O início da pintura da sinalização horizontal na Rua Camapuã, no Bairro Amambaí, tem gerado dúvidas entre moradores e motoristas que passam pela via. Os questionamentos surgem porque o serviço está sendo realizado antes do reparo no asfalto.
Moradores e motoristas questionam a ordem dos serviços realizados na Rua Camapuã, no Bairro Amambaí, em Campo Grande, onde a sinalização horizontal está sendo pintada antes do reparo no asfalto. No cruzamento com a Rua Alexandre Farah, faixas de pare foram pintadas, mas quatro buracos seguem abertos. A Agetran afirma que a pintura foi priorizada para reduzir acidentes. A Prefeitura não se manifestou.
Conforme observado pela reportagem, a pintura ocorre nos cruzamentos da via. Um dos pontos que mais chama atenção é o cruzamento com a Rua Alexandre Farah, próximo ao Santuário Perpétuo Socorro. No local, foram pintadas faixas de “pare”, mas ao menos quatro buracos seguem abertos, sem reparo.
“Deveria ser feito primeiro o conserto e depois a sinalização. Estão querendo tapear a gente, como se estivessem fazendo alguma coisa, mas não é o procedimento correto. Isso não resolve o problema. Acabei de cair em um buraco aqui, e eles gastando dinheiro público com pintura? Primeiro tinha que fazer o mais emergencial”, criticou o motorista Ronaldo Oliveira, de 47 anos.
Almerinda Lemos também defende que o fechamento das crateras deve vir antes da pintura. “É errado. Eles têm que tampar esses buracos antes, porque a gente vai andando e, de repente, cai. Esses dias meu neto estava de patinete e caiu dentro de um buraco. Então deveriam resolver isso primeiro”, relatou.
A reportagem conversou com um funcionário da Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito), que acompanhava o serviço. Ele disse não ter autorização para conceder entrevista, mas explicou que a pintura foi priorizada para reduzir o risco de acidentes.
“Estavam ocorrendo muitos acidentes nos cruzamentos, por isso demos prioridade. Quando encontramos buracos durante o serviço, informamos a Sisep para que façam os reparos”, afirmou.
O Campo Grande News procurou a Prefeitura de Campo Grande para esclarecimentos, mas não houve retorno até o momento. O espaço segue aberto.

