde 2023.

Já o Galo foi rebaixado em 2011. No ano seguinte ficou afastado das competições até voltar a disputar os torneios de acesso à primeira divisão em 2013 e 2014.

Porém o golpe mais baixo para o fanático torcedor operariano foi a fundação do Novoperário Futebol Clube, chamado de Novo, uma dissidência de torcedores que acreditavam num projeto que poderia render parceria com o próprio Operário nos anos seguintes. Mas o tiro saiu pela culatra. Criou-se uma rivalidade que extrapolava os gramados. Entretanto, o surgimento de um novo clube gerou mobilização que permitiu ao alvinegro sonhar com tempos melhores. E esse tempo chegou.

Mais do que esperado. O Galo movimentou-se para ser administrado como SAF, liderado pelo empresário Eduardo Maluf, e uma esperança de vermos o futebol sul-mato-grossense em divisões superiores começa a ressurgir.

5º título em 9 anos contrasta com período que operariano quer esquecer
Miguel e Rafael vestiram a camisa do Galo para ver a final (Foto: Judson Marinho)

Os torcedores demonstram um sentimento geral de otimismo e entusiasmo com a nova fase do Operário. Para muitos, como Rafael Moreno, a experiência de acompanhar o time pela primeira vez já transmite uma impressão positiva. Ele destaca a força da torcida e demonstra confiança ao dizer que o time “vai sair vencendo, se Deus quiser”, reforçando a expectativa por bons resultados dentro de campo.

Miguel Moreno, que chegou recentemente a Campo Grande, também enxerga evolução no clube. Ele percebe mais organização e investimentos após a transformação em SAF, destacando que “parece que está mais organizado, o time está investindo”. Além disso, mostra engajamento com o futuro da equipe ao afirmar: “vamos torcer para fluir bem” e confirma que pretende acompanhar a equipe também na Série D.

Já Daniel Carvalho avalia essa fase como inovadora, ressaltando mudanças estruturais importantes. Para ele, “é um momento inovador do clube”, que passou por transformações dentro e fora de campo. Ele também demonstra confiança no desempenho esportivo ao afirmar que o time está “bastante promissor” e aponta como principal objetivo “conseguir o acesso para a Série C”.

5º título em 9 anos contrasta com período que operariano quer esquecer
Daniel foi acompanhar a final do estadual com o filho (Foto: Judson Marinho)

Por fim, José Eberhart reforça a esperança de crescimento contínuo do Operário. Ele destaca que a expectativa da torcida é “estar sempre crescendo mais” e sonha com voos maiores ao dizer que esperam “não seja só no estadual”, mas também conquistas em nível nacional. Mesmo diante de decisões arriscadas, como a troca de técnico, ele mantém o apoio: “vamos ver, tomara que dê certo aí, nós estamos aqui para apoiar”.



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