Ao lado do corpo havia bilhete supostamente assinado pelo grupo de extermínio “Justiceiros da Fronteira”
Por Helio de Freitas, de Dourados | 20/04/2026 10:20
Homem identificado como Christian Rodrigo Toledo, de 35 anos, foi sequestrado, torturado e assassinado na fronteira do Paraguai com Mato Grosso do Sul. O corpo, com um saco de plástico na cabeça e com os pés e mãos amarrados, foi encontrado na manhã desta segunda-feira (20) em um terreno baldio, no Bairro General Genes, em Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia separada por uma rua de Ponta Porã.
Homem de 35 anos foi sequestrado, torturado e assassinado na fronteira entre o Paraguai e Mato Grosso do Sul. O corpo de Christian Rodrigo Toledo foi encontrado com saco na cabeça e mãos e pés amarrados em Pedro Juan Caballero. Ao lado havia um bilhete assinado pelos “Justiceiros da Fronteira”. Policiais alertam que o crime organizado pode usar o nome do grupo para encobrir assassinatos de rivais.
Peritos da Polícia Nacional constataram que o homem passou por sessão de tortura e depois foi morto com vários tiros na cabeça e o corpo jogado na beira de uma rua de terra, em local afastado da área central.
Christian Rodrigo Toledo tinha vários antecedentes criminais, principalmente por furto. Ao lado do corpo havia um pedaço de papel com a frase “Não Roubar – J.D.F.”, referência ao grupo de extermínio autodenominado “Justiceiros da Fronteira”. Foi o segundo caso semelhante registrado neste mês.
Policiais dos dois lados da fronteira adotam cautela sobre esses assassinatos “reivindicados” pelos supostos justiceiros. Fontes ouvidas pelo Campo Grande News afirmam que, em muitos casos, integrantes do crime organizado ordenam a morte de rivais e usam o nome do “J.D.F.” para confundir os investigadores.