O Paraguai deve concluir, em janeiro de 2027, a pavimentação do terceiro trecho da Rota Bioceânica no país. São 224 quilômetros da rodovia PY15, entre as cidades de Mariscal Estigarribia e Pozo Hondo, na fronteira com a Argentina. A previsão foi feita pelo presidente paraguaio Santiago Peña, que nesta semana visitou as obras de pavimentação na região do Chaco.
O Paraguai prevê concluir em janeiro de 2027 a pavimentação do terceiro trecho da Rota Bioceânica, com 224 quilômetros entre Mariscal Estigarribia e Pozo Hondo. As obras estão 35% concluídas. O corredor, com mais de 2,4 mil quilômetros, liga os oceanos Atlântico e Pacífico pelo Brasil, Paraguai, Argentina e Chile, podendo reduzir em até 30% os custos de transporte em relação a rotas tradicionais.
A pavimentação no Chaco paraguaio é uma das obras fundamentais para viabilizar o Corredor Bioceânico, também chamado de RILA (Rota da Integração Latino-Americana) ou Corredor Rodoviário de Capricórnio. A via é uma megaestrada, com mais de 2,4 mil quilômetros, que conecta os oceanos Atlântico e Pacífico, passando por Brasil, Paraguai, Argentina e Chile.
Porto Murtinho, em Mato Grosso do Sul, é o portal da rota no Brasil. A expectativa dos quatro países é que o corredor se transforme em uma grande via de escoamento de produtos e importação de mercadorias entre as nações sul-americanas e os mercados asiáticos, com a possibilidade de redução de até 30% nos custos e de até 15 dias no tempo de transporte frente a rotas marítimas tradicionais, como o Canal do Panamá.
Segundo o MOPC (Ministério de Obras Públicas e Comunicações do Paraguai), a extensão da Rota Bioceânica no país foi dividida em três trechos para pavimentação. O primeiro, de Carmelo Peralta a Loma Plata, tem 277 quilômetros e já está concluído. O investimento na iniciativa foi de US$ 443 milhões.
Em Carmelo Peralta está sendo construída a Ponte da Bioceânica, que liga o país ao Brasil, por Porto Murtinho, em Mato Grosso do Sul. A obra é outra estrutura fundamental para viabilizar o corredor e está com 89% dos trabalhos concluídos. A previsão é que até 31 de maio ocorra o encontro dos dois lados da construção, o chamado “beijo das aduelas”.

Já o segundo trecho da rota no Paraguai vai de Cruce Centinela a Mariscal Estigarribia. Tem uma extensão de 102 quilômetros e um investimento previsto de US$ 200 milhões, com empréstimo já autorizado pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento).
Segundo o ministério, enquanto não ocorre a pavimentação, já existe outra rodovia na região, a PY09, que foi remodelada e pode funcionar como alternativa para o trecho.
O terceiro trecho, o que foi visitado pelo presidente paraguaio, está com 35% de avanço geral. As obras já superaram marcos críticos, como a construção de 50 quilômetros de aterro e 57 linhas de bueiros, essenciais para a durabilidade da via no solo do Chaco.
A estrutura viária prevê uma pista de 7 metros de largura, com acostamentos de 2,5 metros, e a instalação de passagens de fauna para preservar o ecossistema local.
O MOPC aponta que a obra beneficiará diretamente cerca de 41 mil pessoas em Mariscal Estigarribia e Pozo Hondo e, indiretamente, mais de 225 mil habitantes de diversas localidades do Chaco.