Relator aponta quebra de decoro e pede suspensão de Pollon

Deputado de MS é acusado por invasão da mesa em 2025; defesa fala em perseguição política O deputado federal Marcos Pollon (PL) durante audiência que avalia suspensão parlamentar. (Foto: Assessoria de Imprensa) O relator do Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, deputado Moses Rodrigues (União-CE), pediu nesta terça-feira (28) a suspensão do mandato do...


Deputado de MS é acusado por invasão da mesa em 2025; defesa fala em perseguição política

O deputado federal Marcos Pollon (PL) durante audiência que avalia suspensão parlamentar. (Foto: Assessoria de Imprensa)

O relator do Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, deputado Moses Rodrigues (União-CE), pediu nesta terça-feira (28) a suspensão do mandato do deputado federal Marcos Pollon (PL-MS) por dois meses, em Brasília. O colegiado apura acusação de quebra de decoro ligada à ocupação da Mesa Diretora em agosto de 2025. Um pedido de vista adiou a votação do parecer e transferiu a decisão para a próxima semana.

O relator do Conselho de Ética da Câmara, deputado Moses Rodrigues (União-CE), pediu a suspensão do mandato de Marcos Pollon (PL-MS) por dois meses, após o deputado ter ocupado a mesa do plenário em agosto de 2025, impedindo o presidente Hugo Motta de conduzir a sessão. Um pedido de vista adiou a votação para a próxima semana. Pollon nega irregularidades e diz sofrer perseguição política.

O processo trata do episódio em que parlamentares da oposição ocuparam a mesa do plenário e impediram o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), de retomar a condução da sessão. A ação ocorreu durante protesto contra a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro e em defesa da votação de anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro. A mobilização travou o funcionamento da Casa por horas e gerou reação da Mesa Diretora.

Segundo o relatório, Pollon teve participação direta no bloqueio da presidência do plenário. O documento afirma que o deputado sentou na cadeira destinada ao comando da sessão e dificultou o retorno de Motta ao posto. O texto também aponta que outros parlamentares atuaram fisicamente para impedir o acesso à mesa, o que, na avaliação do relator, agravou a conduta e comprometeu a atividade legislativa.

Além de Pollon, o parecer inclui os deputados Marcel Van Hattem (Novo-RS) e Zé Trovão (PL-SC). O relator sustenta que o grupo tentou impor pauta por meio da ocupação do espaço de deliberação. “Não se pode admitir que um grupo de parlamentares tente impor sua pauta mediante ocupação física dos espaços”, afirmou Moses Rodrigues ao defender a punição.

Relator aponta quebra de decoro e pede suspensão de Pollon
Deputado Marcos Pollon, sentado na cadeira do presidente da Câmara, no dia da obstrução da sessão. (Foto: Reprodução/TV Câmara)

Pollon também responde a outra representação relacionada ao mesmo episódio. Nesse caso, a Mesa Diretora acusa o deputado de proferir ofensas pessoais contra Hugo Motta durante a ocupação do plenário. O relatório dessa ação, apresentado pelo deputado Ricardo Maia (MDB-BA), recomenda suspensão de 90 dias apenas para o parlamentar de Mato Grosso do Sul.

O líder da oposição, Cabo Gilberto Silva (PL-PB), pediu vista dos dois relatórios. Com isso, a análise ficou suspensa e deve ser retomada na próxima reunião do Conselho de Ética. A votação vai definir se o colegiado aplica ou não as punições sugeridas.

O outro lado – Ao Campo Grande News, Pollon negou irregularidade e afirmou que sofre perseguição política. “Isso não é sobre ética, é sobre calar quem denuncia e luta contra injustiças. Estão tentando punir um parlamentar que teve coragem de defender brasileiros”, declarou. Ele disse que atuou dentro dos limites constitucionais e criticou a abertura de processos por posicionamentos políticos.

O deputado também afirmou que não pretende recuar. “Se defender inocentes virou motivo para suspensão de mandato, então o problema não está em mim, está no sistema. Eu não vou me curvar”, disse. Segundo ele, vai manter a defesa da anistia e seguirá com críticas ao que considera abusos dentro do Congresso.



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